Maior e mais barulhento, filme amplia alcance do original, estabelece parâmetros para novas sequências e acerta em cheio a nostalgia de quem viu nascer um clássico moderno

É inegável que “Independence Day: O Ressurgimento” é uma sequência desnecessária. O filme de 1996, icônico e campeão de bilheteria, fala por si só. Mas é inegável, também, que se havia um sucesso da década de 90 que merecia uma sessão de nostalgia era esse filme, agora assumidamente uma franquia – já que o terceiro foi recentemente anunciado.

Bill Pullman e Jeff Goldblum estão de volta na sequência
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Bill Pullman e Jeff Goldblum estão de volta na sequência

“O Ressurgimento” é tudo aquilo que dele se espera. Grande, barulhento e repleto de referências ao original. Roland Emmerich , com o aval de um orçamento na casa dos US$ 200 milhões (o original custou então extravagantes US$ 75 milhões), apresenta todo o senso de espetáculo esperado do diretor de filmes como “O Dia Depois do Amanhã” (2004) e “2012” (2009) e torna este exemplar algo muito mais impressionante, até mesmo com lampejos de “Star Wars”.

A ambição está mesmo no cerne de “O Ressurgimento”. Há um núcleo de personagens da China, um agrado para o cada vez mais importante mercado cinematográfico chinês, a cota de personagens do filme original, capitaneados pelo agora ex-presidente vivido por Bill Pullman e pelo especialista em vidas extraterrestres vivido por Jeff Goldblum , e o aceno às novas gerações com os atores Liam Hemsworth , Maika Monroe e Jessie T. Usher , este último na pele do filho de Will Smith , cujo personagem, morto, não retorna para a sequência.

Estrategicamente planejado, “O Ressurgimento” tem momentos de humor, drama, tensão, ação espalhafatosa, algum pieguismo e até mesmo o pedigree de Charlotte Gainsbourg , atriz britânica ligada ao cinema de arte, em seu primeiro blockbuster hollywoodiano.

Há ótimas cenas. Além da atenção especial dada aos pilotos e jatos, aquele qzinho de "Star Wars" já mencionado, há cenas no interior de uma nave alienígena de 4.800 km e outra em que um alien gigante persegue um ônibus escolar.

“Independence Day: O Ressurgimento” foi calculado para causar impacto e deve fazer barulho nas bilheterias. O filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23), mesmo dia em que o ator Bill Pullman participa do lançamento mundial do filme, no estádio do Palmeiras em São Paulo. Nos EUA, o lançamento está programado para o dia 1º de julho, alguns dias antes do festejado dia da independência, comemorado em 4 de julho.

Não é
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Não é "Star Wars", mas "Independence Day": franquia ganha novos horizontes no segundo filme

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O novo filme começa mostrando que a paz reina na humanidade. Os efeitos da primeira invasão foram a prosperidade tecnológica, já que que estudamos e absorvemos muito da tecnologia alienígena, e comunhão entre as nações, cientes de que há um inimigo em comum muito mais poderoso. Enquanto apresenta os personagens, antigos e novos – com destaque para Liam Hemsworth , para todos os efeitos o mais próximo de um protagonista que o filme tem -, surgem sinais de que os aliens se preparam para uma nova invasão. Voltam à cena o presidente Whitmore, com direito a discurso emocionante, e outros personagens menores do primeiro filme, como o pai do cientista vivido por Goldblum, interpretado com a mesma boa forma cômica de 20 anos atrás por Judd Hirsch .

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"Eles gostam de destruir monumentos", brada o personagem de Jeff Goldblum em dado momento do filme

Dessa vez, além da coragem e engenho desses personagens, os humanos têm a seu favor o fato de alguns deles estarem vinculados ao, digamos assim, sistema nervoso central dos invasores – um efeito colateral da guerra do primeiro filme. Há, ainda, outros aspectos que podem desequilibrar o confronto em favor da resistência humana.

Com todos os pingos nos is, considerando àquela tolerância a furos ocasionais característicos desse tipo de filme, “O Ressurgimento” é um entretenimento infalível. Foi desenhado para sê-lo e fica muito melhor acompanhado de pipoca e refrigerante.

Tem romance sim! Liam e Maika em momento
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Tem romance sim! Liam e Maika em momento "love" entre uma explosão e outra


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