Surfista, marido de Luana Piovani, fala sobre carreira e o relacionamento com a atriz. "Ela é perfeita". Veja galeria de fotos

O nome de Pedro Scooby já é conhecido no mundo do surfe há anos. Largou uma promissora carreira de competidor e se consagrou como free surfer, modalidade na qual o que importa é o estilo. No mês passado, pegou um swell perfeito em Teahupoo, no Taiti. Coisa pra gente grande. Acostumado, no entanto, a aparecer nas páginas de esportes, o que o carioca não esperava é que passaria a frequentar também as editorias de celebridades. A causa tem nome e sobrenome: Luana Piovani .

Pedro Scooby pintou a sua prancha com uma homenagem ao filho: Dom
George Magaraia
Pedro Scooby pintou a sua prancha com uma homenagem ao filho: Dom

“Caraca, não acredito que estou namorando com essa mulher”, pensou ele no início do namoro com a atriz que, sete meses depois, já virou casamento . Os dois têm vivido dias de paixões intensas. E na última semana o casal anunciou que está esperando o primeiro filho . “Ser pai foi algo que sempre sonhei. Não imaginava que fosse tão novo. Mas veio agora e sou muito feliz por isso. Por que surtar? Filho é uma coisa boa. Não ruim”, afirmou.

O surfista, que há pouco tempo fez uma tatuagem no braço esquerdo para Luana (Lov Lua – como ela assina), já pensa em fazer um desenho para o filho. “Vou tatuar o nome dele no peito, perto do coração”, contou ele, que diz viver a melhor fase da sua vida. Em entrevista exclusiva para o iG , na Prainha, no Rio de Janeiro, Pedro Scooby fala sobre carreira, o surfe brasileiro, o relacionamento com Luana Piovani e revela, com exclusividade, o nome do seu primeiro filho.

iG: Vocês já escolheram o nome do bebê?
Pedro Scooby:
Já. Ele vai se chamar Dom. Achei um nome forte, especial e que tem um lado espiritual forte. Foi a Luana que escolheu e eu aceitei, na hora. É marcante. Quando falamos que a pessoa é muito talentosa no que faz, dizemos que ela tem um dom. Acho bacana o significado.

iG: Já sonha em ver seu filho pegando onda?
Pedro Scooby:
Sempre tive essa vontade, é claro. Quando se pega onda, sempre existe o sonho de o seu filho pegar, também. Acho que foi por isso que a vontade foi tão grande para ser homem. Teve um momento em que eu e Luana estávamos certos de que seria homem, mas não tínhamos feito o exame. Aí, ela falou: ‘vamos parar de ficar torcendo e ser feliz com o nosso bebê’. Mas deu tudo certo. Veio menino!

iG: Com quantos anos vai começar a levá-lo para surfar?
Pedro Scooby:
Não penso em idade. Quero que ele se sinta à vontade para cair. Vou respeitar o desejo dele. Fico até brincando que se ele quiser fazer balé, em vez de surfe, o que vou poder dizer, né? Tem que aceitar e levar ele na aula (risos).

iG: Antes de vocês embarcarem para o Taiti, a Luana postou no twitter que vocês iriam fazer muitos bebês por lá...
Pedro Scooby:
Ela já estava grávida. Mas ser pai foi algo que sempre sonhei. Não imaginava que fosse tão novo. Mas veio agora e sou muito feliz por isso. Por que surtar? Filho é uma coisa boa. Não ruim. Acho que chegou a hora de construir a minha família. Quero ter pelo menos mais um. Mas vamos ver...

iG: E a diferença de idade (Scooby tem 23 anos e Luana, 35)?
Pedro Scooby:
Nunca interferiu em nada. Nem pensamos nisso. É besteira.

iG: Como sua família reagiu a noticia?
Pedro Scooby:
Minha mãe ficou emocionada, claro. Ficou muito feliz por ser avó. Meu pai também, com certeza. Falei com ele por telefone. Eles ficaram emocionados.

iG: Como é a relação deles com a Luana?
Pedro Scooby:
Com a minha mãe é ótima. Elas se amam. Com meu pai, a Luana ainda não o conhece porque ele mora em uma fazenda e eu só vou para lá quando ela está trabalhando. Meu pai não vem muito pra cá. Mas tenho certeza que ele vai adorá-la.

iG: Vocês planejam oficializar a união?
Pedro Scooby:
Já estamos casados. Não preciso oficializar nada. É claro que a gente pensa em fazer uma festa para os nossos amigos. Mas já moramos juntos há quatro meses. Não sentimos necessidade de assinar um papel.

