Eterna musa do esporte, a apresentadora fala sobre a nova fase no GNT, da vontade de ter mais filhos e posa para ensaio inspirado em Liz Taylor

Nunca fiz nenhum ensaio glamuroso, rica. Sempre foi algo descolado, mais moderno. E Liz Taylor é o máximo
André Giorgi
Nunca fiz nenhum ensaio glamuroso, rica. Sempre foi algo descolado, mais moderno. E Liz Taylor é o máximo
Diana Bouth queria um pouco de glamour. Aos 30 anos e à frente do programa "Mãe e Cia", do canal pago GNT, a apresentadora carioca pediu que fosse deixado de lado o rótulo de eterna musa dos esportes para mostrar sua faceta mais feminina e sofisticada no ensaio exclusivo para o iG. A sugestão de bancar Liz Taylor , que morreu há um mês, veio da própria Diana. "Sempre fiz algo descolado, mais moderno. E ela é o máximo", justifica. A homemagem, na verdade, é dupla. "Também acho a Liz muito parecida com a minha mãe", revela a filha da atriz Angela Figueiredo .

Entre peles, joias e decotes, a apresentadora encarnou a diva do cinema e falou sobre sua trajetória. Apesar das muitas caras e bocas e da facilidade de se divertir bancando outra pessoa para a câmera, Diana avisa: "Não tenho vontade de ser atriz. Tem muitas pessoas que sonham em ser atriz e querem ser, que amam isso, e eu não tenho."

André Giorgi
"Fiquei mais conhecida pelas mulheres. Elas nunca souberam muito bem quem eu era, só os homens", diz a eterna musa dos esportes
Filha do surfista Marcos Bouth , ela sempre flertou com o universo esportivo. Em 1999, aos 18 anos, foi eleita musa do Verão do Rio de Janeiro e logo recebeu convite para trabalhar no canal Sportv, onde ficou 11 anos. Casou com um surfista, Simão Romão , com quem teve o filho Pedro , de quatro anos. A música, influência do padrasto, Branco Mello , do Titãs, também norteou sua carreira. Tanto que a apresentadora já produziu eventos de hip hop.

Mas desde que colocou o rostinho no GNT, em 2009, Diana passou a falar de outros assuntos e mudou seu estilo. Deixou de lado as roupas largadas e ficou conhecida do público feminino. "As mulheres nunca souberam muito bem quem eu era. Só os homens, ou as namoradas que eram sempre obrigadas a assistir ao “Zona de Impacto”', diverte-se. Só uma coisa não mudou nessa reviravolta: ela não abandonou o título de musa.

Confira a entrevista:

iG: Por que sugeriu fazer o ensaio em homenagem a Liz Taylor?
Diana Bouth: O tema coincidiu totalmente com a morte dela e eu nunca fiz nenhum ensaio glamuroso, rica (risos). Sempre foi algo descolado, mais moderno mesmo. E ela é o máximo. Também acho ela muito parecida com a minha mãe. E a cada dia, eu estou parecendo mais com a minha mãe.

iG: Tem vontade de ser atriz?
Diana Bouth: Não tenho vontade de ser atriz, nunca fui atriz e acho que tem muitas pessoas que sonham em ser atriz e querem ser, que amam isso, e eu não tenho. Não quis abrir mão do que eu gosto e
faço bem há tanto tempo. Tem tantas meninas querendo ser atriz.

iG: Além da aparência, você acha que tem algo de Liz Taylor?
Diana Bouth: Eu dou a cara à tapa, corro atrás para realizar meus sonhos, não espero as coisas
chegarem até mim. Eu vou, busco, batalho, erro muito, mas o objetivo é sempre o acerto.
Se eu erro é porque estou tentando acertar. Não fiz faculdade de jornalismo, não fiz
nenhuma faculdade. Comecei a trabalhar quando ainda estava na escola. Tento aprender, sou
muito curiosa.

Sou vaidosa. tempo vai passando e as coisas não ficam no lugar como eram. Meu marido ainda é cinco anos mais novo do que eu. Tenho que me cuidar
André Giorgi
Sou vaidosa. tempo vai passando e as coisas não ficam no lugar como eram. Meu marido ainda é cinco anos mais novo do que eu. Tenho que me cuidar

iG: Como aconteceu o convite para comandar "Mãe e Cia"?
Diana Bouth: Fiquei na SporTV por 11 anos. E ano passado eles estavam passando por uma reformulação. Foi quando a GNT me chamou. Achei muito bacana, eu precisava de novos desafios. Foi um verdadeiro desafio. Aceitei na hora. Como eu sou mãe, você não precisa estudar para falar
sobre maternidade. Você tem a vida para te dar propriedade sobre o assunto.

iG: E como o programa tem influenciado na sua vida?
Diana Bouth: Fiquei mais conhecida agora. Principalmente pelas mulheres. Elas nunca souberam muito
bem quem eu era. Só os homens, ou as namoradas, que eram sempre obrigadas a assistir ao “Zona de Impacto'” (risos).

