Solteira, a atriz marca uma nova etapa na carreira e na vida, após passar cinco meses morando na Inglaterra

Fase de mudanças para Marisol Ribeiro . Solteira, após o fim de seu casamento com o músico Lavras Brasil , a atriz de 26 anos está de malas prontas para o Rio de Janeiro. Além disso, a paulista acaba de realizar um sonho e fazer sua estreia no cinema com o longa “Família Vende Tudo”, de Allain Fresnot , que foi apresentado na noite deste domingo (01) no Cine PE, em Pernambuco.

Uma nova novela também faz parte das novidades. Atualmente, ela vive a beata Melissa em “Morde e Assopra”. Mas antes da entrada no foletim, a atriz iniciou a fase de mudanças deixando o conforto de casa e se aventurando durante cinco meses na Inglaterra. “Eu fui pra fora para espairecer, porque minha vida pessoal estava atordoada e eu falei vou viajar, vou morar fora. Queria conhecer a Europa, aperfeiçoar meu inglês, fui de aventureira mesmo”, contou a atriz em entrevista exclusiva ao iG Gente, horas antes de seu longa ser apresentado no festival pernambucano.

Marisol Ribeiro: novidades na vida pessoal e profissional
Marília Neves, enviada a Recife
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Confira como foi o bate papo com a atriz, que estava ansiosa com a resposta do público com o longa. “Espero que as pessoas gostem, porque se não gostarem a gente vai logo saber”, brincou, antes de ser aplaudida pela plateia.

iG Gente: Foram quantos meses de gravação do “Família Vende Tudo”?

Marisol Ribeiro: A gente gravou em três meses. Junho, julho e agosto (de 2008).

iG Gente: Tem alguma curiosidade que aconteceu nas gravações?

Marisol Ribeiro: Agora não me vem a cabeça muita coisa, mas os personagens eram muito caricatos no visual. Eu tinha um cabelo como se fosse de negra. Eu ficava duas horas e meia para fazer o cabelo e não sei mais quanto tempo para fazer o bronze na pele. Eu chegava três horas e meia antes de começar a gravar. E o Caco (Ciocler) também, porque ele passava muito bronze. A gente também chegou a filmar em uma comunidade carente durante um tempo e foi muito gratificante, porque eu nunca tinha entrado realmente dentro de uma favela. Foi muito prazeroso para mim.

iG Gente: No Festival de Curitiba o filme teve uma boa aprovação e aqui em Recife também foi bastante aplaudido. Como você vê esse resultado? Acha que isso pode ser um reflexo de sucesso em um lançamento nacional?

Marisol Ribeiro: É difícil de saber. É um filme que fala com o povo, isso é muito bom. O Allain (Fresnot) tem um jeito de filmar bem peculiar. O filme é uma comédia, acho que por isso agrada muitas pessoas. Mas também, ele fala de uma família humilde que tenta se dar bem de alguma forma. É bem brasileiro isso, de dar um jeitinho por baixo dos panos. Então eu acho que as pessoas vão se identificar.

iG Gente: Como foi essa sua estreia no cinema?

Marisol Ribeiro: Meu sonho sempre foi fazer cinema, só que é muito difícil entrar. A vida é acaso. Tem que conhecer as pessoas, as pessoas precisam te conhecer, conhecer seu trabalho, e muitos diretores de cinema não vêem novela. Daí pra chegar até eles não é fácil. Fiz alguns testes que o Allain tinha me pedido, e ele que apostou em mim.

Marisol Ribeiro planeja lançar dois livros sobre viagem
Marília Neves, enviada a Recife
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iG Gente: Qual a maior diferença entre atuar no cinema e na TV?

Marisol Ribeiro: A diferença na verdade, é que além de eu estar entusiasmada porque é um sonho que estou realizando, no cinema tudo é feito pra você contar uma história em dois ou três meses. Novela você tem nove, dez meses. Cinema é uma coisa mais direta e a obra é fechada. Você começa sabendo como vai acabar. Novela, você começa não tendo ideia de como vai acabar. É uma surpresa a cada vez que você recebe um bloco de capítulos. No cinema você se prepara para o começo, o meio e o fim.

iG Gente: O que prefere?

