Caso deve ser finalizado até o final desta semana. Conrad Murray pode pegar até quatro anos de prisão

O julgamento pela morte de Michael Jackson entrou em sua reta final nessa segunda-feira (24), dia em que a Promotoria finalizou a apresentação de sua acusação contra o médico Conrad Murray , que pode pegar até quatro anos de prisão por homicídio culposo.

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Mais de 30 pessoas foram convocadas pela acusação para testemunhar durante as últimas 16 sessões na Superior Corte do condado de Los Angeles, em uma tentativa de demonstrar ao júri popular que Murray cometeu uma "flagrante negligência" no tratamento ao artista e que foi o responsável por seu falecimento por overdose.

Agora, os advogados da defesa devem convocar em torno de 15 testemunhas, as primeiras das quais já passaram pelo palanque do tribunal nesta segunda-feira, e podem concluir sua exposição do caso até o final desta semana, pelo que o julgamento ficaria pronto para as alegações finais das partes

Conrad Murray em prévia do julgamento, em janeiro deste ano
Getty Images
Conrad Murray em prévia do julgamento, em janeiro deste ano

O julgamento começou em 27 de setembro, e o juiz Michael Pastor estimou que a sentença pode ser lida na última semana de outubro.

Não está prevista a ida de Conrad Murray ao tribunal para testemunhar, e seus advogados centrarão sua estratégia em melhorar a imagem de seu cliente e em rebater as declarações dos especialistas médicos e anestesistas chamados pela acusação, que assinalaram o doutor como culpado direto pela morte do "Rei do Pop".

Michael Jackson faleceu em 25 de junho de 2009 vítima de uma intoxicação aguda de propofol, medicamento que costumava tomar para combater a insônia e que foi considerado inadequado pelas testemunhas da Promotoria.

O último a testemunhar, o médico Steven Shafer , considerado um especialista em propofol, chegou a dizer que Murray mantinha uma relação de empregado/empregador com Jackson, e por isso administrava no artista o que este lhe pedia.

A defesa sustenta que Jackson foi o responsável por sua própria morte, já que teria injetado uma dose excessiva de propofol quando seu médico estava ausente, uma possibilidade que Shafer considerou "uma loucura".

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