Richard Seneff: "Ele nunca mencionou a palavra Propofol para mim"

Conrad Murray na prévia do julgamento, em janeiro deste ano
Getty Images
Conrad Murray na prévia do julgamento, em janeiro deste ano
Richard Seneff , paramédico que atendeu Michael Jackson no dia de sua morte, foi o terceiro depoente nesta sexta-feira (30) no julgamento de Dr. Conrad Murray, acusado de homicídio culposo na morte do cantor. O paramédico afirmou à promotoria que o médico lhe informou que havia dado Lorazepan e não Propofol ao Michael Jackson. "Ele nunca mencionou a palavra Propofol para mim".

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Em depoimento, o paramédico relembrou sua carreira antes do caso Michael Jackson e relatou como foi chamado à mansão do cantor. “Entrei pelo portão principal da casa, com a ambulância atrás do caminhão de bombeiros”, contou ele, que revelou que chegou à mansão às 12h26 e foi levado ao quarto do cantor por um segurança. “Quando cheguei ao quarto, vi o Michael Jackson, Dr. Conrad Murray e um segurança. Michel estava vestindo pijamas”, detalhou.

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Seneff contou à promotoria que quando adentrou no cômodo, o médico estava transferindo o cantor da cama para o chão do quarto e a sua primeira pergunta foi se existia algum procedimento de não ressuscitar Michael Jackson. “Na primeira vez ele não respondeu, mas depois disse não”.

O paramédico então teria perguntado ao Dr. Conrad Murray qual a condição anterior do cantor, mas o médico informou que não havia nada de errado. Seguindo os protocolos para salvar Michael Jackson, o paramédico teria perguntado ainda há quanto tempo Michael estava desacordado e obteve uma resposta vaga. “Ele respondeu que estava desmaiado imediatamente após que o telefonema para o resgate foi efetuado”.

Ele revelou também à promotoria que não tinha espaço para trabalhar ao lado da cama e então contou com a ajuda de um bombeiro para mover Michael à frente da cama. Além dele, havia outros três paramédicos no local e até então ele não tinha reconhecido Michael Jackson. “Usamos um eletrocardiograma para ver a pulsação do cantor, mas estava sem batimentos cardíacos. Então usamos remédios para ressuscitar, mas eles não funcionaram”.

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“Perguntei ao Dr. Murray se ele havia medicado Michael Jackson e ele disse que não tinha dado nada. Mas na segunda vez, confessou que tinha dado Lorazepan para ele dormir”, revelou ele, que contou ainda que Michael estava desidratado. “As informações vindas de Dr. Murray eram inconsistentes”, completou.

A família de Michael Jackson está acompanhando todos os dias de julgamento
SplashNews
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