A modelo Jessica Gunter fala sobre o namoro com Olin Batista, de 15 anos, e diz que seu sonho é ser como Gisele Bündchen

Jessica Gunter:
Léo Ramos
Jessica Gunter: "Quero inveja longe de mim. Por mim uso vários olhos gregos"
Com apenas 15 anos, Jessica Gunter causa inveja em milhares de meninas e ocupa um dos postos mais cobiçados do país. Não, a modelo da agência carioca 40 Graus não é a nova aposta da novela das oito, nem venceu algum concurso de beleza da moda. Não bastasse ser loura, esguia, ter olhos claros e dona de um sorriso perfeito, a garota é a primeira namorada – com título oficial e direito até a anel de ouro com brilhantes – de Olin Batista , de 15 anos, filho caçula do empresário Eike Batista , o oitavo homem mais rico do mundo segundo a revista americana Forbes.

Filha de pai alemão e mãe brasileira, Jessica tem uma irmã, Janaina, de 16 anos. A garota, que está no primeiro ano do ensino médio e estuda em um colégio em Botafogo, zona sul do Rio, começou a carreira de modelo recentemente após ganhar de presente de aniversário um workshop na agência de Serginho Mattos. Apesar da pouca experiência, ela demonstra naturalidade na frente da câmera e atribui a desenvoltura ao curso. “Desde pequena sempre gostei de fotografar”. Mas se a carreira no mundo da moda não der certo – Jessica sonha em ser como Gisele Bundchen – ela já tem um plano B. “Quero fazer uma faculdade boa, penso em prestar vestibular para medicina e depois me especializar em endocrinologia”, diz ela, que afirma que o interesse pela saúde é uma afinidade com o namorado.

Enquanto a modelo tira de letra uma sessão de fotos, Olin raramente se deixa fotografar em público. Uma das exceções aconteceu durante este ano enquanto passeava com a mãe, Luma de Oliveira , em um shopping carioca. Aos olhos das meninas Olin não é apenas herdeiro da fortuna de Eike. O adolescente, que na infância aparecia gordinho em fotos desde a época da escola, cresceu, perdeu peso e puxou do pai os belos olhos claros. 

A descrição ganha ares de conto de fadas ao ouvir o relato de Jessica. Na entrevista a seguir, interrompida brevemente por uma visita surpresa do namorado Olin – que pediu para não ser fotografado -, ela conta ao iG que ele é romântico, carinhoso e companheiro. Na página do menino na rede social Formspring, Olin costuma responder às cantadas que recebe com declarações de amor para Jessica.

iG: De onde surgiu a vontade de ser modelo?
Jessica Gunter:
Minha mãe, Vânia, era assistente de palco do Chacrinha e por causa disso ela começou a carreira de modelo mesmo sendo baixinha. Viajou para fora a trabalho. Naquela época era mais fácil. Não era todo mundo que era loura. Então sempre quis ser modelo desde pequenininha. Sempre quis ser igual a Gisele Bundchen. Sou apaixonada por ela. Acho ela linda de morrer.

iG: Sua mãe apoia a sua decisão?
Jessica Gunter
: Minha mãe até me apoia, mas ela quer que eu estude para fazer a minha faculdade porque isso um dia vai acabar. Se me falassem para largar tudo para ser modelo não largaria porque ficaria insegura. Por mais que ame sei que não me encaixo totalmente no perfil por ser baixa. Tenho 1,67m e para desfilar precisa ser mais alta. Quero muito isso para mim, mas tenho noção que preciso ter a minha vida.

Detalhe do anel de ouro e brilhantes: presente de Olin ao pedir Jessica em namoro
Léo Ramos
Detalhe do anel de ouro e brilhantes: presente de Olin ao pedir Jessica em namoro

iG: Você morou na Alemanha. Por que foi viver em outro país?
Jessica Gunter:
Nasci no Brasil, mas meu pai é alemão. Quando meus pais se conheceram se casaram e aí eles ficaram indo e voltando. Então a gente morava praticamente nos dois lugares. Como eu e minha irmã éramos pequenas, isso não interferia na escola. Até que eles se separaram há oito anos. Ele me liga todo dia e sempre vem me ver. Meus pais têm uma relação superboa.

