A cada edição, o evento dá mais indícios de que é muito mais do que um festival de música e atrai gente que mal conhece as bandas que vão tocar

Já faz tempo que o Rock in Rio deixou de ser só um festival de música e a edição deste ano, que começa nesta sexta-feira (15), deixa isso ainda mais claro. Ainda que as bandas e os popstars atraiam centenas de milhares de pessoas ao festival, atrações que vão além da música fazem até quem não é fã dos artistas participarem do evento.

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Cada vez mais plural, o Rock in Rio mostra ano após ano que não é só um festival de música
Divulgação
Cada vez mais plural, o Rock in Rio mostra ano após ano que não é só um festival de música

Na edição deste ano do Rock in Rio , além dos dois palcos principais, os fãs poderão se divertir em outras atrações, como um parque de diversões, arena de games e a já tradicional Rock Street, em que artistas se apresentam em uma espécie de rua na área do festival.

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Todas essas atrações potencializam a experiência de quem vai ao festival: além de curtir bons shows, o público também pode dar uma volta na montanha-russa, conhecer seus youtuber favoritos ou brincar em ativações dos vários patrocinadores do evento. Mas quem vai apenas pela música talvez nem leve isso em consideração: não é pequena a quantidade de pessoas que vai passar horas na grade do palco principal para ver de perto ídolos como Lady Gaga, Justin Timberlake, Red Hot Chili Peppers e Guns N' Roses.

Status

De todos os festivais de música que acontecem no Brasil, o Rock in Rio é o que mais representa um status. Por ser um dos festivais mais antigos do País, a vontade de participar de uma edição já acometeu quase todo fã de música. Parte disso se deve à campanha de marketing do evento de Roberto Medina, que torna o "Eu Fui ao Rock in Rio" um status que muita gente quer ter.

Por isso, a vontade de ir ao RiR é mais interessante do que a de ver um artista específico. Em outras palavras, muita gente vai ao festival só pela experiência de participar, mesmo que não seja fã das bandas e artistas que se apresentarão.

Isso, obviamente, não é uma coisa ruim. Os fãs de música ainda conseguem ver seus artistas favoritos e quem só quer se divertir no festival também consegue assistir a bons shows e ter uma experiência única.

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O problema pode começar a acontecer se o Rock in Rio passar a focar no segundo público e deixar a música mais de lado. O primeiro indício, ainda tímido, de que isso pode acontecer é a nova arena voltada para gamers e youtubers, inaugurada nesta edição do festival. Por enquanto, isso é só mais um atratativo para o público e mostra o quanto o RiR é um festival plural – mas o que o público realmente quer é que ele continue sendo um festival de música.

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