Conrad Murray encorajou o vício do cantor em potente anestésico

Conrad Murray
AP
Conrad Murray
O juiz Michael Pastor , da Corte Superior de Los Angeles, confirmou nesta terça-feira que o médico pessoal de Michael Jackson, Conrad Murray , está julgado por homicídio culposo no caso da morte do astro. A decisão foi tomada após uma semana de audiências, quando 20 testemunhas foram ouvidas para relatarem suas versões sobre o que aconteceu em 25 de junho de 2009, dia da morte do rei do pop.

Em função das provas apresentadas pela procuradoria e pelos testemunhos, Pastor decidiu que existe base suficiente para acusar Murray, que perdeu ainda sua licença para exercer medicina na Califórnia. Murray terá que voltar à Corte em 25 de janeiro e poderá pegar até quatro anos de prisão por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

Segundo as testemunhas ouvidas nos últimos dias, Michael Jackson era dependente do potente anestésico propofol, que utilizava frequentemente para dormir. Murray se encarregava de obter o medicamento, usado em hospitais e sob prescrição médica, e de administrá-lo no cantor.

VÍCIO EM PROPOFOL

Michael Jackson com a mãe, Katherine Jackson, em 2005
Getty Images
Michael Jackson com a mãe, Katherine Jackson, em 2005
No dia da morte do astro, Murray aplicou vários calmantes para que Jackson dormisse, mas não teve êxito. O cantor então insistiu para receber o que ele chamava de seu "leite" e chegou a ameaçar cancelar os ensaios para os shows que faria em julho em Londres se Murray lhe negasse a droga, segundo declararam algumas testemunhas.

De acordo com a procuradoria, o médico injetou propofol em Jackson e deixou o paciente em seu quarto por horas para falar ao telefone.

Quando voltou, mesmo com o artista já desacordado, levou ainda quase 25 minutos até chamar os serviços de emergência, período no qual, segundo a acusação, tentou esconder indícios de propofol no aposento.

A procuradoria também acusa Murray de ter ocultado que o rei do pop tomara o anestésico e de não tirar o cantor da cama para reanimá-lo. Durante a audiência preliminar, a defesa de Murray levantou a possibilidade de o astro ter administrado nele próprio o propofol, sem o conhecimento do médico.

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