iG: Como mantém a boa forma?
Jessica Gunter:
Faço bastante aeróbica. Não pego muito peso porque não posso senão o Serginho me mata. Não posso ficar com pernão. Até gosto, mas não muito. Acho meio vulgar. Raramente como besteira, como mais durante o fim de semana e, mesmo assim, só um dia. Minha mãe também é super light e cuida muito de mim.

iG: Você esteve no UFC com o Olin no fim de semana. Costuma acompanhá-lo em eventos de esporte com frequência?
Jessica Gunter:
Mesmo quando é um esporte em especial que eu não goste acabo indo porque ele sempre sai comigo. Tem festa da agência, tenho que ir e ele vai comigo. Ele é muito carinhoso e acessível. Ele não fala: “Ah, não vai ter nenhum amigo meu”. Ele vai, é companheiro. Rola muito companheirismo. Nunca imaginei ficar com ele.

iG: Por quê?
Jessica Gunter:
Ele foi uma pessoa muito aleatória na minha vida. A gente tem amigos em comum e ele dava festas, mas eu quase não ia porque era muita mulherada. Fui algumas vezes, umas duas de um milhão que ele fez. E aí começamos a nos falar como amigo pela internet. Através dos amigos em comum começamos a sair e quando vimos a gente estava um apaixonado pelo outro.

iG: O Olin sempre dá grandes festas na Marina da Glória, em casa ou no Pink Fleet (barco do pai). Tem adolescentes que imploram para ir através do Formspring dele.
Jessica Gunter:
(risos) Ele sempre faz, mas quando não era tão amiga dele eu não ficava na porta implorando para entrar. Minhas amigas iam porque conheciam e, às vezes, colocavam meu nome. Até que teve um momento que ele começou a se ligar em mim e eu nele. Aí começamos a sair em lugares privados, festas que não eram dele, com um grupo de amigos e a gente acabou se conhecendo. Foi aí que fui ver quem realmente era o Olin porque hoje em dia não da para saber de cara quem são as pessoas. Todo mundo tem mania de julgar demais os outros. Ainda mais no caso do Olin, coitado, que tipo, é uma coisa social e ele não pode se defender às vezes. Eu mesma muita vezes passo por isso. Começam a me julgar. Então quando realmente o conheci fiquei apaixonada pelo jeito dele.

Léo Ramos
"Amo roupa. É bonito? Eu compro. Mas se estiver dentro do meu padrão, do que eu posso pagar".

iG: Não ficou preocupada por ele sempre dar festas e ter um monte de meninas atrás dele?
Jessica Gunter:
Na verdade eu evito julgar as pessoas. O Olin realmente passa uma imagem diferente, parece isso. Eu imaginava um Olin meio mulherengo, meio festeiro, talvez um pouco metidinho, mas nada muito esnobe. Então quando realmente nos conhecemos vi que ele é tranquilo, caseiro, adora sair, mas é muito simples. Saímos para ir ao cinema, jantar. Não é todo dia festa, festa, festa.

iG: Estão juntos há quanto tempo?
Jessica Gunter:
Tem mais ou menos uns três meses. Começamos a namorar no dia 3 de agosto. Foi quando ele me deu o anel. E ele adora urso. Aí fazia três meses que a gente estava ficando e quando cheguei em casa tinha flores e um urso de pelúcia enorme. À noite saímos para jantar e ele me pediu em namoro. Isso foi no aniversário do primeiro dia em que ficamos juntos. Ele é bem romântico.

iG: No Formspring tem muitos posts de pessoas elogiando a simplicidade e a humildade dele.
Jessica Gunter:
Ele é. Ele passa um pouco despercebido. Não chama muito a atenção. Já está acostumado. É muito simples. As pessoas não imaginam. E isso me cativou porque não gosto de futilidade. Por mais que você tenha tudo isso não tem necessidade das pessoas ficarem sabendo. O Olin superou as minhas expectativas.

iG: Mas mesmo agindo assim ele tem praticamente fãs no Formspring e você leva as cantadas das meninas no maior bom humor.
Jessica Gunter:
Eu dou risada. Sou tranquila porque sei que ele é uma pessoa pública. Sei que se começar a ser antipática vou causar antipatia nos outros e muita gente já tem uma primeira impressão minha que não é a verdade, então eu brinco. Até porque não fico insegura. Fico com um pouquinho de ciúmes. Assim como quando alguém coloca no meu Formspring “quero você para mim, termina com o Olin”. Ele ri e nós levamos na brincadeira.

