A modelo de 25 anos quer se consolidar como apresentadora no Brasil e fala sobre a relação com pai famoso que tem fama de durão

Letícia Wiermann sobre a relação com Datena:
André Giorgi
Letícia Wiermann sobre a relação com Datena: "Não bato de frente com o meu pai, eu me dou muito bem com ele. Ele me trata muito bem, é muito carinhoso comigo"
Quando Letícia Wiermann vem a trabalho ao Brasil, ela se hospeda num hotel simples em São Paulo ou na casa de sua assessora no Rio de Janeiro. Remarca compromisso, mas não compra passagem aérea com preços inflacionados na véspera de feriado. Também se recusa a usar por aqui seu iPhone, habilitado nos Estados Unidos, e se vira com um celular pré-pago. Quem não a conhece, nunca imaginaria que ela é filha do apresentador José Luiz Datena , que recebe um salário mensal estimado em R$ 1 milhão.

Meu pai não se envolve muito e eu prefiro que seja assim. Eu também não peço (ajuda)", diz sobre a carreira

Mas Letícia é assim. Sem constrangimento, ela aparece com uma sandália um pouco gasta e diz que foi doação de uma amiga stylist. Mas, na verdade, quem usou o calçado da marca Prada foi a cantora Beyoncé , que repassou o par à stylist.

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A modelo de 25 anos, há cinco morando em Miami, realmente não gosta de pegar carona na fama do pai. Ela conquistou sua autonomia com sua beleza e quer se consagrar como apresentadora, mas não na TV. “Por que eu vou me meter a fazer o que todo mundo está fazendo e faz muito bem? Quero fazer uma coisa diferente e ser pioneira. Então eu estou aí, quebrando a minha cabeça um formato diferente na internet”, diz ela, que comanda o programa de entretenimento na web “Vida Miami TV”, em frente e por trás das câmeras, e pretende fazer o mesmo aqui. “Quero ser apresentadora no Brasil, estou correndo atrás”. “As portas estão abertas! Seu pai é o...”, sugere a reportagem. “Se ser filha do Datena abrisse portas, eu já estaria apresentado um puta programa na televisão”, diz ela, que já foi repórter na Band.

Com planos de passar mais tempo no Brasil do que nos Estados Unidos neste ano, Letícia vai enfrentar um relacionamento à distância com o namorado, um africano do Zimbabué que trabalha na área de hotelaria. Confira o bate-papo com a modelo e o ensaio no Club Yacht, em São Paulo.

MAIS FOTOS: VEJA AQUI O ENSAIO COMPLETO DE LETÍCIA WIERMANN

André Giorgi
"Se ser filha do Datena abrisse portas, eu já estaria apresentado um puta programa na televisão”, diz a modelo


iG: Que tipo de educação você teve?
Letícia Wiermann:
Cresci em Ribeirão Preto (interior de SP), fui criada com a minha mãe, como os meus avós. A minha mãe sempre incentivou muito a leitura, o interesse pelas artes, tirar nota boa, nunca teve essa lado “mãe de miss”. Imagine, até os 12 anos de idade eu jogava futebol, era um moleque. Minha mãe me colocava em tudo quanto é curso, workshop de orquestra de pau e lata, aulas de pintura... Isso eu tenho que agradecer a minha mãe porque coisas que eu aprendi naquela época eu uso muito hoje. Eu vou a um museu em Nova York e eu sei quais são os pintores.

iG: Aos 15 anos de idade você se lançou no mundo. Houve algum ato de rebeldia nessa decisão? Como sua família lidou com essa escolha?
Letícia Wiermann:
Ato de rebeldia? Não, a minha mãe foi modelo e até meu pai teve seus tempos de modelo. Então, eles entendem muito bem. Minha mãe era diretora de teatro, os dois trabalharam com televisão. Foi mais uma vontade que surgiu aos 12 anos quando fui descoberta em um shopping por uma diretora de moda do Senac, que me chamou para fazer um curso de modelo. Isso foi ótimo para mim, eu me transformei de um moleque em uma menina. Aprendi a andar, a me portar e aconteceu naturalmente de eu participar (e ganhar aos 15 anos) o concurso da Riachuelo Mega Models.