Pedro Scooby é patrocinado pela Nike e é pupilo de Carlos Burle
George Magaraia
Pedro Scooby é patrocinado pela Nike e é pupilo de Carlos Burle
iG: A Luana tem uma relação um pouco conturbada com a imprensa. Como você lida?
Pedro Scooby:
Tenho que entender. Infelizmente, por ela ser uma atriz muito famosa, os paparazzi ficam atrás dela. Nós achamos muito chato isso, mas tem que conviver, né? É ruim porque eles invadem a nossa privacidade. Acho feia essa situação. Mas nada disso atrapalha a nossa relação. Nós conversamos pouco sobre essas coisas. Ela sabe que não ligo muito pra isso.

iG: O que acha das declarações polêmicas que Luana faz no twitter?
Pedro Scooby:
Ela fala o que ela sente na hora. Não está atuando. A Luana é muito verdadeira e eu admiro muito isso. Não é porque é minha mulher, mas é difícil encontrar alguém sincero nesse meio. Às vezes por ser tão verdadeiro você acaba ofendendo e magoando algumas pessoas. Mas é aquilo, né? Quem fala o que quer, escuta o que não quer. As pessoas a provocam no twitter, ela responde.

iG: Já tinha passado na sua cabeça estar junto com a Luana Piovani?
Pedro Scooby:
Eu sempre a achei muito bonita. Depois que comecei a namorar, pensei: “Caraca, não acredito que estou namorando com essa mulher”. Eu vi o quanto ela é especial. Conhecia a Luana e não a Luana Piovani, que todo mundo fala. Dei muita sorte na vida de ter encontrado uma mulher tão especial quanto ela. Ela me provou muito mais do que isso.

iG: O que você mais gosta nela?
Pedro Scooby:
Ela é perfeita para mim. Em sete meses que estamos juntos, nunca brigamos. Foi tudo muito rápido. Ela é bonita, carinhosa, verdadeira e é tranquilona. Entende meu trabalho.

iG: Há poucos dias, saiu a condenação do Dado Dolabella por ter agredido a Luana . O que achou?
Pedro Scooby:
Cara, eu nunca encostaria numa mulher. É até uma brincadeira que faço: não encostaria numa mulher nem com uma pétala de flor. Aprendi, desde pequeno, que mulher tem de se fazer carinho.

iG: Ainda existe o preconceito de que surfista fuma maconha?
Pedro Scooby:
Claro. Mas, hoje em dia, a situação está muito diferente. O Carlos Burle e o Kelly Slater, por exemplo, têm uma imagem impecável. Não tem como dizer que um cara assim é drogado ou loucão de praia. O cara é um atleta, superfocado. Mas acho que isso é de cada um, também. Sou um cara que não usa drogas, mas um medalhista olímpico (Michael Phelps) não foi pego fumando maconha? Acho que cada um faz o que quer. É um preconceito. Conheço muitos empresários que fumam e continuam fazendo bem o seu trabalho. Não tem gente que toma um uísque quando chega em casa do trabalho para relaxar? Eles fazem isso. Sou um cara que não uso porque não me faz bem. Mas se eu achasse que me agregasse, de repente, começaria a usar. Sei lá! Recomendo claro a ninguém usar nada.

Pedro Scooby:
George Magaraia
Pedro Scooby: "Nunca encostaria numa mulher. É até uma brincadeira que faço: não encostaria numa mulher nem com uma pétala de flor"
iG: E contra homossexuais?
Pedro Scooby:
Preconceito não tem de existir. Cada um tem sua própria escolha e opção sexual. Acredito que tenha vários surfistas gays, mas que não se revelam por causa desse preconceito. Cada um tem que viver a sua vida. O que importa é se a pessoa é do bem, honesta. Através da minha mulher, conheci vários amigos gays que são gente boa. É agradável conversar com eles. Sou um cara contra a homofobia. Se algum surfista vier falar comigo sobre isso, com preconceito, não vai ter a minha atenção.

iG: Por que o apelido Scooby?
Pedro Scooby:
Todos os meus amigos, quando eu era moleque, falavam que eu era parecido com o desenho do Scooby Doo. E eu não gostava muito. Então, já viu né? Todo mundo começou a me chamar. Fora a minha mãe e minha mulher, ninguém me chama de Pedro.

iG: Qual foi o seu primeiro contato com o surf?
Pedro Scooby:
Meu pai sempre surfou e quando eu tinha uns cinco anos ele me colocou para pegar onda. A primeira vez que fiquei de pé numa prancha foi mó emoção. Mas como o meu pai era empresário e trabalhava muito, foi deixando o surfe de lado. Nos finais de semana, em vez de irmos para a praia, íamos para a fazenda. Então eu fiquei dos cinco até os 10 anos afastado do mar. Com 11, minha mãe me colocou numa escolinha de surfe no Recreio. Aí fiquei naquele vício de pegar onda todo dia. Comecei a surfar bem e me destacar nos campeonatos. Com uns 15 anos, quando ganhei o meu primeiro patrocínio com salário, comecei a pensar em me tornar surfista profissional e viver disso.

iG: Por que optou por não entrar em competições?
Pedro Scooby:
Optei por não participar porque não queria botar o meu surfe à prova. Não que eu não fosse capaz, mas isso não me fazia feliz. Não queria só me importar em ganhar ou perder. O que me faz mais feliz é pegar onda. Quero ganhar dinheiro com isso - e ganho, tenho salário da Nike - , mas não de um jeito que transforme algo que eu ame tanto em coisa chata.

