Em conversa com o iG, músico falou sobre as mudanças em sua vida após ingresso no grupo e as metas para o futuro

Levi Lima, vocalista do Jammil e Uma Noites
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Levi Lima, vocalista do Jammil e Uma Noites

Quando adolescente, ao assistir o carnaval baiano da janela de um hotel, Levi Lima teve a certeza de que ali estava seu futuro: em cima do trio. Hoje, como vocalista do Jammil e Uma Noites, o músico teve seu sonho realizado, após muito trabalho voltado para a música baiana. “O importante é a gente sempre planejar, ter projetos”, afirma o músico e compositor. Hoje, sua meta é seguir com o trabalho com o Jammil, banda que representa há um ano, quando assumiu o lugar do antigo vocalista, Tuca Fernandes . Antes disso, integrava a banda Via Circular.

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Quero conquistar tudo o que for possível com a música.

Em cima do trio elétrico, comandou, em fevereiro, seu primeiro carnaval com o Jammil. E sem medo de comparações com o antigo integrante e um dos criadores do grupo. “Sou um cara que venho me preparando há muitos anos. Eu estudei muito, continuo aprendendo, estudando, passei por vários outros trabalhos. Então a partir do momento que você se sente preparado, você relaxa”, declarou o compositor de “Colorir papel”, uma das canções da trilha sonora de “Fina Estampa”.

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No último final de semana, Levi embarcou no cruzeiro “É o Amor”, de Zezé di Camargo e Luciano . No navio, além de fazer uma participação durante uma das apresentações da dupla, aproveitou para descansar, o que não fazia há tempos, já que emendou diversos trabalhos após o carnaval baiano. Lá, recebeu o pedido da dupla para uma nova composição, conversou com o iG sobre suas metas e revelou sua timidez com o assédio crescente. “Adoro saber que as pessoas estão gostando do trabalho e tudo mais, mas fico com vergonha”.

Levi Lima durante o carnaval baiano
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Levi Lima durante o carnaval baiano
iG Gente: Em fevereiro, você tocou no BBB12. Assiste o programa, tem uma torcida?
Levi Lima:
Não assisto diariamente, não tem como, mas às vezes assisto. Acho interessante. A galera fala muito do programa, que não tem conteúdo, e ficam criticando as pessoas que estão ali dentro e tudo mais. Acho que qualquer pessoa que for exposta aquele tipo de situação, vai, em algum momento, sofrer um desequilíbrio e vai agir de uma maneira que, tenho certeza, nenhum deles ali vai agir no cotidiano, fora daquele lugar. Não gosto de ter preconceito com o programa. Acho interessante, gosto de ver o comportamento do ser humano. Mas não tenho uma pessoa específica que estou torcendo, não.

iG Gente: Foi seu primeiro Carnaval com o Jammil. Como você resume essa estreia no circuito, sente o peso de substituir o Tuca?
Levi Lima: Não tive esse peso em momento algum. Não me senti pressionado, não me senti em uma situação complicada em momento algum.

iG Gente: Nem em comparações?
Levi Lima:
Não. Primeiro porque isso tudo não está acontecendo em função de um momento de sorte ou uma aposta simplesmente. Sou um cara que venho me preparando há muitos anos. Estudei muito, continuo aprendendo, estudando, passei por vários outros trabalhos. Então, a partir do momento que você se sente preparado, você relaxa. Seu eu enxergasse que eu poderia, simplesmente, ser um cantor novo para a banda, isso só não me deixaria confortável. O que me deixa confortável é saber que posso contribuir também de alguma maneira com minhas músicas, minha maneira de pensar, de cantar.

Aprendi e continuo aprendendo que é muito mais interessante a gente viver o presente do que sofrer o futuro.

iG Gente: Essa contribuição pode alterar um pouco a marca Jammil?
Levi Lima:
A credibilidade da marca já está construída, a gente quer manter essa credibilidade. Mas o comportamento, o som, já mudou. Acho que o bom da arte é justamente isso, a possibilidade de a gente sempre reinventar, criar, fazer o antigo de uma maneira diferente. Acho que é natural também tudo isso. Não acontece só com o Jammil, acontece em outros gêneros musicais. Já aconteceu com o Jammil e vai continuar acontecendo enquanto a gente estiver sendo curioso.

Levi se apresenta com Zezé di Camargo e Luciano, durante o cruzeiro
Reprodução/Twitter
Levi se apresenta com Zezé di Camargo e Luciano, durante o cruzeiro "É o Amor"

Se eu estiver em um lugar e alguém falar que quer tirar foto, eu faço, mas fico com vergonha.

iG Gente: O que a entrada no Jammil mudou na sua vida, em questão de assédio, de não poder fazer o que você gosta longe da música, do palco?
Levi Lima:
Isso vai acontecendo de maneira gradativa, né? A partir do momento que você está em um trabalho e a projeção começa a aumentar, naturalmente o assédio das pessoas vai aumentando junto. O fato de isso acontecer de maneira gradativa, me deixa mais confortável, porque vou me preparando, vou acostumando, vou entendendo melhor como funciona tudo isso. Lógico que minha vida já mudou bastante, algumas coisas não são mais iguais...

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iG Gente: O que, por exemplo?
Levi Lima:
Hoje é mais difícil sair sem ser reconhecido e abordado. Eu não quero deixar de fazer as coisas que eu gosto, e pretendo não deixar mesmo. Mas pode ser que eu precise deixar.

iG Gente: Te incomoda esse assédio, te atrapalha?
Levi Lima:
Não, mas é que até hoje eu fico com vergonha (risos). Se eu estiver em um lugar, um restaurante, e alguém falar que quer tirar foto, eu faço, mas fico com vergonha. Não sei porquê. Mas eu gosto. Adoro saber que as pessoas estão gostando do trabalho e tudo mais, mas fico com vergonha.

iG Gente: E o que esse um ano de Jammil te permitiu conquistar financeiramente?
Levi Lima:
Gosto de guardar dinheiro...

Levi Lima
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Levi Lima
iG Gente: Uma poupança gorda então?
Levi Lima:
Fico feliz de poder viver bem, fazendo o que gosto de fazer e realizando sonhos materiais também. Tenho muito o que ganhar, aprender, trabalhar. Mas já está sendo bem legal. É muito bom você saber que isso vem de uma coisa que é uma profissão bem difícil no Brasil. Muitas pessoas acham que é sorte, não acredito nisso em nenhuma profissão. É muito trabalho, muito esforço, muito foco, muita doação, dedicação. Mas saber que você vive disso é a coisa mais prazerosa para mim. Sempre sonhei em viver de música. E você viver bem, tendo perspectivas, possibilidades, é muito bom.

iG Gente: E onde você quer chegar? De repente ver seu nome em destaque, em vez do nome da banda?
Levi Lima:
Olha, eu aprendi e continuo aprendendo que é muito mais interessante a gente viver o presente do que sofrer o futuro. O importante é a gente sempre planejar, ter projetos. Hoje, só consigo enxergar o grupo Jammil. Estou com muita vontade, me sinto em casa. Estou com pessoas que amo trabalhar, que são amigos, que a gente se diverte, confia um no outro. E as possibilidades e a maneira que o curso que a vida vai acontecer, eu prefiro deixar acontecer. Hoje, o que enxergo é esse projeto e estou muito feliz nele. Mas quero conquistar tudo o que for possível com a música.

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