Apresentadora falou sobre a importância do trabalho social

Fernanda Lima
AgNews
Fernanda Lima
A atriz Fernanda Lima foi a mestre de cerimônias da 12ª edição do Prêmio Orixalé, realizado no teatro Carlos Gomes, Rio, na noite dessa terça-feira (21). Criado para celebrar a formação do Grupo Cultural AfroReggae, o prêmio é dirigido a personalidades e instituições sociais que contribuíram ao longo do ano para a valorização e divulgação da cultura afro-brasileira.

No palco, Fernanda apareceu linda num mini-vestido de paetês, e falou sobre a importância de se promover eventos como esse. "Estou muito emocionada de estar aqui nesta grande celebração da cultura e transformação social", disse a atriz no início da apresentação. "Não é a primeira vez que participo de algum evento do AfroReggae, pois o trabalho deles envolve parte da comunicação e isso faz parte do meu trabalho. Tem a ver comigo,” completou.

A apresentadora de "Amor & Sexo" foi mais além, e falou sobre a sua vontade de se envolver em causas sociais e revelou suas experiências na área. "Gostaria de me envolver mais e participar de trabalhos voluntários em comunidades, mas acaba que a vida já demanda tanta coisa que quando nos damos conta o ano já passou...", falou. "Já fiz muitos trabalhos beneficentes e algumas vezes não tive boas experiências. Certa vez levei um menino de rua para casa e não deu certo. Isso foi há muito tempo, quando ainda morava em São Paulo. Conheci esse menino perto do estádio do Corinthians e me encantei com ele. Foi uma troca de carinho muito grande, mas que depois, com o tempo, não deu certo. As coisas todas da minha casa foram levadas e ele sempre tinha histórias tristes para justificar, mas no final acabei descobrindo que não eram verdadeiras. Foi um desperdício emocional muito grande", revelou a atriz.

Ao lado de outros artistas como Roberta Rodrigues e Alcione, Fernanda ainda ressaltou a importância do trabalho desses grupos, como o AfroReggae. "Às vezes a gente quer ajudar e não sabe como. Então é importante existir essas entidades com estrutura para ajudar aos cidadãos e orientá-los. Porque não basta pegar uma criança e levá-la para casa. É preciso ter um acompanhamento", avaliou a atriz, que falou também sobre como leva suas experiências para dentro de casa na hora de educar os filhos, João e Francisco . "Os meus filhos por si só já sabem que as coisas têm de ser divididas. Eles sabem que tem que compartilhar tudo. O difícil está sendo ver que agora eles olham para aquelas crianças que jogam bolinhas nas ruas e ficam prestando muita atenção. Estou vendo a hora que terei de explicar para eles a realidade, e que acabou a fantasia", ponderou.

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