Poucos populares estiveram nas homenagens ao carnavalesco; ele será enterrado na mesma cova de um médico famoso da capital

Missa em homenagem a Joãozinho Trinta: somente 30 amigos e familiares e 20 jornalistas
Wilson Lima, iG Maranhão
Missa em homenagem a Joãozinho Trinta: somente 30 amigos e familiares e 20 jornalistas

O carnavalesco Joãosinho Trint a , falecido na manhã deste sábado em São Luís por volta das 9h55 - horário local (10h55 horário de Brasília) , está sendo velado no Museu Histórico e Artístico, em São Luís do Maranhão, como um ilustre desconhecido. É mínima a participação de populares até o momento. Apenas amigos, parentes mais próximos e jornalistas fazem vigília no local.

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Integrantes da escola Beija Flor começaram a chegar nesta madrugada, como a porta-bandeira da escola, Selminha Sorriso . Outros, como o sambista, Neguinho da Beija-Flor , chegam apenas pela tarde em função da falta de disponibilidade de voos. A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), que lamentou a morte de Trinta por meio de nota oficial, não confirmou até o momento se visitará o corpo do carnavalesco. Outros políticos e representantes da classe artística também pretendem fazer suas homenagens apenas neste domingo.

Os familiares informaram que o próprio carnavalesco escolheu o local onde queria ser velado. Essa opção foi feita há aproximadamente três meses, quando Trinta sua última visita ao museu. O local abriga peças de arte moderna, joias valiosas em outro e prata, pinturas antigas e várias peças de arte sacra. Ele fez essa manifestação a um vigilante e a um estagiário de educação artística que trabalham no museu. “Eu fico emocionado ao lembrar do momento em que ele tomou a decisão (de ser velado no Museu de Histórico de São Luís). Apesar do desejo, não imaginava que ele morreria tão cedo”, disse o vigilante José de Ribamar Silva Mendes . Ele foi um dos poucos desconhecidos a prestar homenagens ao carnavalesco.

Neste domingo, houve uma missa às 10h30 e um culto ecumênico às 13h30, horários locais. Segundo o secretário de cultura do Maranhão, Luís Bulcão , os horários foram escolhidos como forma de homenagens ao carnavalesco. “A missa das 10h30 é porque Joãosinho foi nota 10 e os minutos fazem analogia ao sobrenome dele. O culto da 1h da tarde é porque ele foi o carnavalesco número um do Brasil”, explicou Bulcão.

Ainda no domingo, familiares levarão o corpo do carnavalesco a pé para o Teatro Arthur Azevedo, o mais importante de São Luís, no final da noite, por volta das 22h, horário local. “Será o último espetáculo dele”, disse Bulcão. Na segunda-feira pela manhã, haverá uma missa de corpo presente às 8h30, no Teatro Arthur Azevedo, e depois o corpo do carnavalesco fará um cortejo em um veículo do Corpo de Bombeiros até o cemitério do Gavião, onde será enterrado.

Durante toda a manhã de sábado, não se sabia ao certo onde seria sepultado mas no início da tarde, os familiares conseguiram uma vaga no mesmo túmulo do médico Amaral de Matos, um dos mais importantes pediatras da história de São Luís.

Joãosinho Trinta morreu vítima de um choque séptico secundário a pneumonia e infecção urinária. Ele morava no Maranhão desde março, quando começou a planejar a programação do aniversário de 400 anos de São Luís.

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