O ator planeja procurar seu acupunturista para ajudá-lo a abandonar o vício até o fim do ano

Leopoldo Pacheco: fumante há 23 anos
AgNews
Leopoldo Pacheco: fumante há 23 anos
O oncologista Dráuzio Varella lançou em 13 de novembro, no "Fantástico, a campanha "Brasil sem Cigarro". iG Gente pegou carona na causa e mostra a relação dos famosos com o tabaco. Em primeiro lugar, conversou com o próprio médico, que foi fumante durante 20 anos e perdeu um irmão de câncer no pulmão . Em seguida, foi ouvir outras histórias.

O ator Leopoldo Pacheco é um caso raro em relação ao cigarro. Enquanto a maioria se vicia antes dos 18 anos, e alguns até aos 12 ou 13 anos, ele começou a fumar aos 28. “O tabagismo é classificado como uma doença da pediatria”, esclarece o dr. Dráuzio Varella. Na história de Leo Pacheco, o cigarro “aconteceu” em 1988, quando ele estava em turnê pela Europa com duas peças de teatro, “Máscaras” e “Medéia”.

UM "REPUBLICÃO" DE FUMANTES

Toda a companhia, no total de nove pessoas, dividia o mesmo apartamento. “Era um republicão”, lembra ele. Detalhe: com exceção de Leo, todos os membros eram fumantes. "Eles fumavam o dia inteiro, tinha uns que levantavam no meio da noite para fumar. Na Espanha, fumavam um cigarro espanhol, na França o Gitanes, com aquele cheiro de cigarro forte que impregnava o ambiente, na Itália era o MS, que a gente chamava de ´Morte Sicura´”, conta ele. “O cigarro era como o décimo elemento.”

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Entre documentação, logística, transporte do cenário, estreias, a viagem teve muito stress envolvido. “Era tensão o tempo inteiro, e a ansiedade foi me levando ao cigarro. Chegou uma hora em que eu catei o cigarro e falei: ´Me dá aqui esse negócio´. E foi só experimentar para eu nunca mais largar.” Agora faz 23 anos que Leopoldo é fumante. A campanha para ele deixar de fumar é grande, conduzida principalmente pela mulher, Bel , e pelo filho único do casal, Frederico . E o próprio Leo está disposto a parar.

"É VÍCIO MESMO"

“Estou estabelecendo uma meta que é a seguinte: assim que terminar a temporada de “Javanesa” (a peça com que está em cartaz no Teatro Dulcina, no Rio) e finalizar a gravação da minissérie “Brado Retumbante”, vou voltar para São Paulo, procurar o meu acupunturista chinês para diminuir a ansiedade, e fazer o que tiver de ser feito para largar o cigarro”, conta ele. “É vício mesmo, é muito difícil parar.”

A proposta é parar até o fim do ano. “A minha história é a seguinte: quando venho para o Rio trabalhar, fico sozinho no quarto do hotel, o cigarro vira companhia. Em São Paulo, junto com a minha família, é mais fácil parar.”


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