Quando se tem 13 anos de idade, a gente quer ser a Gisele Bündchen. Eu jamais vou ser a Gisele Bündchen porque eu não tenho nem altura para ser a Gisele"

iG: Por que resolveu morar nos Estados Unidos?
Letícia Wiermann:
Quando eu tinha 18 anos eu fui para lá pela primeira vez, trabalhei muito bem no mercado de Miami. Então, comecei a voltar muito para passar temporada. No Brasil é complicado porque tem um milhão de meninas maravilhosas, os castings são superlotados. Resolvi ficar por lá mesmo para modelar e estudar. Estudei jornalismo digital na New York Film Academy, fiz cursos de atuação no Actor’s Studio, também em Nova York.

Assisto muito ao Jô Soares e adoro o programa da Marília Gabriela.Um estilo de apresentadora jovem que eu gosto é a Fernanda Lima. Até a Luciana Gimenez tem méritos
André Giorgi
Assisto muito ao Jô Soares e adoro o programa da Marília Gabriela.Um estilo de apresentadora jovem que eu gosto é a Fernanda Lima. Até a Luciana Gimenez tem méritos

iG: Como foi sua experiência na televisão brasileira?
Letícia Wiermann:
Foi um convite da Marlene Mattos quando eu tinha 17 anos para trabalhar na Band, foi a minha primeira experiência com televisão. Comandei um programa temporário que era o "Band Inverno" com base em Campos do Jordão (SP). O inverno acabou, mas eu continuei sendo repórter do “Melhor da Tarde”, apresentado pela Astrid Fontenelle . Fiquei um ano trabalhando e acabei voltando para os Estados Unidos para modelar e também para fazer cursos que eu tinha vontade. Foi aí que eu criei o “Vida Miami TV” com dois sócios e voltei a trabalhar com televisão, mas baseada na internet. O processo criativo e de produção são os mesmos, só que passa na internet.

iG: Por que decidiu voltar ao Brasil?
Letícia Wiermann:
Apesar de ter minhas coisas nos Estados Unidos, a intenção é passar este ano aqui. A gente fica nessa coisa de trabalhar, trabalhar e trabalhar para ter sucesso e esquece que a coisa mais importante a gente já tem: a nossa família. Por isso quero passar mais tempo perto deles. Também o Brasil está passando por um momento muito bom e eu tenho algumas pessoas interessadas e oportunidades que eu pretendo aproveitar. Vamos ver no que dá.

iG: Quer fazer sucesso no seu País?
Letícia Wiermann:
Meu objetivo nunca foi ser conhecida. Tem gente que quer ser famosa, eu nunca pensei nisso. Eu tentei fazer outras coisas, fiz faculdade de Direito por um tempo, de Ciências Políticas, mas não é o que gosto. Gosto de jornalismo, de televisão, de produção, tanto na frente quanto por trás das câmeras. Então, o meu objetivo é ter sucesso, mas pessoal, na minha carreira. A fama é consequência. Acho que vai acontecer se eu conseguir atingir meus objetivos.

Luciana Gimenez tem vários méritos. Eu estive com ela e achei que é uma apresentadora bem segura"

iG: Mas ser filha de Datena abre as portas...
Letícia Wiermann:
Não abre. Se abrisse, com 12 anos de carreira, eu já estaria apresentado um puta programa na televisão. Ele não se envolve muito e prefiro que seja assim. Eu também não peço (ajuda). Ninguém fica 10, 20 anos apresentado um programa porque você é filha de qualquer outra pessoa. Se você não for bom, não adianta, o sucesso não vem de carona com outras pessoas.

iG: Por que não usa o sobrenome Datena? É uma maneira de se desvincular do seu pai?
Letícia Wiermann:
Eu não tenho esse sobrenome. Wiermann é um sobrenome que eu gosto, é o sobrenome da minha mãe, do meu avô materno, em que eu era muito ligada. Combina comigo, estou acostumada.

Letícia Wiermann:
André Giorgi
Letícia Wiermann: "Por que eu vou me meter a fazer o que todo mundo está fazendo e faz muito bem? Quero fazer uma coisa diferente e ser pioneira"


iG: Onde quer chegar?
Letícia Wiermann:
Tenho vários objetivos, mas me vejo apresentado um programa. Eu tenho inclusive projetos de programa, com um formato que gosto muito que é talk show. Tipo David Letterman , Jô Soares , eu adoro esse tipo de programa. Apresentar ou produzir, e mais pra frente, dirigir. Também consolidar o “Vida Online TV.com” porque eu acredito muito na televisão na internet, acho que o futuro da televisão é na internet. Por que eu vou me meter a fazer o que todo mundo está fazendo e faz muito bem? Quero fazer uma coisa diferente e ser pioneira. Então eu estou aí, quebrando a minha cabeça um formato diferente na internet.