Léo Ramos
"Fico sempre com um pé atrás. Minhas amigas são pessoas que estão comigo com Olin ou sem Olin".

iG: Qual foi a coisa mais louca que já te perguntaram no Formspring?
Jessica Gunter:
Uma vez disseram que tinha um blog falando que eu tinha feito o comercial da Barbie e disseram que sou irmã da Diana do Big Brother. Falam de tudo. Piorou um pouco depois que comecei a namorar com o Olin. Tem muita gente que pergunta dicas de beleza. Sempre perguntam do meu cabelo e até o que eu como no café da manhã (risos). Já tinha um pouco isso antes e nem sei de onde veio.

iG: No perfil do Olin ele sempre declara que gosta de você toda vez que alguma menina escreve algo mais ousado. O que acha disso?
Jessica Gunter:
Isso me deixa surpresa. Ele me fala para olhar o Formspring e ver o que ele colocou. Aí falo: “Obrigada amor, amei”. Isso é uma forma dele mostrar que gosta de mim. E o Olin não sabia lidar muito no começo porque não tinha tido uma namorada de verdade antes.

iG: Você é a primeira namorada dele?
Jessica Gunter:
Acho que sim. Eu nunca escutei sobre ele ter namorado com ninguém. Eu já tive um namoradinho, mas nada parecido com o que tenho com ele. Nós dois estamos começando juntos.

iG: O que mudou na sua vida? Sente que as pessoas tentam se aproximar por interesse?
Jessica Gunter:
Não sinto muito porque sei quem são as minhas amigas. Nós saímos com uma galera, mas tomamos cuidado. Fico sempre com um pé atrás. Minhas amigas são pessoas que estão comigo com Olin ou sem Olin. Tenho certeza que pode ter gente querendo se aproximar por isso, mas não lembro de ninguém em especial. O Olin é muito tranquilo e sabe quem são os amigos dele. As pessoas acham que não, mas ele sabe lidar muito bem com isso. E tomamos cuidado porque também tem muita gente que não quer nos ver namorando.

iG: Como assim?
Jessica Gunter:
Tem gente que faz intriga então tentamos nos afastar um pouco. Justamente para podermos confiar um no outro. Quero inveja longe de mim. Por mim uso vários olhos gregos porque acho que é a pior coisa que existe. Não desejo inveja para ninguém e não tenho inveja de ninguém. Nem a inveja boa. Porque não existe inveja boa. O que existe é admiração.

Léo Ramos
"Eu já tive um namoradinho, mas nada parecido com o que tenho com ele. Nós dois estamos começando juntos".


iG: Experimentou coisas diferentes com a convivência com ele no dia a dia? Vi que vocês vão para Angra de helicóptero, por exemplo.
Jessica Gunter:
Não saio muito da minha rotina de vida. Eu faço programas com ele que eu faria sexta e sábado à noite talvez, se não conhecesse ele. Provavelmente iria para a Pacha, ao shopping, viajaria para Búzios ou Angra com as amigas. O que sai um pouco é a correria e a privacidade. Ele anda com muito segurança. Todos são uns amores de pessoa. Não é algo que me incomode, mas é uma coisa com que tive que me acostumar. Também sai um pouco fora da rotina pegar um helicóptero e falar: “Vamos para Angra, daí a gente vai para o Rio e volta hoje ainda”. Óbvio que estou acostumada a andar de avião, por exemplo, mas é uma loucura sair de Angra e voltar no mesmo dia. Quando a gente estava de férias eu tinha que fazer umas provas na escola. Voltei, fiz as provas e fui embora. Mas no geral não sinto tanta diferença.

iG: Então você já tinha uma padrão de vida bom.
Jessica Gunter:
Meu padrão de vida não é tão diferente. Eu gosto de sair sozinha, de vir pra escola com as minhas amigas e tudo isso é uma coisa que eu não queria para mim. Andar cheia de seguranças e tal. Mas acho que o Olin se dá muito bem com isso e eu estou me dando bem. Já estou acostumada. Então por mim tudo bem.

iG: Seus pais já o conhecem?
Jessica Gunter:
O Olin e a minha mãe se conhecem, já saíram para almoçar várias vezes, ela adora ele, acha ele um garoto super simples e acessível. Meu pai sente um pouquinho de ciúmes, mas ele está na Alemanha e não pode fazer muita coisa (risos). Mas converso com ele e ele só diz que quando vier quer conhecê-lo para dizer se aprova. Não interessa pra ele se é o Olin ou qualquer outra pessoa.

