O cineasta recebeu intimação do governo norte-americano em fevereiro deste ano

Martin Scorsese está sendo investigado por fraudar a receita federal
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Martin Scorsese está sendo investigado por fraudar a receita federal
O diretor de cinema americano Martin Scorses e deve US$ 2,85 milhões em impostos e juros atrasados para a Receita dos Estados Unidos, informou nesta terça-feira o jornal "New York Post".

O jornal nova-iorquino assinala que o diretor de "Taxi Driver" e "Os Bons Companheiros", entre outros filmes, recebeu a notificação de sua dívida no início de fevereiro de parte do Serviço de Rendas Internas (IRS, Receita americana) e com ela a de um embargo preventivo por essa quantia.

A notícia acrescenta que essa dívida está relacionada com a relação empresarial que desde o início dos anos 1990 Scorsese, de 68 anos, teve com o agora preso assessor financeiro Kenneth Starr, que fraudou muitos de seus famosos clientes na última década.

Starr foi sentenciado a uma pena de quase oito anos de prisão no ano passado após ter sido declarado culpado de idealizar um esquema piramidal Ponzi pelo que levantou US$ 33 milhões.

"O diretor nega agora que deva esse dinheiro", diz o "Post", que assinala que Scorsese vive em uma casa avaliada em US$ 12 milhões de em um exclusivo bairro de Manhattan.

A porta-voz do vencedor de um Oscar em 2006 por "Os Infiltrados" qualificou, em declarações ao jornal, que a "decisão do IRS foi um completo erro" e assinalou que Scorsese já abonou essas quantidades.

O jornal nova-iorquino diz que, além de Scorsese, outras celebridades relacionadas também com Starr têm dívidas com o fisco, como é o caso de Al Pacino, que também teria pendente um embargo preventivo por US$ 188 mil em relação a impostos de 2008 e 2009, segundo documentos dos escritórios da Fazenda americana em Los Angeles.

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