Não gosto de pedir dinheiro, mas se preciso, peço para o meu pai. Jamais pediria US$ 3 mil para comprar uma bolsa da Chanel"

iG: Em quem você se espelha?
Letícia Wiermann:
Assisto muito ao Jô Soares, eu amo entrevistar. Adoro o programa da Marília Gabriela , acho que ela é muito boa, muito inteligente. Tem os americanos também que são engraçados que são o David Letterman, o Stephen Colbert, mas aqui no Brasil, um estilo de apresentadora jovem que eu gosto é a Fernanda Lima . Até a Luciana Gimenez tem vários méritos. Eu estive com ela e achei que é uma apresentadora bem segura.

iG: Qual foi seu auge na profissão de modelo?
Letícia Wiermann
: Quando se tem 13 anos de idade, a gente quer ser a Gisele Bündchen . Eu jamais vou ser a Gisele Bündchen porque eu não tenho nem altura para ser a Gisele (Letícia mede 1,74m e Gisele, 1,79m.). Mas esse sonho passou logo, eu sempre trabalhei muito bem. Depois de alguns anos, eu não pensava mais nisso. Só pensava na minha independência. A carreira de modelo me deu independência muito cedo, comecei a ganhar meu próprio dinheiro com 15 anos. Nesse aspecto, eu acho que atingi um auge.

 FOTOS: VEJA AQUI O ENSAIO COMPLETO DE LETÍCIA WIERMANN

Letícia Wiermann
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Letícia Wiermann


iG: Você já posou nua para uma revista do México. Faria de novo?
Letícia Wiermann:
Estou em outro momento da minha vida. Já pensei diferente em relação a isso. Não tenho nada contra, acho que o nu feito de um a forma bonita é imbatível. Acho que nu artístico é lindo, mas não é a imagem que eu quero passar agora. A minha carreira não é de modelo de fotos sensuais, é de apresentadora, produtora, quero focar nessa área. Escrevo para duas revistas também, então são esses convites que eu quero receber. Os outros, eu agradeço e fico muito honrada, mas não quero me dispersar. Agora, hoje, não posaria nua.

Letícia Wiermann
André Giorgi
Letícia Wiermann
iG: Você pede dinheiro para o seu pai?
Letícia Wiermann:
Não gosto de pedir dinheiro para ninguém. Mas se preciso, peço para o meu pai, mas não é frequente. Mas jamais pediria US$ 3 mil para comprar uma bolsa da Chanel. Eu pergunto: Dá para você me emprestar esse mês e depois eu te pago? Mas não é regular.

MAIS FOTOS: VEJA AQUI O ENSAIO COMPLETO DE LETÍCIA WIERMANN

iG: Seu pai tem essa fama de durão e implacável, mas recentemente disse que você também é geniosa.
Letícia Wiermann:
Não bato de frente com o meu pai, me dou muito bem com ele. Ele me trata muito bem, é muito carinhoso comigo. Acho que no passado, quando eu não sabia respirar e contar até três, eu acabava brigando. Mas nada que não seja normal. Isso de gênio forte acho que herdei do meu pai sim. Estudo cabala há três anos e isso tem me ajudado muito. Meu pai sabe que eu sou uma pessoa madura, que eu entendo do meu negócio e que eu não faço nada para me prejudicar. A gente aproveita o nosso tempo para falar de coisas legais, trocar ideia, não tem essa coisa autoritária.

i G: Quer se casar e ter filhos?
Letícia Wiermann:
Estou namorando, quero casar um dia, se Deus quiser, para mim é importante. Tenho um senso muito forte de família e tenho vontade de ter a minha. Tenho vontade de ter filhos, mas não agora.

CRÉDITOS:

Agradecimento: Club Yacht (São Paulo)
Moda: Peças de Adriana Degreas e CopaClub
Beleza: Lú Ramos (JJ. Cabeleireiros com produtos Tigi)

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