Argentino se diz feliz de ser introduzido ao público brasileiro com "O Silêncio do Céu", em que atua ao lado de Carolina Dieckmann e se diz workaholic

O ator Leonardo Sbaraglia não detém o mesmo séquito de fãs de seu conterrâneo Ricardo Darín , mas o argentino não deve custar a chegar lá. Revelado para o grande público no grande sucesso comercial e de crítica “Relatos Selvagens”  (2014), não à toa com Darín no elenco, Sbaraglia, que está em cartaz nos cinemas no filme brasileiro falado em espanhol “O Silêncio do Céu” , já ostenta uma carreira de grande fôlego no teatro e no cinema.

Leonardo Sbaraglia vive Mario, que  se descobre refém de suas inseguranças em
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Leonardo Sbaraglia vive Mario, que se descobre refém de suas inseguranças em "O Silêncio do Céu"

“Relatos Selvagens”, no entanto, foi mesmo o trabalho que redesenhou o status de Leonardo Sbaraglia no cinema. No filme indicado ao Oscar de melhor produção estrangeira, ele vive um motorista que se digladia com outro em uma estrada. É o arco mais engraçado e aterrorizador do filme. O trabalho sucedeu uma temporada do ator na Espanha. De volta à Argentina, enfileirou projetos. São dez créditos em filmes para estrear entre 2016 e 2017.

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“Sou um pouco workaholic”, confessou o ator à reportagem do iG quando esteve em São Paulo para promover o filme “O Silêncio do Céu”, que estrela ao lado de Carolina Dieckmann . “São as circunstâncias da vida. Surgiram projetos que coincidiram e eu não poderia me negar a fazer”. O ator admite que “Relatos Selvagens” realinhou sua carreira. “Incentivou tudo o que está acontecendo”, reconhece Sbaraglia que viveu oito anos na Espanha e tem cidadania argentina e italiana.

Personagens complexos

Leonardo Sbaraglia em cena de
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Leonardo Sbaraglia em cena de "Relatos Selvagens"

Em “O Silêncio do Céu”, ele vive Mario. Um homem de muitas fobias que ao testemunhar o estupro da mulher se flagra paralisado. O ator revela que foi muito difícil justificar momento a momento o personagem por meio de silêncios. Mas diz que a experiência de introduzir ao público brasileiro está sendo “excelente”. “A película fala de como o silêncio sepulta uma relação”, teoriza. Mario se descobre na necessidade de elaborar uma versão melhor de si para encarar as novas circunstâncias da relação e de sua vida. “O personagem precisa criar uma ficção para aceitar a verdade”.

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No dia 6 de outubro estreia outro filme protagonizado por Sbaraglia. Em “No Fim do Túnel” , ele é Joaquín, um cadeirante que vive em uma casa que já passou por tempos melhores, mas agora é um lugar sujo e escuro. Certo dia, Berta (Clara Lago), que trabalha como stripper, e sua filha Betty vão atrás de um anúncio feito por Joaquín e batem à porta da casa dele para alugar um quarto. A presença da Berta alegra a casa e dá ânimo à vida de Joaquín.

Durante uma noite de trabalho em seu sótão, onde conserta computadores, Joaquín escuta um ruído quase imperceptível. Para ouvir melhor, ele encosta a orelha na parede e se dá conta que um grupo de ladrões, liderado por Galereto (Pablo Echarri) está construindo um túnel, que passa por baixo da sua casa, para roubar um banco nas proximidades. 

Joaquín passa a vigiar os ladrões, fazendo anotações e acaba descobrindo todos os detalhes do plano do roubo. É aí então que percebe que Berta, na verdade, é namorada de Galereto e alugou o quarto para controlá-lo e distraí-lo, para que ele não escutasse os ruídos da construção do túnel. Joaquín então começa a correr contra o tempo, buscando executar um plano para impedir o esquema de Galereto e sua quadrilha.

Leonardo Sbaraglia reúne todos os predicados para ser o maior patrimônio do sempre original e pulsante cinema argentino depois de Ricardo Darín. E, diferentemente do hermano, já começou muito bem a internacionalização de sua carreira, atuando em espanhol, no brasileiro “O Silêncio do Ceú”.