Paul Gongaware, diretor da turnê “This is It”, revelou que os dois se desentendiam quando falavam sobre os remédios

Conrad Murray
AP
Conrad Murray
A Corte Superior do condado de Los Angeles, na Califórinia, iniciou o segundo dia de julgamento sobre a morte de Michael Jackon por volta das 12h45 – horário de Brasília – nesta quarta-feira (28). O julgamento vai decidir se Dr. Conrad Murray é culpado ou inocente, já que ele é acusado de homicídio culposo, quando a pessoa não tem a intenção de matar. Caso seja condenado, o médico pode pegar até 4 anos de prisão.

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A primeira sessão teve duração de sete horas, na qual foram mostradas fotos de Michael Jackson morto, em uma maca, e também foram exibidos áudios extraídos do celular do médico. A promotoria acusou Dr. Conrad de negligente e a defesa alegou que Michael Jackson foi o responsável pela própria morte.

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O segundo dia de julgamento começou com o depoimento de Paul Gongaware , diretor da turnê “This is It”, que seria o retorno de Michael Jackson aos palcos. Ele continuou o seu depoimento iniciado no dia anterior e reiterou que foi o responsável por indicar Dr. Conrad para ser o médico pessoal do cantor.

Michael Jackson em uma maca
Reuters
Michael Jackson em uma maca

Paul revelou ainda que Michael e o médico tinham leves brigas quando falavam sobre o uso dos medicamentos. Ele afirmou que Dr. Conrad Murray procurava alguns remédios para o cantor, mas sempre notava discussão entre eles quando o assunto era o uso de analgésicos. A advogada perguntou para ele se Michael precisava de tantos cuidados e o produtor usou uma frase do próprio cantor para se explicar. “Ele me disse 'meu corpo é uma máquina. Precisamos tomar conta desta máquina'".

O diretor da turnê falou ainda que Michael pediu para que ele contratasse Dr. Munray por R$ 9 milhões (US$ 5 milhões) para acompanha-lo em sua turnê, porém Paul concordou com a promotoria e falou que o pedido foi “ridículo”, devido ao alto valor.


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