Scooby:
George Magaraia
Scooby: "Muito surfista de onda grande encerrou a carreira sem pegar uma onda como a que peguei no Taiti"
iG: Como decidiu se tornar um “free surfer”?
Pedro Scooby:
Percebi que competição não era uma coisa que eu gostasse. Não me fazia feliz vencer. Às vezes também achava que rolava muita injustiça porque cada um tem uma concepção do surfe. Com 16, desisti de competir e resolvi seguir na carreira de “free surfer”. Foi um pouco arriscado o que fiz, mas acho que hoje sou feliz. É uma carreira mais difícil porque é mais complicado uma marca investir em você. Tem de ter um surfe bonito, para que as pessoas gostem de te ver no mar.

iG: Como é a sua rotina?
Pedro Scooby:
Pego onda todos os dias e vou pra academia. Gosto de correr. Faço um circuito misturando peso e aeróbico, porque não gosto muito de malhar. Sempre que posso, gosto de treinar MMA. É impressionante como dá resistência, condicionamento físico. Além disso, procuro me alimentar bem. Evito frituras, não bebo refrigerante. Depois das 18h, não como carboidrato. Mas, às vezes, não dá. Por exemplo, estava em Nova York com a minha esposa e comi várias besteirinhas. Mas ela também tem uma alimentação balanceada.

iG: Qual o melhor lugar para se pegar onda no mundo?
Pedro Scooby:
Com certeza, Taiti. Muito surfista de onda grande encerrou a carreira sem pegar uma onda como a que peguei lá. Em agosto, estava em lua de mel com a minha esposa e fui abrir meu e-mail. Quando vi, tinha 500 mensagens falando que iria ter um swell (conjunto de ondas grandes e perfeitas) em Teahupoo. Sentei com a Luana, expliquei que era importante para minha carreira e, no ato, ela me apoiou. E isso foi muito importante para mim. Mulher é muito egoísta, eu acho. Mas para namorar e casar com um surfista, não pode ser assim. Tem de entender que, às vezes, vou ter que largar tudo para correr atrás de uma onda. De repente, outras mulheres falariam: “Você vai me abandonar no meio da lua de mel”? Ela não. Por isso, fiquei muito agradecido e gostando ainda mais dela. Essa onda mudou a minha carreira.

Pedro Scooby em Teahupoo
Brian Billman/ Divulgação
Pedro Scooby em Teahupoo

iG: Por que você não a levou junto?
Pedro Scooby:
Achei melhor ela ver só nas fotos. Se eu que surfo onda grande não sinto uma sensação muito boa quando vejo algum amigo entrando num mar desses... É um risco de vida. Você está entre a vida e a morte. Então achei melhor ela ficar em casa.

iG: No Brasil, não existem ondas gigantes. Não pensam em morar fora?
Pedro Scooby:
Por enquanto, não. Eu estou casado e estamos esperando um filho. Não tenho esse foco. No Brasil, consigo fazer tudo. Posso demorar mais para chegar a algum lugar, mas não vão ser 10 horas que vão fazer a diferença. Prefiro ter aqui minha base e minha família por perto. Aqui tenho minha academia, a minha praia...

iG: Qual foi o momento mais difícil da sua trajetória?
Pedro Scooby:
No ano passado, quebrei meu pé direito. Não foi surfando. Estava com meu irmão na rua e escorreguei. Quebrei três ossos e foi muito duro. Cheguei até a entrar em depressão. Nunca achei que chegaria esse ponto por causa do surfe, mas fiquei muito triste. Comecei achar que meu pé não estaria perfeito, que não ia surfar como antes. Fiquei parado por uns quatro ou cinco meses.

iG: Já ficou com medo de pegar uma onda?
Pedro Scooby:
Não. Eu acho que tenho medo, mas ele me alimenta. Quanto mais medo tenho, mais remo para a onda. Nunca falo não, não vou. Às vezes você não entra numa onda porque está muito adiantado e vai acabar ‘vacando’. Mas por medo, não.

iG: Você é competitivo?
Pedro Scooby:
Não. Sou zero competitivo. Fico sempre feliz quando um amigo meu pega uma onda gigante. Vibro com eles. Nunca liguei para ganhar ou perder. Acho que foi por isso que parei de competir.

iG: O que imagina para seu futuro?
Pedro Scooby:
Quem sabe eu não tenha vontade de competir nas ondas gigantes? Não sei qual vai ser a minha cabeça daqui a dois anos. Mas para o próximo ano, eu sei. Quero me especializar em onda grande. Acho que me saí bem e posso crescer ainda mais. Porque onda grande é aquela coisa: ou você gosta ou não. Tem que ter coragem e vontade de estar ali. Às vezes você não é o cara mais preparado do mundo, mas tem tanta vontade que pega a maior do dia.


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