Os advogados do Dr. Murray desistiram do argumento de que o cantor havia ingerido por conta própria a dose do anestésico propofol

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Os advogados de Conrad Murray desistiram do argumento de que o Michael havia ingerido sozinho a dose do anestésico propofol
AP
Os advogados de Conrad Murray desistiram do argumento de que o Michael havia ingerido sozinho a dose do anestésico propofol
A defesa de Conrad Murray , acusado de ser o responsável pela morte de Michael Jackson , voltou atrás nesta quarta-feira (12). Os advogados do médico desistiram do argumento de que o cantor havia ingerido sozinho a dose do anestésico propofol, causa da morte, enquanto ele não estaria por perto.

Murray desiste, assim, de seu principal argumento de defesa. A decisão dos advogados do médico foi anunciada ao juiz que conduz o processo um dia após o laudo da autópsia indicar que Michael não poderia ter tomado sozinho a dose fatal de propofol.

Murray, no entanto, continuará alegando inocência. Caso seja condenado por homicídio, o médico pode pegar até quatro anos de prisão, além de perder sua licença profissional.

Efeito 'trivial'

Um dos advogados de Murray, Michael Flanagan , anunciou ter encomendado um estudo técnico sobre os efeitos da ingestão de propofol no organismo humano.

Flanagan disse que o propofol, um poderoso anestésico receitado por Murray para combater a forte insônia de Michael, tem efeitos que poderiam ser considerados “triviais”. A decisão da defesa muda o rumo do processo.

Outro advogado de Murray, Ed Chernoff , disse durante a sessão de abertura do julgamento, no último dia 27 de setembro, que a defesa tentaria mostrar que Michael teria ingerido por si mesmo a dose de propofol que o levou à morte.

Nesta terça-feira, o chefe do departamento de medicina legal de Los Angeles, Christopher Rogers , disse acreditar que o Murray acabou administrando, por erro, uma dose exagerada de propofol a Michael. "As circunstâncias, sob meu ponto de vista, não mostram que houve automedicação de propofol", disse.

O músico morreu em junho de 2009, em sua casa em Los Angeles, na Califórnia.

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