Recém-separada de Murilo Benício, a atriz fala de independência e também das cenas ousadas de sua personagem Beatriz, em “O Astro"

Guilhermina Guinle:
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Guilhermina Guinle: "Mesmo estando com alguém, eu sempre tenho a minha casa"

Guilhermina Guinle está pondo fogo em “O Astro”. Na pele de Beatriz, uma mulher independente e dona de seu nariz, ela – jogada na cama de topless -- fez subir a temperatura da série já no segundo capítulo, numa insinuante cena de sexo com Samir Hayalla ( Marco Ricca ).

Ninguém diria que a atriz está passando por um momento delicado, recém-separada de Murilo Benício depois de cinco anos de casamento. "Claro que uma separação é sempre difícil e dolorosa. Eu amo o Murilo de paixão, e a gente se dava muito bem, mas é a vida que segue", disse ao iG Gente no último sábado (9).

Estou no meio do caminho entre a Amanda e a Beatriz
TV Globo/divulgação
Estou no meio do caminho entre a Amanda e a Beatriz
Na vida real, Guilhermina se define como um meio-termo entre Amanda (a romântica personagem de Carolina Ferraz ) e a decidida e livre Beatriz, que é resolvida sexualmente e tem, segundo ela, uma “racionalidade mais masculina” nos assuntos de relacionamento.

Em entrevista exclusiva, Guilhermina falou sobre casamento com casas separadas, independência, as cenas de sexo de sua personagem e sua paixão pela profissão de atriz. Confira...

iG - Você está passando por uma fase difícil na vida pessoal, como é fazer cenas alegres, sexy e de festa como as que você faz em “O Astro”?
Guilhermina Guinle -
Há muitos anos eu descobri que atuar é a coisa que me faz mais feliz. Quando você entra nessa profissão, você não sabe se vai gostar de verdade, se tem vocação mesmo para o dia a dia de atriz. Hoje é a coisa que me dá mais prazer na vida, independente de relação, de viagem, de amigos, de problemas familiares. Quando estou lá, estou feliz.

Tenho uma metade romântica, carinhosa, completamente dedicada à minha relação, ao meu homem. Mas também quero ter a minha vida, a minha independência, os meus amigos."

iG - Você tem medo da solidão? Gosta de ficar sozinha ou você é da turma do casamento?
Guilhermina Guinle -
Eu lido bem com as duas coisas dentro das minhas relações, mas sempre tenho a minha individualidade, minhas vontades. Mesmo sempre estando com alguém, como tem sido, eu tenho a minha casa. É importante para a minha vida, independente de com quem você está ou não.

iG – Você já está pronta para se apaixonar de novo?
Guilhermina Guinle -
Vou responder essa pergunta de um jeito que acho muito chique quando leio nas entrevistas: ‘Não quero falar desse assunto’. 

iG - Você está solta fazendo as cenas de sexo em “O Astro”. Como é sua relação como seu corpo? Você tem facilidade em ficar nua?
Guilhermina Guinle -
Eu lido com a nudez de maneira natural, mas claro que em casa é uma coisa e no trabalho é outra. Não sou do tipo de atriz de impor restrições, “isso eu não faço”, “aquilo eu não faço”. Sou super aberta a tudo que tem de ser feito, contanto que tenha necessidade para a personagem, que seja excitante para a direção. O Maurinho (Mendonça) é o diretor e conversou muito com a gente. Primeiro conversou só comigo no camarim, depois conversou comigo e com o Marco juntos. Ele tem esse cuidado, esse carinho, na hora de gravar não fica ninguém no set. Assim ameniza um pouco, já é tudo tão constrangedor! A Marisa Orth tem uma frase que é ótima: “Ser ator é se constranger o tempo todo.”

Ao lado de Carolina Ferraz nas gravações de
TV Globo/divilgação
Ao lado de Carolina Ferraz nas gravações de "O Astro"

Eu lido com a nudez de maneira natural. Não sou do tipo de atriz de impor restrições, “isso eu não faço”, “aquilo eu não faço”. Sou super aberta a tudo, contanto que tenha necessidade para a personagem..."

iG – Ficar nua diante das câmeras é constrangedor?
Guilhermina Guinle -
Não é só questão do ficar nu, o ator está o tempo todo fazendo coisas exageradas, a nudez entra nesse contexto. Mas para mim o que é importante é como a nudez é tratada, começando pela importância na trama, o cuidado com a cena. Se for conversada, é válido. Eu dei opinião na cena. De início, quando o Marco tirava o meu vestido, eu estaria sem sutiã. Eu dei opinião de que deveria estar de sutiã, eu estaria de sutiã. A cena era mais longa e intensa do que a que foi para o ar.

