Ator esteve no programa de Marília Gabriela e contou sobre a batalha contra o câncer, a volta ao trabalho e a vida

Reynaldo Gianecchini e Marília Gabriela no programa
Divulgação
Reynaldo Gianecchini e Marília Gabriela no programa "Marília Gabriela Entrevista", no GNT
Para quem assistia o programa “Marília Gabriela Entrevista”, no canal pago GNT, deste domingo (8), viu uma coisa rara de acontecer. A apresentadora Marília Gabriela se despindo, em partes, do papel de entrevistadora e se tornando a “Baixinha” de Reynaldo Gianecchini , e o ator, e ex-marido de Marília, deixando de lado o galã para se tornar o “Baixinho” dela.

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Foi nesse clima de intimidade que Reynaldo Gianecchini contou sobre a luta recém-vencida contra o câncer linfático , descoberto em agosto de 2011, a volta aos palcos e a perda do pai. Recuperado o ator começa a entrevista dizendo: “Minha vontade de viver é enorme, gritante. Hoje estou com um olhar de uma criança que está vendo tudo pela primeira vez.”

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O ator aproveitou para falar de uma das partes mais dificeis do tratamento, o autotransplante, procedimento extremo que realizou para combater as células cancerigenas. “Vocë fica em carne viva por dentro. Você vomita muito, é quase uma tortura. Foi o mais perto que eu vi de uma tortura”, contou Gianecchini.

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No meio do processo, Reynaldo perdeu o pai, também vítima de câncer, e falou sobre a intensidade da relação dos dois nos últimos dias de vida do professor de matemática Reynaldo Cisoto Gianecchini.“Eu pude falar para o meu pai tudo o que queria. A morte dele foi um resgate muito bonito de nós. A gente era um pouco ausente um na vida um do outro. Eu pedi perdão por as vezes não ter sido o amigo dele”, lembra o ator. “O que a gente trocou na despedida foi muito forte, me deu uma paz tão grande. Eu senti uma alegria porque tinha certeza de que não era o fim de tudo. Eu nunca senti ele tão próximo, como hoje em dia”, completa Reynaldo.

De volta ao trabalho, Reynaldo está em cartaz em São Paulo com a peça Cruel, e Marília Grabriela pergunta sobre a emoção e as lágrimas da reestreia. “Eu detesto quando eu choro. Eu fico com aflição de quando vejo uma pessoa tão exposta, mas eu choro quando eu tenho que agradecer, e eu sempre quero agradecer. Eu nunca vou conseguir agradecer a tudo, a minha mãe e as pessoas que passaram na minha vida sem chorar”, fala o ator já com os olhos cheios d’agua.

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