Léo Ramos
"Através dos amigos em comum começamos a sair e quando vimos a gente estava um apaixonado pelo outro".


iG: Eles não ficaram preocupados com a sua segurança?
Jessica Gunter:
Minha mãe sempre foi muito minha amiga. Sempre conversamos muito. Ela confia em mim, não confia nos outros. Nunca foi mãe megera daquelas que diz: “Você não vai namorar, não vai sair de casa”. Ela quer saber que horas eu saio, com quem estou, que horas eu volto, com quem eu volto, se ela me busca ou não, se tenho dinheiro para ir e para voltar, e se vai rolar droga. Ela se preocupa muito com isso. Quando falei que estava namorando com o Olin ela não o conhecia muito, porque não se liga em mídia. Fica com um pouco de medo por causa desse lance de segurança, por eu me expor um pouco demais, mas não vou deixar de ficar com o garoto que estou amando por medo de acontecer alguma coisa. É só a gente tomar cuidado. Ela conhece os seguranças.

iG: Conheceu a família dele? Como foi?
Jessica Gunter:
Foi supertranquilo. Conheci o Eike e a Luma e eles são acessíveis, legais, simpáticos, me trataram superbem. Eles não mimam muito o Olin. São pais normais e que me aceitaram superbem. Isso me deixou muito feliz.

iG: Como é a sua relação com a moda?
Jessica Gunter:
Gosto de me sentir bem. Não é porque é de marca que vou comprar. Amo roupa. É bonito? Eu compro. Mas se estiver dentro do meu padrão, do que eu posso pagar. Nunca vou mentir sobre a marca de alguma coisa que estiver usando. Hoje estou toda de Ellus, que eu adoro. Sou louca por maquiagem. Tenho malas e malas de maquiagem. E salto. Por mim andava de salto todos os dias.

Léo Ramos
"Sempre quis ser modelo desde pequenininha. Sempre quis ser igual a Gisele Bundchen. Sou apaixonada por ela".

iG: Olin já te de u alguma coisa muito cara?
Jessica Gunter:
A gente tenta não fazer muitas extravagâncias. Ele paga as coisas quando a gente sai, me ajuda a escolher as minhas roupas quando vou em algum lugar assim como eu ajudo a escolher as dele. A única coisa assim foi o anel quando começamos a namorar. Vamos até comprar um outro para usarmos juntos porque ele ainda não está usando um. Me deu mais como um símbolo do que ele sente por mim. Nunca fez isso antes por ninguém. Simboliza muito o nosso amor. Ninguém nunca imaginou ele dando um anel para uma menina.

iG: Ele escreveu “te amo” para você no Facebook. É raro homem que fala o que sente.
Jessica Gunter:
Ele se abre muito comigo. A gente senta, conversa, e tal. Somos muito cúmplices, parceiros.

iG: Quando ele soube que você ia dar entrevista ficou preocupado?
Jessica Gunter:
Mais ou menos. Ele estava do meu lado quando me ligaram e falou que ok, apenas para tentar não nos expor muito. Quando as pessoas vão atrás da gente em festa não damos entrevista. Não gostamos de expor porque falamos uma coisa e depois os repórteres colocam outra. Aumentam. Então acaba saindo do controle.

iG: Mas de certa forma a exposição partiu dele, que fez uma série de declarações para você no Formspring...
Jessica Gunter: Aquele Formspring é um problema. No começo quando a gente estava só ficando e não namorando eu evitava um pouco de deixar as pessoas saberem, mas não que estivéssemos escondendo ou evitássemos ser vistos juntos. Eu não sou ele, então não sei exatamente até onde posso ir. Fico um pouco preocupada. Então já que é ele, é a vida dele, ele que coloque. Não eu.

iG: Ambos são de família alemã. É muita coincidência vocês terem a mesma origem.
Jessica Gunter:
É verdade. Quero aprender alemão porque ele e meu pai falam e eu sabia, mas esqueci com o tempo. E ele estudava na Escola Alemã que é muito perto da minha escola. Então não era para ser antes, era para ser agora. É destino eu acho. Acredito muito nisso.




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