Ao iG, apresentador elogia colega de emissora: "Acho o Galvão um gênio"

Neste sábado (10), Aguinaldo Silva twittou: “Gente, onde arranjaram esse rapazinho louro e descontraído que comanda aquele debate na Globo depois dos jogos da Copa? Eu, hem... Aliás, não é só o rapazinho, tudo nessa Copa é sem graça”.

Mas parece que a opinião negativa sobre Tiago Leifert é quase exclusiva do escritor, já que o apresentador conquistou boa parte do público nacional no comando do “Central da Copa”.

Tiago Leifert recebe o comentarista Caio Ribeiro no
Divulgação
Tiago Leifert recebe o comentarista Caio Ribeiro no "Globo Esporte"

Ele chegou de mansinho. Inicialmente só o público de São Paulo percebeu seu trabalho à frente do “Globo Esporte”. Mas antes de virar apresentador do programa, formou-se em jornalismo nos Estados Unidos, foi repórter do “Esporte Espetacular”, editor de um programa de entretenimento na TV Vanguarda e encarou muito preconceito. E não foi por parte dos telespectadores. A briga era interna mesmo. Filho de Gilberto Leifert, diretor comercial da Rede Globo, Tiago era apontado por alguns “colegas” de trabalho como “costas quentes”. “Encarei com simplicidade e tentei derrubar as barreiras aos pouquinhos, com muito trabalho”, afirmou Tiago com exclusividade ao iG.

Depois de inovar e dar uma nova cara ao “Globo Esporte”, trazendo mais dinamismo à atração e dispensando o telepronter (computador que mostra o que o apresentador deve ler), Tiago foi conquistando o público aos poucos. E os colegas de emissora também. Com a apresentação impecável do “Central da Copa”, atração especial para o pós-jogo da Copa do Mundo, ele finalmente conquistou seu lugar ao sol em rede nacional. E, ao final do mundial, conquistou também uma brechinha na agenda para responder a algumas perguntas.

iG/Gente: Você derrubou preconceitos e mostrou que está onde está não por “QI”, mas por seu talento. Você acha que ainda precisa provar para alguém que seu trabalho está acima de qualquer indicação?

Tiago Leifert: Não, até porque eu nunca fui indicado para nenhuma vaga na minha vida. E quem acredita que eu fui, não vai dar o braço a torcer. Não esquento com isso.

iG/Gente: Como foi essa fase de preconceito dentro da empresa? Porque uma coisa é a rejeição do público, outra é a dos colegas de trabalho, certo?

Tiago Leifert: Foi difícil e injusto, mas natural. Encarei com simplicidade e tentei derrubar as barreiras aos pouquinhos, com muito trabalho e nunca entrando na pilha. iG/Gente: Depois da aceitação do público, você ainda sente rejeição por algumas pessoas da empresa?

Tiago Leifert: Não.

iG/Gente: Você participou da campanha “Cala boca, Galvão” no twitter. O que acha do comentarista?

Tiago Leifert: Acho ele gênio. É o melhor de todos, talvez o melhor de todos os tempos.

iG/Gente: Ainda hoje você tem os telespectadores que “te amam” e os que “te odeiam”. Quais as características que você acha que fazem eles te amarem? E te odiarem?

Tiago Leifert: Só posso te responder se eu e você tivermos acesso a uma pesquisa de aprovação. Não dá para basear sua pergunta ou minha resposta em observação pessoal.

Tiago Leifert grava especial para comemoração dos 45 anos de Globo
Zé Paulo Cardeal/TV Globo
Tiago Leifert grava especial para comemoração dos 45 anos de Globo

iG/Gente: Por que acha que atingiu esse sucesso?

Tiago Leifert: Na TV ninguém faz nada sozinho. A gente só conseguiu sucesso porque a equipe é ótima e não tem medo de errar. Fora isso, a empresa nos deu muita força e liberdade.

iG/Gente: Por que rejeita tanto o TP?

Tiago Leifert: Eu não rejeito, eu só não uso. Ele é muito útil em inúmeras situações. Eu acho mais divertido não usar.

iG/Gente: Que ingredientes acha que faltam nos programas esportivos hoje em dia?

Tiago Leifert: Não seria ético da minha parte responder a essa pergunta. Só posso dizer que há espaço para todo mundo.

iG/Gente: Quem são seus ídolos nesse meio?

Tiago Leifert: Silvio Santos, Roberto Marinho, Ted Turner, Walt Disney...

iG/Gente: O que achou da atuação da seleção brasileira nesta Copa do Mundo?

Tiago Leifert: Previsível. O que todo mundo previa realmente aconteceu. Uma pena, mas uma baita lição: não podemos contrariar nosso estilo.

iG/Gente: E da demissão de Dunga?

Tiago Leifert: Natural. É a vida do treinador: todos caem depois de uma derrota importante.

iG/Gente: Quem foi o destaque da seleção?

Tiago Leifert: Lúcio, sem dúvida.

iG/Gente: E quem foi a vergonha brasileira?

Tiago Leifert: Ninguém fez corpo mole.

iG/Gente: Muitas mulheres passaram a assistir programa de esporte por sua presença. Você acha que é por seu modo mais prático e brincalhão para falar sobre o assunto ou ganhou fama de galã?

Tiago Leifert: Hahaha! Imagina. Eu acho que é porque nossa linguagem, nossa edição, tudo isso é feito pensando no público que normalmente não consome esporte. Nosso trabalho é tentar conversar com essas pessoas.

iG/Gente: Você se acha galã?

Tiago Leifert: De jeito nenhum!

iG/Gente: O assédio da mulherada aumentou?

Tiago Leifert: Aumentou muito, sim. É o poder embelezador da TV.

iG/Gente: Sua namorada (Amanda Foschini) não tem ciúmes?

Tiago Leifert: Ela não tem ciúme, não. Ela é tranquila.

iG/Gente: Estão de casamento marcado?

Tiago Leifert: A gente não marcou data ainda; temos planos para o ano que vem. Vida de jornalista muda rápido, então estamos vendo tudo ainda.

iG/Gente: Ficou mesmo chateado com a queda do Paraguai por conta da Larissa Riquelme?

Tiago Leifert: Ela é uma mulher generosa. Posou nua mesmo assim!

Matéria publicada em 12/07/2010

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