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06/10 - 11:59

Bárbara Paz estreia "Hell" e diz que adora personagens problemáticos. "Me caem bem..."

Thayana Nunes, iG São Paulo


Noite de estreia no teatro SESI em São Paulo. Na plateia, não sobra uma cadeira vazia. O público, composto por fãs, jornalistas, cineastas e críticos está ávido para assistir ao novo trabalho de Bárbara Paz, que volta aos palcos depois do sucesso de Renata, sua personagem anoréxica e alcóolatra na novela da Rede Globo, "Viver a Vida", de 2009.

 

Claudio Augusto/Fotomídia
Bárbara Paz: sucesso na estreia de "Hell" em São Paulo

 

Bárbara interpreta Hell, uma parisiense fútil e arrogante que vive entre as lojas de grife, as badaladas festas da alta sociedade e o consumo de drogas. "Eu adoro personagens problemáticos, eu acho que me caem bem", confessa a atriz em meio ao burburinho após a apresentação.

 

Dirigida pelo marido, o cineasta Hector Babenco, a atriz conta que a princípio não se identificou com a história,  mas percebeu que seria interessante mostrar como anda a "geração dourada" da classe alta. "É uma coisa que tem que ser dita, as pessoas tem que prestar atenção, se não elas acabam assim", afirma.

 

A peça é inspirada no livro homônimo da escritora Lolita Pille, que retrata sua vida de luxúria e exageros na capital francesa. Bárbara sobe no palco ao lado do ator Ricardo Tozzi, que interpreta Andrea, seu não menos problemático amante na história. Confira trechos de uma conversa com a atriz que recebeu iG Gente depois de aplausos calorosos da estreia...

 

iG Gente : Em sua primeira grande personagem para a televisão você interpretou Renata, em “Viver a Vida”, que tinha problemas com bebida. Em "Hell", você também faz uma jovem que usa drogas. Vê semalhança entre as personagens?
Bárbara Paz : É completamente diferente, elas são de sociedades distintas. A Hell é da nobreza parisiense, tem tudo o que quer e não consegue ser feliz. A diferença da Renata é que ela não tinha dinheiro, não tinha as coisas que queria ter. Então a frustração com a vida era muito diferente.

 

iG Gente: Você gosta deste tipo de personagens?
Bárbara Paz: Eu adoro personagens problemáticos, eu acho que me caem bem (risos). Eu adoro um desafio. A princípio eu achei que a personagem era muito distante de mim, mas depois da adaptação do Hector, eu vi um texto teatral ali e a gente mergulhou na história.

 

Claudio Augusto/Fotomídia
Bárbara Paz com o marido Hector Babenco

 

iG Gente: Esse texto mexeu com você de alguma forma?
Bárbara Paz: É um retrato de uma geração. É uma coisa que tem que ser dita, as pessoas tem que prestar atenção, se não elas acabam assim. Então, ela fala “eu não vou mudar”. É isso.

 

iG Gente: Essa é uma situação que acontece em Paris. Você acha que no Brasil,em São Paulo, os jovens de classe média alta são parecidos?
Bárbara Paz: É igual, muda o país. Não importa. Essa geração existe em qualquer lugar.

 

iG Gente: O que mudou em sua carreira após "Viver a Vida"?
Bárbara Paz: Eu acho que agora sinto um pouco mais de credibilidade, porque posso mostrar um outro viés de trabalho, que não o trabalho no SBT ou na Globo. Eu assinei um contrato com a Rede Globo, que é a maior emissora do mundo em fazer novela. É obvio que as pessoas vão me enxergar de uma outra forma e graças a Deus que isso aconteceu. Tem muita gente que tem talento, tem vocação e não tem a sorte que eu tive. Então, estou muito feliz.

 

iG Gente: E como foi trabalhar com o marido Hector Babenco te dirigindo?
Bárbara Paz:  Foi maravilhoso. Ele é um grande diretor. Ele é bravo, mas ele trabalha muito com a improvisação do ator. Acho que boa parte do espetáculo foi criado junto. Nós todos. Ele não é um ditador que vem com a coisa pronta. Tudo foi montado junto. Eu vinha com uma coisa. Teve um dia que eu escrevi o livro inteiro em mim. A gente fez várias improvisações.

 

iG Gente: E como foi a escolha do Ricardo Tozzi para o papel de Andrea? Já o conhecia da Globo?
Bárbara Paz:
Foi o Hector que escolheu, eu indiquei ele. Achei que ele era a cara do André! Eu vi ele numa peça e falei, “nossa, esse cara é igualzinho ao André!”

 

iG Gente: Por mais que a Hell seja tão problemática, você acredita que ela tem algo de parecido com você?
Bárbara Paz: Não sou uma consumista compulsiva como ela, também não me acho fútil. Mas eu sou como toda mulher. Gosto de gastar com coisas que me deixam bonita. Sou louca por botas!

 

Claudio Augusto/Fotomídia
Ricardo Tozzi e Bárbara Paz: o retrato de uma geração




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