Fases da musa do esporte: na capa da
AgNews/Divulgação
Fases da musa do esporte: na capa da "Playboy", torcedora do Palmeiras, com o filho Pedro, na SporTV e com o marido, Simão Romão, no Carnaval

iG: Seu filho já tem quatro anos. Estar à frente do novo programa te deixa com vontade de ser mãe novamente?
Diana Bouth: A primeira gravação que fiz foi em uma creche com dez crianças de sete meses. Saí
da gravação e liguei para o meu marido: “Olha, temos um problema! Temos que fabricar um bebê” (risos). Mas no dia seguinte  gravei com grávidas que estavam enjoando. Então já estou repensando.

iG: Hoje, aos 30 anos, qual o seu sonho?
Diana Bouth: Não tenho. Não tenho uma ambição profissional, um objetivo. Deixo as coisas rolarem na minha vida, vão se encaixando, está tudo muito atrelado. Agora tem uma coisa que eu
peguei dos esportes radicais que aplico na minha vida, tudo é um desafio
sério, são manobras radicais, são mudanças radicais, como parar de falar sobre esporte para falar
de maternidade. Tem que dar a cara a tapa.

iG: Você é casada com um surfista há anos. Como se conheceram?
Diana Bouth: Eu tinha 19 anos e ele 14 quando nos conhecemos. Ele vem de um projeto chamado “Favela Surf” (do Morro do Cantagalo, no Rio). Eu apresentava o “RAP – Respeito, Atitude e Paz”, e me falaram para entrevistar esse menino, "que ele é o cara do surfe”. Ele era favelado, o pai dele é bombeiro hidráulico e a mãe, dona de casa. Eu me encantei com ele, com a história de vida dele.  Foi algo totalmente despretensioso e estamos juntos até hoje.

Sobre o marido:
André Giorgi
Sobre o marido: "Eu tinha 19 anos e ele 14 quando nos conhecemos. Ele era da favela, me encantei com ele, com a história de vida. Mas não rolou nada na época"

iG: Você o acompanha nos campeonatos?
Diana Bouth: Quando estou em casa, fico assistindo ao campeonato, o surfe tem isso de você poder
assistir pela internet , então não perco uma bateria. Sei as dificuldades que eles
passam para estar lá. Meus alicerces estão ali, a minha filosofia de vida, o valor que eu dou
para acabar para o preconceito, para todos serem iguais. O skate e o hip hop, com que eu
trabalhei por muito tempo, também.

iG: E você surfa?
Diana Bouth: Eu não surfo, gosto de água quente, onda pequena e prancha grande. É assim que eu curto.

iG: É vaidosa? Como cuida do corpo?
Diana Bouth: Sempre fiz exercício por obrigação. Praticar exercício ao ar livre é muito difícil. Tive que entrar na academia, mas não tinha a menor vontade. Acabei de descobrir um treinamento que é quase
um “Tropa de Elite” (modalidade de exercícios que promete condicionamento físico e saúde, como a dos policias especiais). É um sofrimento com música. Sou vaidosa sim. O tempo vai passando e
as coisas não ficam no lugar como eram. Meu marido ainda é cinco anos mais novo do que eu.
Tenho que me cuidar.

Sobre a
Andre Giorgi
Sobre a "Playboy": "Foi o trabalho mais difícil que eu fiz na vida. Não me arrependo de nada que eu faço, mas para fazer de novo, teria que pensar muito"

iG: Você já posou para a "Playboy" em 2005. Faria mais um ensaio nu?
Diana Bouth: Agora acho que não. Foi o trabalho mais difícil que eu fiz na vida, estar ali
naquela situação não é nada fácil. Não me arrependo de nada que eu faço, mas para fazer
de novo, teria que pensar muito.

iG: Seu marido tem ciúmes? Quem é o mais ciumento?
Diana Bouth: Ele é ciumento com outras coisas. Mas, pô, mulher de surfista não é fácil. Ele vai para as praias mais lindas do planeta, onde tem mulheres também lindas. A gente fica insegura. Levei o Pedro para passar o aniversário de dois anos na França. Quando cheguei lá e vi todas aquelas
mulheres magras, todas de topless, com peitinho duro, quase morri (risos).

iG: Você foi a primeira musa que namorou o músico Marcelo Falcão, do Rappa, (depois vieram a atriz Deborah Secco e a top Isabeli Fontana). Ainda tem contato com ele?
Diana Bouth: Faz mais de 10 anos que eu namorei!. Ele não era conhecido, era um cara bacana que veio lá da quebrada, que tinha um puta talento, então eu achava maneiro. Eu tinha 18 anos, faz muito tempo. Foi o primeiro namorinho da adolescência. Mas é um cara bacana, foram uns quatro anos de rolinho.

iG: Como é sua relação com o Branco Mello?
Diana Bouth: O Branco foi uma das melhores coisas da minha vida. Minha mãe estava solteira quando
começou a namorar ele, e eu tinha uns 7 anos... Me apaixonei e pedi pra minha mãe se casar
com ele. Meu pai sempre foi muito presente, mas o Branco foi meu segundo pai. Ele é uma
das pessoas mais generosas, preocupadas, solícitas e divertidas que eu conheço. Aliás, eu conheci os filmes da Liz Taylor por causa do Branco, até então só conhecia musicais antigos. Eu tinha uns 8, 9 anos e estava assistindo com ele um filme em que ela passa por uma lobotomia ("De Repente, No Último Verão", de 1959). Era barra pesadíssima e o Branco me explicou. Lembro que achei aquilo tudo muito louco e aquela mulher linda.

null

CRÉDITOS:

Agradecimento: Antiquário Basile (Al. Lorena, 2050 - São Paulo - S.P.)
Cabelo: Miro Pereira (Studio W)
Maquiagem: Cayo Lanza (Studio W)
Assistente de beleza: Wildson Lopes (Studio W)
Produção de moda: Cinthia Pergola
Pele de coelho Sueli Cencine, vestidos Carlos Miele, joias H. Stern e Antonio Bernardo, jeans Galeria Mundo Mix, frente unica branca e sapato Juicy By Licquor 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.