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26/11 - 13:54

Ex-Garota do Fantástico, Gisele Fraga estreia em Hollywood e se ressente das poucas oportunidades que teve no Brasil. Leia a entrevista...

Luciana Franca, iG São Paulo


Aos 40 anos, Gisele Fraga estreia no cinema americano ao lado dos atores Ray Liotta e Christian Slater no policial "The River Sorrow" e se diz frustrada com poucas oportunidades que teve para mostrar seu talento Brasil  

 

 

André Giorgi

 

 

Um email recebido do outro lado do mundo, em 2009, fez Gisele Fraga resgatar a vontade de continuar trilhando  a carreira de atriz e conseguir um papel no cinema americano. Decepcionada com as poucas oportunidades no Brasil, a ex-modelo capixaba tinha decido acompanhar o marido, o empresário do setor petroleiro Augusto Mendonça, nas viagens internacionais quando, de férias na China, soube que um admirado instrutor de Hollywood iria ministrar aulas no Brasil.

 

Matriculada no workshop de sete dias, ela logo se apaixonou pelas técnicas aplicadas por Bernard Hiller e começou sua peregrinação em busca dos ensinamentos do novo mestre. Participou dos cursos dele em Paris, Roma, Londres e Los Angeles. E na última parada como fiel discípula, Gisele recebeu o convite para estrear numa produção internacional ao lado dos astros americanos Ray Liotta e Christian Slater. Durante um exercício de interpretação, o produtor Richie Salvatore viu na bonita brasileira de 40 anos a possibilidade de encarnar a chef de cozinha latina do filme "The River Sorrow", ainda sem título em português. Dois meses depois do primeiro contato e já de volta ao Brasil, Gisele voou até Washignton para o conhecer o diretor Rich Cowan e voltou com o papel garantido.

 

Enquanto aguardava o início das filmagens na cidade de Spokane, em Washington, Gisele guardou segredo sobre o convite hollywoodiano e foi escalada para a novela "Uma Rosa Com Amor" do SBT. Mas Silvio Santos cancelou as gravações da trama quatro meses antes da data prevista. "Fiquei muito triste, chorei uma semana. E foi justamente nessa época que o produtor dos Estados Unidos me ligou e disse que eu tinha que pegar um voo na semana seguinte porque o ator principal (Liotta) queria me conhecer"

 

O destino parecia ter dado uma mãozinha. As filmagens do longa foram antecipadas e, graças à decisão de Silvio, Gisele estava livre para embarcar rumo a Los Angeles e fazer uma rápida preparação antes de assumir as panelas e viver a mulher de Liotta no fime policial, que deve estrear no Festival de Cannes de 2011.

 

 

André Giorgi

 

 

A ex-Garota do Fantástico, que nunca teve a chance de um papel de destaque na televisão brasileira, foi tratada como estrela pela equipe do filme independente e também por seu parceiro de cena. Com o témino das gravações em outubro, ela foi a Los Angeles em busca de um empresário e fechou com Bob McGowan. "Foi ele quem descobriu a Julia Roberts  e trabalharam juntos por 18 anos", conta Gisele.

 

 

André Giorgi

 

 

Em 10 de dezembro, a atriz se muda sem o marido para Los Angeles. A pulseira de borracha que ela não tira do braço com a inscrição ”believer” (algo como "quem acredita", em inglês) e a foto da estatueta do Oscar que pendurou na parede de seu escritório dão força para ela tentar chegar ainda mais longe. Assim como já fez Sonia Braga no passado e mais alguns outros brasileiros depois, Gisele tomou para ela a letra composta por Lulu Santos: “Garota eu vou para a Califórnia... o meu destino é ser star” .

 

André Giorgi

 


iG: Como foi sua convivência com Ray Liotta e Christian Slater?

