A corte dos Estados Unidos acredita que "cantar uma canção não cria uma marca registrada"

Lourdes Maria, Taylor Momsen e Madonna no lançamento da marca
Getty Images
Lourdes Maria, Taylor Momsen e Madonna no lançamento da marca "Material Girl" em janeiro deste ano
A cantora Madonna terá que ir a julgamento para lutar por seu direito a utilizar comercialmente o conceito "Material Girl", baseado em sua famosa canção de 1985, depois que um juiz na Califórnia rejeitasse que o tema pode ser equivalente legalmente ao registro de uma marca, informou nesta quarta-feira a "Billboard".

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Em 2010, Madonna criou junto com sua filha Lourdes Maria uma linha de moda chamada "Material Girl", cujos desenhos se inspiraram na estética da artista nos anos 80, um projeto que foi denunciado pouco depois pela companhia angelina L.A. Triumph, que desde 1997 vende roupa sob a marca "Material Girl".

L.A Triumph tem os direitos de exploração desse nome no setor do têxtil nos EUA e como resposta à denúncia, Madonna enviou ao juiz que leva o caso documentação na qual se credencia como criadora do conceito "Material Girl", que começou a usar em 1985 e que fez-se mundialmente popular graças a sua música.

O objetivo da cantora era encerrar o caso rapidamente sem necessidade de ir a julgamento, no entanto, o magistrado James Otero considerou que uma canção não supõe suficiente argumento legal para outorgar a Madonna o direito de uso do nome "Material Girl" em diferentes âmbitos comerciais.

"Esta corte e outras reconheceram que cantar uma canção não cria uma marca registrada", disse Otero, que negou também que os US$ 85 milhões em vendas arrecadados por "Material Girl" nos anos 80 sejam suficientes para determinar que a artista é quem leva mais tempo usando essa marca, porque "a parafernália dos shows não equivale estritamente a venda de roupa".

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O magistrado, no entanto, permitirá que os advogados de Madonna empreguem esses mesmos argumentos para convencer ao júri do julgamento, que está previsto para outubro.

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