Marisol Ribeiro: Gosto muito de fazer TV, de cinema também. São coisas tão diferentes. Não dá pra dizer, tem que avaliar a qualidade do trabalho. Fazer uma novela ótima é melhor do que fazer um filme que não é tão bom assim.

iG Gente: Falando em geral, o que você acha que falta para o cinema do Brasil se consagrar internacionalmente?

Marisol Ribeiro: Faltam boas histórias. Você olha os filmes de fora, tem histórias mais criativas. Acho que no Brasil, faltam bons roteiros. E tem tanta gente talentosa por aí. Eu mesma, tenho vários amigos supertalentosos. É uma questão de oportunidade e de as pessoas se arriscarem. Acho que falta o risco.

iG Gente: Acha que é muito fechado, como você comentou dos atores?

Marisol Ribeiro: É tudo muito fechado no Brasil. É engraçado isso, as pessoas não percorrem. Fica um grupinho aqui, outro ali. É tão legal quando as pessoas se intercalam, que você leva informações novas. Quanto mais puder abrir, melhor. Isso só vai enriquecer.

iG Gente: O tempo que você ficou longe das novelas foi para fazer o filme?

Marisol Ribeiro: Na verdade foi uma coisa que aconteceu. Fiz o filme do Allain, fiz uma pequena participação de "Vips" também e morei fora um tempo. Eu fui pra fora para espairecer, porque minha vida pessoal estava atordoada e eu falei vou viajar, vou morar fora. Queria conhecer a Europa, aperfeiçoar meu inglês, fui de aventureira mesmo. Fiquei em Londres um tempo, viajei pelos vilarejos da Inglaterra, escrevi uns contos e quero lançar logo um livro baseado nessa viagem. Foi uma viagem que me rendeu, amadureci.

iG Gente: E a novela, como foi esse retorno para as telinhas um ano e meio depois?

Marisol Ribeiro: A novela é uma fábula praticamente. Estou rodeada de gente bacana. O legal de fazer novela é que você tem contato diário com pessoas muito talentosas. Isso não tem preço. Eu gravo toda semana com a Cássia Kiss do meu lado, com o Luis Melo. Me dá vontade de ficar lá só para observá-los. É uma escola. Eu faço a Melissa, que é uma beata. Ela trabalha na igreja, é supercertinha, estabelece uma amizade com um padre e a partir daí, a história vai se desenrolar.

iG Gente: Melissa tem alguma característica de Marisol?

Marisol Ribeiro: Ela tem boas intenções, o tempo inteiro. Eu não tenho uma religião, ela é católica fervorosa, mas acredito em Deus, no amor de tudo. E ela fala o tempo inteiro de amor, e eu procuro também fazer isso. Procuro estar com o pensamento elevado independente do dia para passar isso para as pessoas.

iG Gente: Como estão os preparativos da mudança para o Rio de Janeiro?

Marisol Ribeiro: É a primeira vez que estou indo para o Rio com o coração muito aberto. Toda vez que fui, era adolescente rebelde. Não queria deixar São Paulo. Mas, poxa, o Rio é uma cidade linda. Desta vez eu falei: "onde eu estava com a cabeça que não aproveitei?" Rio é fantástico. Hoje estou superfeliz de sair e ver aquele marzão e aquelas pessoas abertas. Estou adorando.

Marisol Ribeiro:
Marília Neves, enviada a Recife
Marisol Ribeiro: "Estou indo para o Rio de coração aberto"

iG Gente: O que você costuma fazer quando não está gravando?

Marisol Ribeiro: Em São Paulo eu vou muito cinema, recebo muito meus amigos em casa. Gosto de andar muito na rua. Em São Paulo, pela avenida Paulista, pelo centro. No Rio, também fico andando pra lá e pra cá. Batendo perna mesmo. E a noite, saio com os amigos para escutar um som. Nada demais.

iG Gente: O que ninguém sabe sobre Marisol Ribeiro?

Marisol Ribeiro: Assim que acabar a novela, eu pretendo viajar, pegar um trailer e viajar pelo sertão do nordeste com um amigo, o ator Rael Barja, que faz a novela comigo. Vou passar pelos vilarejos e escrever algo sobre cada lugar e o Rael vai tirar as fotos. E a gente vai lançar esse trabalho, depois de viajar uns dois meses. O nome do projeto é “Pelos Vilarejos Onde Andei Os Carneiros Falavam Saudade”. É isso. Isso é uma coisa que nunca tinha falado.

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