iG - Por mais que as cenas de sexo sejam técnicas, tem alguns atores com quem é melhor fazer do que com outros?
Guilhermina Guinle -
Claro que é mais fácil quando você tem intimidade. Conheço o Marco (Ricca) há 15 anos, ele é meu amigo, foi casado com a Adriana (Esteves) . A gente conviveu muito, acabamos de fazer “Ti-Ti-Ti” juntos. Às vezes esbarra no meio do caminho, mas, para mim, quando existe intimidade é muito mais fácil. Talvez seja o contrário com outras pessoas, mas, para mim, quando é um amigo tipo o Marco é muito mais fácil.

iG – E quanto ao seu corpo, você está tranquila com ele?
Guilhermina Guinle -
Eu lido bem com meu corpo, tenho uma coisa hereditária que me ajuda e minha mãe sempre me incentivou a vida inteira a fazer exercício. Não sou muito ligada a cuidados com o corpo, cuido muito mais da pele, do cabelo, da mão, do pé. Até deveria ser mais. Estou na idade de me cuidar, não adianta a gente querer estar bem quando tiver 80 anos, tem que querer estar bem agora, aos 30, 40. Mas ando numa fase meio preguiçosa, enquanto estiver cabendo nas minhas roupas e com saúde, cuidar do corpo não é minha prioridade número um, nem número dois, nem número três.

Eu sou realista, “homem quando não quer não quer”. Não me iludo como a maioria das mulheres"

iG – Mas como atriz o seu corpo é o seu instrumento...
Guilhermina Guinle -
Recentemente eu tive um problema de coluna sério, tive que tomar morfina na veia, agora estou vendo meu corpo pelo ponto de vista da minha fisioterapeuta. Ela diz que o maior espetáculo é o meu corpo, sem ele não vai ter trabalho, nem viagens, nem namorado. Estou vendo que cuidar do corpo é uma questão de consciência, não é uma coisa de musculozinho, de bundinha malhada, é mais profundo que isso. Tem que cuidar da postura, da alimentação.

Ando em uma fase meio preguiçosa, enquanto estiver cabendo nas minhas roupas e com saúde, cuidar do corpo não é minha prioridade número um, nem número dois, nem número três"

iG - O que você tem em comum com a Beatriz? Ela é uma conquistadora...
Guilhermina Guinle -
Ela é assim: uma mulher de 30 anos, tem a vida dela, se tornou assessora jurídica pelo próprio esforço, é uma mulher independente, livre. Vai ter um momento em que vai aparecer na trama uma negociação entre ela e uns chineses e ela fica numa situação complicada, em que a índole dela será questionada. Mas depois se vê que ela tem caráter, é uma mulher moderna, tem o dinheiro dela, é livre nesse sentido. A Amanda é romântica e ela não, ela quer transar com o cara. Não se apega, é resolvida nessa questão da sexualidade, tem uma racionalidade mais masculina.

Na época em que formava um casal com o ator Murilo Benício
AgNews
Na época em que formava um casal com o ator Murilo Benício
i G – E você é mais Amanda ou mais Beatriz?
Guilhermina Guinle -
Estou no meio do caminho entre Amanda e Beatriz. Já fui Amanda, depois entrei numa fase mais para Beatriz, com a cabeça mais livre. Prezo minha individualidade, quero viver a minha vida. Comecei muito nova casando e vivendo para aquilo, agora encontrei um equilíbrio bom. Tenho uma metade romântica, carinhosa, completamente dedicada à minha relação, ao meu homem. Mas também quero ter a minha vida, a minha independência, os meus amigos. Não tenho esse lado romântico ingênuo, tenho o romântico gostoso.

iG – Você tem amigos homens?
Guilhermina Guinle -
Fui criada com muitos homens, me dou muito bem com homens. Tenho dois pais – o meu e o meu padrasto, com quem convivi a vida inteira – e três irmãos. Ter todos esses homens dentro de casa foi muito bom para mim. Minhas amigas adoram pedir minha opinião, mas ficam tensas de saber que vou falar a real. Eu sou realista, “homem quando não quer não quer”. Não me iludo como a maioria das mulheres.

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