Atriz revelou ao iG que precisou de muita coragem para fazer cenas ousadas do longa que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz em Paulínia

Nanda Costa interpreta a Lilica de Cordel Encantado
George Magaraia
Nanda Costa interpreta a Lilica de Cordel Encantado
Em “ Cordel Encantado ”, Nanda Costa é oportunista e interesseira. Mas se na ficção a personagem só quer se dar bem, na vida real a atriz só faz questão de ser feliz. Durante uma rara folga na reta final da trama de Thelma Guedes e Duca Rachid, a atriz conversou com o iG e aproveitou o pretexto da sessão de fotos para dar uma caprichada no visual. “Fui cuidar do megahair e fazer uma maquiagem. Coisas de vaidade feminina”, explicou assim que chegou à Livraria da Travessa do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro.

Aos 24 anos, Nanda vem se firmando como uma das principais atrizes da nova geração tanto na TV quanto no cinema. Esse ano ela conquistou mais um prêmio: o de melhor atriz do Festival de Cinema de Paulínia por sua atuação como Eneida em “Febre do Rato”, do pernambucano Cláudio Assis . “Precisei de coragem para filmar inteiramente nua fazendo imagens do meu corpo em uma copiadora; e muito desprendimento para fazer xixi na mão do ator Irandhir Santos ”, comentou. Tamanha entrega também vem se transformando em uma de suas marcas desde a estreia como Madá no folhetim “Cobras & Lagartos”, em 2006.

Nanda Costa
George Magaraia
Nanda Costa
Antes de começar a entrevista, Nanda pediu apenas um café e uma água que ficaram praticamente intactos. “Eu falo bastante. Pode me interromper”, anunciou com um enorme sorriso. “Cordel é um grande reencontro de amigos, motivação e estímulo. Faço a Lilica com todo amor, cuidado e carinho que tenho para emprestar para a personagem”.

Essa é a terceira novela da atriz que já acumula quatro séries na Globo: “Por Toda a Minha Vida”, “Ó Paí, Ó”, “Clandestinos - O Sonho Começou” e “Amor em 4 Atos”. “Já nasci chorando bem dramática. Fui uma criança com síndrome do palquinho. Subia numa cadeira e começava a falar. Fingia que estava chorando para conseguir as coisas com a minha mãe”.

A infância e o início da adolescência foram passados em Paraty, mas enquanto as amigas estavam despertando atenção dos garotos, ela se divertia montando peças de Maria Clara Machado num espaço em cima do restaurante da mãe. “Meu negócio era me vestir de palhaça e fazer animação em festa de amigos. Era a gordinha engraçada que pagava mico”, revela.

Atriz recebeu o prêmio de melhor atriz por
George Magaraia
Atriz recebeu o prêmio de melhor atriz por "Febre do Rato"
A menina que se achava um patinho feio se transformou numa mulher sensual que não gosta de rótulos. “Até já fiz alguns ensaios explorando mais a minha feminilidade, mas hoje não voltaria a fazer. Posar nua, então, nem pensar”, diz. De personalidade forte e determinada, a artista garante que sabe de todos os seus defeitos e vulnerabilidades. “Eu sei onde estão os meus lados feios e escuros. Sei onde está a minha dor, doçura e feminilidade. Nos momentos de fraqueza falo em voz alta: reconhecer a fragilidade é se tornar mais forte”.

No cinema, além de Febre do Rato , e de mais cinco longas - “Sexo com Amor?”, “Bezerra de Menezes”, “Carmo”, “Um Homem Qualquer” e “ Sonhos Roubados ” -, ela se prepara para “Meu tempo é Agora”, história do grupo Planet Hemp , do rapper Marcelo D2 . “Vou interpretar Dora e personificar as características das mulheres que passaram pela vida dele. Não terei nem férias porque assim que a novela acabar entro de corpo e alma na vida da Dora”.

Nanda já planeja sua próxima aventura. Dessa vez, ela pretende encenar um texto de Oscar Wilde para estrear com o pé direito nos palcos. “É um projeto para o próximo ano, mas que já está me deixando ansiosa. Na minha vida as coisas acontecem por causa de uma mistura: de acreditar, perseverar, sorte e disponibilidade. E, claro, aceitar a minha vulnerabilidade”.

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