A medida visa diminuir a burocracia para que os produtos nacionais alcancem o patamar internacional em menos tempo; entenda

Nesta segunda (12) o Ministério da Cultura ( MinC ) e a Agência Nacional do Cinema ( ANCINE ) anunciaram novos editais para cinema e televisão. Serão investidos R$ 471 milhões na indústria audiovisual brasileira e a intenção do projeto é desburocratizar e agilizar o  processo de produções nacionais.

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Um filme de investimento médio, caso do preferido do público em 2017, Minha Mãe É Uma Peça 2, atualmente custa R$ 6,5 milhões; com as mudanças para o cinema, este valor poderá chegar a R$ 50 milhões
Reprodução
Um filme de investimento médio, caso do preferido do público em 2017, Minha Mãe É Uma Peça 2, atualmente custa R$ 6,5 milhões; com as mudanças para o cinema, este valor poderá chegar a R$ 50 milhões

Todo o dinheiro será destino a linhas de financiamento de cinema , produção, distribuição e TV . Cada um com um mínimo e um limite máximo de ganho. A intenção é permitir que os orçamentos dos produtos brasileiros alcancem a qualidade e o patamar internacional em menos tempo.

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Os 471 milhões  foram divididos em  editais. Cada um com sua especificidade e quantia a receber. Serão destinados 150 milhões para produção cinematográfica, que podem ser acessados por produtoras e distribuidoras brasileiras. As produtoras só poderão dispor de até 10% do valor total dos recursos, e as distribuidoras, 30%. O limite por projeto será de R$ 6 milhões.

Televisão

Quanto a produção de Tv, serão destinados 120 milhões para a produção de conteúdos, que podem ser acessados por produtoras independentes e por emissoras e programadoras brasileiras, respeitando o limite de 10% para a  produtora e 30% para a programadora.

Cinema

Já a distribuição cinematográfica possui três modalidades de investimento: de acordo com o tamanho do lançamento do longa-metragem de ficção, documentário ou animação.  Será disponibilizada um total de R$ 28 milhões para investimentos. A modalidade (A) investe na distribuição de obras com lançamento comercial em, no mínimo, 100 salas de cinema simultaneamente, por ao menos uma semana.

Na modalidade B são investidos recursos para o lançamento em, no mínimo, 10 salas de cinema, ou 120 sessões simultâneas em ao menos uma semana. Já a modalidade C atende os lançamentos em, no mínimo, 10 salas, ou 140 sessões não simultâneas ao longo do período de exibição.

Televisão Pública

E a novidade é a inclusão das televisões públicas , como a inclusão dos canais legislativos entre os canais aptos à exibição das obras, unindo-se aos segmentos de tv universitária, comunitária e educativa e cultural. Serão produzidas 80 obras, divididas em blocos de temas livres e temáticos.

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Independentes

Por fim, mas nunca menos importante, o último edital se destina aos pequenos exibidores brasileiros, que tem por objetivo ampliar a exibição de filmes nacionais , premiando as empresas exibidoras em função da quantidade e diversidade de filmes nacionais exibidos. Serão destinados 3 milhões para cinema com até duas salas, pertencentes a grupos de até 20 salas.

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