1ª antologia que expande universo Star Wars é aposta certeira da Disney. Filme agrada fãs antigos e novos e insere conceito de guerra na franquia

A apreensão era generalizada. “Rogue One – Uma História Star Wars”, no entanto, é um filme à altura do legado da franquia “Star Wars”, mas também algo novo; mais sombrio, forte, sem deixar a nostalgia de lado. O filme do diretor Gareth Edwards (“Godzilla”) ousa ser imaginativo com um cânone da cultura pop e a coragem rende um filme que agrada a fãs xiitas e neófitos.

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O conselho da aliança rebelde reunido em Rogue One, que estreia nesta quinta-feira (15)
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O conselho da aliança rebelde reunido em Rogue One, que estreia nesta quinta-feira (15)

“Rogue One” é um filme de guerra de verdade. Existe uma aliança rebelde e existe uma facção mais extrema. A mão pesada e desestabilizadora do império pode ser sentida na construção dos personagens. O filme representa um excelente ponto de partida no projeto da Disney de expandir o universo Star Wars com filmes derivados.

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A produção começa com Galen Erso (Mads Mikkelsen) sendo localizado pelo diretor militar Oson Krennic (Ben Mendelsohn). Com crise de consciência e vocação rebelde, ele é um cientista que Krennic julga vital para a construção da Estrela da Morte. Erso é recapturado, mas sua filha, Jyn ( Felicity Jones ), consegue escapar e acaba abrigada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), líder de uma facção rebelde mais extrema.

Mais tarde, resgatada pela aliança rebelde, Jyn é usada para aproximar as facções contra um mal comum, a construção da Estrela da Morte.

Darth Vader surge para delírio dos fãs em Rogue One
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Darth Vader surge para delírio dos fãs em Rogue One

O grande mérito de “Rogue One” é justamente pegar uma história que todos nós conhecemos, e o  fim do filme se alinha perfeitamente ao começo de “Uma Nova Esperança” (1977), é criar algo inteiramente novo. Edwards permeia o filme de uma atmosfera que remete ao original, mas visualmente cria algo novo. Das criaturas ao aspecto dos planetas, a familiaridade existe, mas também há arrebatamento. O maior mérito da direção de Edwards, no entanto, é trazer a guerra de fato a “Star Wars”. Antes de ser um filme de Star Wars, estamos vendo um filme de guerra, com demandas, receios e efeitos colaterais. Esse sentimento, essa percepção jamais esteve tão aguda como em “Rogue One”.

Este também é um filme feito para os fãs e Darth Vader está lá justamente para tornar essa experiência mais intensa. São duas cenas sem qualquer interferência narrativa, mas cenas à altura de um dos maiores mitos do cinema.

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Um aparte necessário em relação à qualidade do filme precisa ser feito. O elenco está irregular. Forest Whitaker está sofrível e Diego Luna demora a achar o tom do capitão Cassian Andor. Já Ben Mendelsohn promete levar seu Krennic à galeria de grandes personagens da franquia.

Cena do filme Rogue One
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Cena do filme Rogue One

Com uma série de deferências aos fãs, que poderão pescar diversas referências aos filmes anteriores, “Rogue One” compreensivelmente é o mais trágico filme de “Star Wars” já feito. Mas é, também, a materialização da esperança que torna o filme original muito mais especial a partir de agora.