Em seu camarim do musical "Evita", o ator descortinou sua vida ao iG Gente

Daniel Boaventura no camarim do musical
Claudio Augusto
Daniel Boaventura no camarim do musical "Evita"

Neste final de semana, Daniel Boaventura se despede de um velho conhecido: Juan Perón . Dias antes de dar adeus ao presidente argentino, seu personagem no musical "Evita" - que está em cartaz no Teatro Alfa, em São Paulo, até este domingo (31) -, o ator recebeu a equipe do iG Gente em seu camarim. Enquanto se transformava no marido da popular e polêmica primeira-dama, o ator falou sobre sua trajetória e contou que encararia uma oportunidade na Broadway.

Para dar vida ao personagem, nada de megaprodução: ele mesmo penteia e passa gel nos cabelos, e faz um aquecimento corporal e vocal com restante do elenco. A montagem do musical conta com 45 atores no palco e uma orquestra com 20 músicos.

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"Evita" engrossa a lista do ator baiano que trilhou um bem-sucedido caminho nos musicais ao longo dos últimos 20 anos. Ele estreou em 1991 como saxofonista e vocalista do musical "Cinema Cantado". A carreira deslanchou quando se mudou para São Paulo e estrelou “Victor e Vitória” (2001), “A Bela e Fera”(2002) e “Chicago”(2004), entre outros. Em "Evita", é a primeira vez que ele interpreta um personagem real. “Isso me estimulou muito, então meu enfoque e maneira de preparar foram diferentes”, conta ele, que buscou referências do político em livros,  documentários e no filme "Evita". Mas avisa que o longa estrelado por Madonna , que é musicado, não serviu de inspiração para sua atuação.

O ator começa a se preparar para viver Juan Péron no palco
Claudio Augusto
O ator começa a se preparar para viver Juan Péron no palco

Entre um musical e outro, Daniel conquistou seu espaço na TV. Seu maior destaque foi em "Passione" (2010), em que atuou ao lado de Mariana Ximenes . Atualmente, faz particiapação especial no seriado "Tapas e Beijos" e estará num dos espisódios da nova série da Globo, "As Brasileiras". Além disso, ele canta - em italiano e inglês - e já lançou dois CDs. Daniel planeja para setembro a gravação de um DVD.

Separado há quase um ano, o pai de Joana , 8 anos, e Isabela , 2 anos, Daniel diz que não tem tido tempo para curtir a solteirice. "Estou completamente focado no trabalho", despista.

Claro que eu tenho ambição profissional, mas eu valorizo muito o espaço que eu galguei aqui


iG: Você é um dos atores mais requisitados nas montagens brasileiras. Tem o desejo de se lançar na Broadway?
Daniel Boaventura:
Tenho desejo, mas confesso que estou muito feliz e satisfeito de estar aqui. Claro que eu tenho ambição profissional, mas eu valorizo muito o espaço que galguei aqui, principalmente vindo de um estilo musical tão diferente deste que eu estou agora. Descobri os musicais realmente fazendo, não era fã de musical aos meus 20 anos. Tive uma estrutura de Broadway em 2000. Então fico muito feliz em ver este estilo crescer aqui, em ver os profissionais cada vez mais se desenvolverem, de ver o público criar gosto e cada vez mais entender e se identificar com musicais. Eu fico muito satisfeito com esse processo aqui no Brasil. 

Meu desafio agora não é ir para fora, meu desafio é conciliar o musical, a turnê de shows, a televisão e o DVD

iG: E se houver uma proposta?
Daniel Boaventura:
Claro que surgindo uma oportunidade eu acharia muito interessante, já morei três nos Estados Unidos. Mas o Brasil está em franco crescimento comercial, de relações internacionais, de credibilidade. Então estou feliz aqui. Meu desafio agora não é ir para fora, meu desafio é conciliar essas três coisas, quiçá quatro: musical, a turnê de shows, a televisão, e o DVD. Eu tenho idioma (inglês) tão à mão, é realmente a minha segunda língua, mas estou tão bem aqui, está tão gostoso, tão legal. Se aparecer a chance, ótimo, que venha!

Claudio Augusto
"Estou completamente focado no trabalho", diz Daniel, que se separou há quase um ano

iG: Quais são seus próximos passos na televisão?
Daniel Boaventura:
Em novembro estreia o episódio de “As Brasileiras” com a Maria Fernanda Cândido . Faço um homem comum, que trabalha e a relação dele em casa está em crise. Após 17 anos de casado, surge um momento de apatia. Então alguma coisa tem que acontecer para a chama reacender! Estou no ar com “Tapas e Beijos”. É muito engraçado porque surgiu como um convite para dois episódios e eu já estou caminhando para o oitavo. É uma química muito boa, foi uma grata surpresa, foi um grande prêmio.

iG: Pretende convidar cantores para um dueto no seu DVD?
Daniel Boaventura:
Tive o prazer de participar do CD da Hebe Camargo , assim como cantar ao lado I van Lins , Gilberto Gil , o próprio Daniel , que é um artista fantástico, adoro a postura dele. Estar junto dessas pessoas foi uma experiência maravilhosa. Participações seriam para um segundo DVD ou terceiro CD. Tenho vontade de cantar com muita gente. Adoro Alcione , João Bosco . Quem sabe? Eu ainda não os convidei... Se um dia isso acontecer, vai ser um momento muito importante na minha carreira.

Daniel Boaventura
Claudio Augusto
Daniel Boaventura

Nosso relacionamento era profissional, gosto muito da Mariana Ximenes, adoro ela. Mas era uma coisa da novela

iG: Musical, DVD, turnê e televisão. Em meio a tantas atividades, como você é como pai?
Daniel Boaventura:
Eu sinto muita falta delas! Eu consigo ficar mais com a maior, a Jojo, as estou sempre presente. A minha base é em São Paulo, então é ótimo. A Joana adora o meio, eu não forço, mas ela adora, estuda teatro. Hoje em dia as crianças são “multi tasking” (multitarefas). É uma loucura esta geração Y, quase Z. A minha filha mais nova com um ano e meio já está pegando o mouse, clicando em cima da função, é assustador. Joana com 3 anos já imprimia. Enfim, é uma loucura, mas possível conciliar.

iG: A Mariana Ximenes e você esquentaram a novela “Passione”, era evidente a química entre os personagens. Vocês foram vistos jantando juntos. Vocês tiveram algum relacionamento além da ficção?
Daniel Boaventura: 
A gente tinha uma relação profissional muito bem alicerçada e tudo foi preparado com muito esmero, muito profissionalismo. Tanto que passou essa veracidade para a tela, então isso é o maior elogio que um ator pode receber. É justamente isso, é química. Mas também a novela foi um trabalho muito bem edificado. Costumava brincar com a Mari que éramos trabalhadores do Brasil porque eram 20 cenas por dia e ela fazia com muita dedicação. Nosso relacionamento era profissional, gosto muito dela, adoro ela. Mas era uma coisa da novela. Aqui com a Paula, idem, a gente tem uma química em cena porque havia uma ligação muito forte entre Perón e Evita.

Sobre Mariana Ximenes:
Claudio Augusto
Sobre Mariana Ximenes: "A gente tinha uma relação profissional muito bem alicerçada e tudo foi preparado com muito esmero, muito profissionalismo"


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