Gisele Fraga: Tive pouco contato com outros atores, apenas no set e mais com o Ray. Ele é muito discreto e focado no que quer. Me fez muitas perguntas, queria entender como eu era para viver a personagem. Perguntou sobre os meus trabalhos no Brasil, se eu era casada. Ele ficou surpreso quando falei que andava de carro blindado no Brasil por causa da violência. Ele também foi muito generoso, perguntava como eu queria que a cena fosse feita. Não entendia como um ator daquela grandeza perguntava isso para mim. Ensinei para ele como era "kiss me" em português numa das cenas.


iG: Ficou nervosa em contracenar com ele?
Gisele Fraga:
Minhas preocupações eram acertar o idioma, interpretar bem e devolver na mesma moeda, ou seja, não ser exagerada e nem ser inferior. Eu só tremia (risos). Ele já fez mais de 70 filmes.

 

 

André Giorgi
  

 


iG: Como se preparou para o papel?
Gisele Fraga:
Durante um mês e meio, tive aulas todos os dias de voz e interpretação, inclusive aos sábados e domingos, em Los Angeles. Quase pirei. Não saí para me divertir, só para fazer ginástica e acabei emagrecendo seis quilos. E paguei do meu bolso uma coach (preparadora) para ficar comigo no set, para corrigir alguma palavra errada. Não queria tirar o sotaque, mas queria falar as palavras corretamente. E em Spokane tive aulas de culinária com um chef, que pesquisou o prato típico de onde nasci e me ensinou a fazer moqueca capixaba. Aprendi com os americanos que um bom ator sempre pede ajuda. E são poucas as pessoas que seguem essa carreira e têm condições de investir em si próprio.
 


iG: Seu marido não tem ciúme dessa sua investida internacional, já que você vai morar fora?
Gisele Fraga:
Ele tem ciúme, está apreensivo, mas eu não vou ter outra chance como essa. Não vai cair do céu duas vezes. Ele está no momento de bastante trabalho no Brasil, constrói plataforma de petróleo, eu não tenho como falar para ele ir comigo. Vou para Los Angeles dia 10, alugarei um apartamento e vou comprar um carro.

 

 

André Giorgi

 Gisele brinca com a poodle Jolly no duplex em que mora em São Paulo

 


iG: Que história é essa de ter a foto da estatueta do Oscar na parede?
Gisele Fraga:
Tenho um quadro no meu escritório, que tem a frase “pense grande” e também tem uma foto da estatueta do Oscar. Acredito muito no poder da mente, vou sempre "materializando" tudo: Carro, casa, avião... E por isso o Oscar (risos).

 

iG: Ficou decepcionada com o mercado brasileiro por ter conseguido uma chance maior apenas no exterior?
Gisele Fraga:
Com exceção da persoangem Priscila de "Malhação" (de 1998), e da Ana, de "Atração Selvagem" (filme de 1990), em que eu mal sabia falar, era muito menina e não tinha experiência, ainda não tive oportunidade para mostrar o meu talento. Estava frustrada, conheço todo mundo e ninguém olha com a intenção de me dar um trabalho.

 

 

 

André Giorgi

 

 

iG: Você não era chamada para fazer testes?
Gisele Fraga:
No último teste que fiz para a Rede Globo (para a personagem Helena, de "Viver a Vida"), cometeram um erro. Deixou de ser a personagem mais velha que estavam procurando para ser a Taís Araújo, que não deu certo. A Taís não segurou, não teve feeling entre ela e o José Mayer. Enquanto tiver pessoas escalando errado, nós, que somos mais velhas, vamos ser prejudicadas porque não temos oportunidades. E as mais novas também vão ser prejudicadas porque vão ser criticadas por não estarem à altura. E sempre vêm com aquele papinho: "ah, mas você não tem a cara". E a Ana Paula Arósio tem cara para ser mãe de três filhos de quase a idade dela? (Na novela "Ciranda de Pedra, de 2008, a atriz, na época com 32 anos era mãe de três jovens: de 23, 22 e 19 anos.)

 

André Giorgi




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