Em fase de crescimento pessoal e profissional, Mallu diz que continua a mesma romântica, "mas de saia curta e salto alto"

Mallu Magalhães
Renê Martins
Mallu Magalhães
Ela não é mais menina. Tanto nas aparências como nas atitudes. “Um projeto precisa ser interessante economicamente”, surpreende Mallu Magalhães sobre novas frentes de trabalho. A cantora de 19 anos conversou com o iG Gente depois de fazer a trilha ao vivo dos desfiles de outono-inverno do Shopping Anália Franco, nessa quarta-feira (30), em São Paulo.

Em pauta: sua relação com a moda e as novas referências musicais. Mallu, notadamente mais amadurecida, tem ideias próprias e autonomia perante seus assessores. Ao ser interrompida por seu empresário para que evitasse responder sobre seu relacionamento com  o músico Marcelo Camelo , ela foi contundente: “Não, esta eu respondo”.

Aos 15 anos, quando surgiu, sua influência era Bob Dylan e folk. Hoje, ela acrescenta música brasileira a seu repertório. “Tem muitas coisas aqui do Brasil, como Jorge Ben Jor , Caetano ( Veloso ), coisas de raiz como Geraldo Pereira , ou mesmo Novos Baianos, que é meio termo entre raízes e contemporaneidade”, explica ela, que não quis dar detalhes sobre o novo CD.

Quanto à troca musical com o namorado, Mallu revela: “Acho que os dois são claramente influenciados um pelo outro. Isso não tem o que questionar e é positivo”. Além do crescimento musical, também é nítido o amadurecimento com o visual: a cantora frequenta as primeiras filas de desfiles das temporadas de moda do Rio e São Paulo.

Mais vaidosa depois de mudar seu estilo e introduzir peças novas no guarda-roupa, Malu se diz confortável com a nova fase. Eu não usava saia, não existia essa possibilidade, achava esquisito pra caramba", revela. "Agora estou indo para uma onda um pouco mais feminina. Mas não tenho muito sex appeal! Continuo com o meu jeito tímido e romântico, mas agora de saia curta e salto alto. Não mais de calça, terninho e chapéu”.

Mallu Magalhães
Renata Reif
Mallu Magalhães

Confira o bate- papo do iG com a cantora:

iG Gente: Qual a sua relação com a moda?                                                                                      Mallu Magalhães: Tenho várias parcerias com marcas que eu gosto muito como Maria Garcia, Maria Bonita Extra, o Ronaldo Fraga, enfim, pessoas de quem uso muito as roupas e sempre me dão o que eu preciso. São sempre muito bacanas, então crio esses vínculos. Às vezes, eu toco. No Ronaldo (Fraga) eu toquei, quando ele lançou aquela coleção com a Chiclets, foi super legal, mas uma campanha ainda não calhou. A gente tem que fazer com calma porque a moda tem sido visto cada vez mais como expressão de arte e é assim que eu vejo.                                                                                                     

iG: É verdade que você costura suas próprias roupas? 
Mallu Magalhães: Fiz o curso de corte e costura, me formei mesmo, piloteira e modelista! Muito legal, eu gostei pra caramba. Sempre me interessei por moda e tendências, é superinteressante. Aí eu comecei a pesquisar mais e ter contato com pessoas do ramo, então você começa a frequentar situações, faz amigos, contatos e tudo mais. Comecei a ficar mais íntima da moda. Acho o maior barato. Costuro os meus vestidos e roupas, é muito legal, mas eu não tenho um plano pontual ainda, como uma marca. De vez em quando eu faço roupas para algumas pessoas , mas é só. Talvez num futuro não muito longe, é bem possível que isso aconteça.                                                                                                                  

Looks usados por Mallu Magalhães
Ag News
Looks usados por Mallu Magalhães

Gostaria de ser garota-propaganda de alguma marca?                                                                         Mallu Magalhães: A gente recebe convites, mas eu procuro ser muito cautelosa, porque na verdade a moda é uma expansão da minha arte na música. Então precisa coincidir diversos fatores, primeiro a minha identificação com a marca, segundo fator é a própria agenda. Então, de vez em quando quero fazer uma campanha, mas não dá tempo porque fico concentrada no trabalho, e também um projeto que precisa ser interessante economicamente. Muitas vezes tem que calhar e muitas vezes não calha. Não é interessante para mim fazer uma campanha exclusivamente pela grana ou pelo meu rosto, para mim o interessante é fazer uma campanha numa coisa que eu acredito.

O que não entrava no seu guarda-roupa no início da carreira e agora passou a usar?            Mallu Magalhães: Saia não entrava no meu guarda-roupa. Eu não usava saia, não existia essa possibilidade, achava esquisito pra caramba. Não usava biquíni, era só maiô. Salto alto também não passava pela cabeça, imagina, salto alto! Só que quando eu comecei a usar vestido curto, decote, os meninos da banda ficavam: “ihhh, agora é mulherzinha!” Eles me enchiam o saco, mas é o maior barato!

Você está mais vaidosa?                                                                                                                          Mallu Magalhães: Acho também que estou cada vez mais expressiva, cada vez ousando mais, usando estampas diferentes, cortes diferentes, estou indo para uma onda um pouco mais feminina. Não digo que tenho um lado sexy, nada disso. Talvez no meu âmago, lógico, como toda mulher. Mas não tenho muito sex appeal! Continuo com o meu jeito tímido e romântico, mas agora de saia curta e salto alto. Não mais de calça, terninho e chapéu.

Looks usados por Mallu Magalhães
Ag News
Looks usados por Mallu Magalhães

Seus referentes musicais mudaram nesses anos?                                                                          Mallu Magalhães: Acho que as minhas referências são complementares, não deixei de ouvir o que eu ouvia antes. Eu só comecei a ouvir mais coisa, ter novas referências. Se uma vez eu escutei Bob Dylan, Johnny Cash ou mesmo Mutantes, não é que eu parei. Continuo escutando, mas eu coloquei no meu repertório de influências muitas coisas aqui do Brasil, então o Jorge Ben (Jor), o Caetano (Veloso), coisas de raiz, como Geraldo Pereira, ou mesmo Novos Baianos, o meio termo entre raízes e contemporaneidade.

Em que a música do seu namorado, Marcelo Camelo, te influenciou e o que você acredita ter contribuído ao trabalho dele?                                                                                                                    Mallu Magalhães: No contato básico de uma relação forte entre duas pessoas, é óbvio que um influencia o outro e isso é bonito. Acho que os dois são claramente influenciados um pelo outro. Isso não tem o que questionar e é positivo. A gente só tem a contribuir um para o outro.

Mallu Magalhães
Renata Reif
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