O cardiologista pode ser condenado a até quatro anos de prisão e à perda da licença médica se for considerado culpado

Conrad Murray: decisão pode ser divulgada nesta segunda-feira (07)
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Conrad Murray: decisão pode ser divulgada nesta segunda-feira (07)
O júri do processo do médico de Michael Jackson, Conrad Murray , por homicídio culposo reinicia nesta segunda-feira (07) suas deliberações, depois de discutirem durante toda a sexta-feira (04) sem chegar a um veredicto sobre a responsabilidade do réu na morte do cantor pop. A Suprema Corte de Los Angeles decidiu então que os sete homens e cinco mulheres que integram o júri retomariam os trabalhos nesta segunda-feira para decidir o destino de Murray, um cardiologista de 58 anos julgado por dar a Jackson uma dose fatal do sedativo propofol para ajudar o cantor a dormir.

Murray administrou propofol em Jackson após outros sedativos não surtirem efeito, mas se ausentou do quarto do artista, em uma mansão de Los Angeles, e ao voltar encontrou o astro pop aparentemente sem vida, na manhã do dia 25 de junho de 2009. Na quinta-feira, durante sua alegação final, o promotor David Walgren afirmou que a negligência de Murray provocou a morte de Jackson.

PROMOTORIA CONFIANTE NA CONDENAÇÃO

Walgren destacou as graves falhas profissionais do médico de 58 anos, que recebia um salário mensal de 150 mil dólares. "A evidência neste caso é esmagadora... De que Conrad Murray agiu com negligência criminosa, de que Conrad Murray causou a morte de Michael Jackson...".

O advogado do médico, Ed Chernoff, disse ao júri que Murray foi "um pequeno peixe em um tanque sujo", e afirmou que as principais testemunhas do caso conspiraram contra o médico sobre o que ocorreu na casa de Jackson no dia 25 de junho de 2009.

A defesa se baseou no argumento de que Jackson era um viciado desesperado, que provocou a própria morte ao tomar mais medicamentos, enquanto Murray estava fora do quarto do cantor, na mansão nos arredores de Los Angeles. O cardiologista pode ser condenado a até quatro anos de prisão e à perda da licença médica se for considerado culpado pela morte de Jackson.

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