Vivida por Margot Robbie, a personagem rouba a cena desde sua primeira aparição e não decepciona ao longo do filme

Arlequina, vivida por Margot Robbie, é o grande foco de
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Arlequina, vivida por Margot Robbie, é o grande foco de "Esquadrão Suicida"

Às vésperas da estreia de "Esquadrão Suicida", as críticas começaram a pipocar e dividir opiniões entre os que já assistiram. iG conferiu o filme e estamos aliviando (ou alimentando) a curiosidade daqueles que vão conferir o longa a partir da estreia nesta quinta-feira (4). Hoje chegou a hora de falar sobre o aspecto do filme que gerou ansiedade e apreensão entre os fãs do universo da DC: a chegada de Arlequina aos cinemas, vivida por Margot Robbie . A personagem é o centro do filme e é o que faz a química entre os demais integrantes do Esquadrão funcionar tão bem. E aqui estão cinco motivos para não esperar menos que excelência:

Arlequina
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Arlequina

A própria Margot Robbie

Francamente, alguém tinha alguma dúvida de que a atriz era a escolha certa desde o início? Após participar de "O Lobo de Wall Street" em 2013, ficou claro que o sucesso era certeiro no futuro de Margot Robbie, e sua interpretação de Arlequina comprova isso. Ao contrário da interpretação de Jared Leto como Coringa , Margot dá credibilidade à loucura da personagem, fazendo jus à sua característica mais individual: a imprevisibilidade. Nós nunca sabemos para que lado Arlequina vai se voltar ou que ação ela planeja tomar, e isso é ótimo.

Origens da personagem

Algo muito importante em qualquer personagem são suas origens e o seu desenvolvimento. Com Arlequina, as cenas que mostram como ela foi de uma psiquiatra perfeitamente sã para a assassina louca que faz parte do esquadrão são muito bem colocadas e explicadas. E, é claro, que tudo isso tem a ver com o fato de ela ter se apaixonado pelo pior paciente possível, o que nos leva ao próximo item...

Cenas com o Coringa

Arlequina e Coringa em
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Arlequina e Coringa em "Esquadrão Suicida"

O filme mostra desde o início que o relacionamento entre Coringa e Arlequina não é, e nunca foi de forma alguma, saudável. Fica muito claro que o palhaço abusou não só fisicamente mas, principalmente, psicologicamente dela. Ele eliminou a doutora Harleen Frances Quinzel e deixou apenas a Arlequina, com um nível considerável de psicopatia e dependência emocional. Esse é o único fator que dá relevância ao  Coringa tenha algum brilho no enredono filme. É inegável que ele foi o responsável por ela ter perdido qualquer fio de sanidade que restasse, mas isso não significa que ela não seja nada sem ele. No que concerne "Esquadrão Suicida" dramaticamente, é justamente o oposto.

Amizade com o Pistoleiro

Um dos aspectos mais naturais, fofinhos e divertidos do filme é a amizade desenvolvida entre Arlequina e o Pistoleiro ( Will Smith ) e agora é totalmente compreesível o porquê de os dois serem os personagens favoritos de Viola Davis . Desde que o Esquadrão Suicida se reúne, os dois logo desenvolvem uma proximidade que é muito bem retratada como uma amizade e em nenhum momento passa a impressão errada de uma romantização desnecessária. O Pistoleiro a protege de uma forma até fraternal e é uma das relações mais divertidas de acompanhar ao longo do filme.

Deadshot e Arlequina: preferidos de Viola
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Deadshot e Arlequina: preferidos de Viola


Importância no desfecho

Do começo ao fim, fica claro que Arlequina é o pivô da união do "Esquadrão Suicida" . Com uma dosagem de humor na medida certa, mostra acidez, agilidade, força e uma dissimulação impecável. Ainda assim, muitos críticos de web parecem estar focando muito em um aspecto: a sexualização da personagem e as roupas que ela usa. Arlequina é sexualizada? É. Faz parte do arco da personagem, assim como nas histórias em quadrinhos, onde, por sinal, ela trocou o macacão de ginasta há alguns anos. Também é algo que ela usa como mecanismo de ataque e lida muito bem com isso. As roupas de Arlequina em nenhum momento fazem com que ela seja menos incrível, menos forte ou menos importante, tanto que o papel dela no desfecho do filme é indispensável.

Durante todo o enredo a sexualidade da personagem é desenvolvida de forma natural. Então, problematizar a sexualização de Arlequina no enredo é desnecessário, já que isso não prejudica o desenvolvimento dela de forma alguma, muito pelo contrário - faz parte de quem ela é.

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