A atriz que interpreta Jandira, em "Insensato Coração" fala da repercussão de seu personagem e relembra sua trajetória na TV

Cristina Galvão: carreira de sucessos
Divulgação/TV Globo
Cristina Galvão: carreira de sucessos
O sucesso que a novela das 21h da Globo, "Insensato Coração" , finalmente atingiu, se deve basicamente à trama de vingança de Norma ( Gloria Pires ) contra Léo ( Gabriel Braga Nunes ). Mas essa parte da novela não tem somente esses dois atores. Conta também com ajudantes fortes: os coadjuvantes Ismael ( Juliano Cazarré ) e Jandira ( Cristina Galvão ).

Leia a entrevista de Juliano Cazarré para o iG

Cristina Galvão faz parte do time de atores que aparecem na televisão há anos, mas os quais nem sempre o público conhece muito bem. Presença constante nas produções da emissora, estes atores esbanjam competência e talento, e sempre fazem um trabalho marcante no elenco de apoio. De repente, as atenções se voltam para ele. Este é o caso do papel atual de Cristina, Jandira, até agora um dos personagens de maior destaque da carreira da atriz. 

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 Mesmo assim, não são poucos os papeis que, mesmo pequenos, deixaram suas marcas na dramaturgia brasileira: a Dondinha de "Roque Santeiro" (1985), empregada de Sinhozinho Malta ( Lima Duarte ); a tímida secretária Íris de "Vale Tudo" (1988); Filó, que cuidava das "rolinhas" em "Tieta" (1989); a vendedora Lucimar, que conduzia uma bicicleta-quiosque, de "Duas Caras" (2007), entre outras.

Cristina Galvão em cena com Gloria Pires em
TV Globo/Divulgação
Cristina Galvão em cena com Gloria Pires em "Insensato Coração"
Aos 45 anos, ela vive um momento de quase superexposição: no Canal Viva, acaba de terminar a reprise de "Vale Tudo", e entrou no ar "Roque Santeiro". E em "Insensato Coração", ela ganha espaço nas cenas onde contracena com a protagonista Gloria Pires.

 Confira o bate-papo:

iG: Como está sendo a repercussão de seu trabalho na novela ? O personagem era previsto para ter tanto destaque ou isso foi uma surpresa?
Cristina Galvão: Sensacional! Realmente foi uma surpresa maravilhosa, me sinto presenteada duplamente pelos "G", pois trabalhar com texto de Gilberto Braga e Ricardo Linhares e atuar ao lado de Glória Pires é um êxtase total!

Cristina deu vida a Mercedes, da novela Paraíso Tropical
TV Globo/ Divulgação
Cristina deu vida a Mercedes, da novela Paraíso Tropical
iG: Você se especializou em personagens fortes no elenco de apoio, e desta vez está no centro da trama principal da novela: a vingança de Norma contra Léo. Existe diferença? Você sente que seu trabalho é mais exposto dessa forma?
Cristina Galvão: Procuro atuar em qualquer personagem com a mesma dedicação; cada vez aumenta mais a responsabilidade em passar para o público a verdade do personagem.

iG: Como é o assédio do público nas ruas? Você está sendo abordada pelos espectadores da novela?
Cristina Galvão
: Estou adorando ver o reconhecimento do meu trabalho. É através dos espectadores que se tem um termômetro da aceitação do público.

iG: Como foi rever "Vale Tudo" depois de 23 anos? O público comparou muito a Íris (Vale Tudo) com a Jandira (Insensato)?
Cristina Galvão: Pareço minha filha, né? Tão novinha... As pessoas não fazem comparações, não. "Vale Tudo" reuniu um dos melhores elencos de autores. Pôxa, Gilberto e Aguinaldo juntos só poderiam ter criado uma nova linguagem das telenovelas. Valeu tudo mesmo!

iG: "Vale Tudo" acabou, e você continua no ar no Canal Viva, agora em "Roque Santeiro". A Dondinha foi seu segundo trabalho na Globo. Você vai rever a novela? O que acha de seu trabalho ali, dez novelas antes de "Insensato"?
Cristina Galvão: Sim, sempre que possível, principalmente para rever os grandiosos Paulo Gracindo , Armando Bogus e Heloisa Mafalda , entre tantos outros. Você acredita que até hoje as pessoas me chamam de Dondinha? Esse foi praticamente o meu primeiro trabalho na Globo e sempre há uma evolução, claro.

Cristina Galvão com Cássia Kiss e Lessa de Lacerda, nos bastidores de Roque Santeiro
TV Globo/ Divulgação
Cristina Galvão com Cássia Kiss e Lessa de Lacerda, nos bastidores de Roque Santeiro

Foi em
TV Globo/ Divulgação
Foi em "Senhora do Destino" que Cristina Galvão interpretou sua primeira personagem chamada Jandira
iG: Nos últimos 25 anos, você tem atuado bastante na TV, e sempre em novelas escritas por Aguinaldo Silva ou Gilberto Braga. Por que essa preferência? Você não gostaria de trabalhar com outros autores?
Cristina Galvão: Adoraria que eles me convidassem!

iG: Geralmente, você entra nas novelas na metade, ou sai antes do final. Você se incomoda com isso?
Cristina Galvão: Penso que todo ator gostaria de participar integralmente de um projeto, aquecendo junto com os demais atores, mas entrar depois ou sair antes não diminui a responsabilidade do papel. Não me incomodo em nada.

iG: Você costuma aceitar papéis polêmicos, como a marginal Cida de "O Outro" e a lésbica Elaine de "A Indomada". Você prefere esses personagens em vez dos papéis mais comuns?
Cristina Galvão:
O meu personagem Elaine era uma "bar-woman"; a lésbica era outra personagem que atuava com a Renata Sorrah . Mas se me derem esse ou qualquer outro papel polêmico, acho que é esse o desafio do ator: retratar o texto ao autor.

iG: Qual seu personagem preferido em sua carreira na TV? Por quê?
Cristina Galvão: O melhor e mais gostoso é sempre aquele que estou fazendo, trabalhando, o qual defendo com unhas e dentes.

iG : Como você avalia a qualidade das interpretações na TV atualmente? Você vem do teatro, que é a grande escola da atuação. Você concorda com opiniões de que as atuações em novelas são fracas?
Cristina Galvão:
Tô gostando das suas perguntas... Você quer me complicar, né? Mas eu vou descomplicar: quem avalia é o público!

Cristina Galvão como a Filomena da novela
Divulgação
Cristina Galvão como a Filomena da novela "Tieta", em 1989
iG: O que você espera para os finais de Norma e de Jandira em "Insensato Coração"?
Cristina Galvão: Eu poderia listar um monte de opções de final, mas prefiro esperar ansiosamemnte o que os autores estão guardando para nós. Os personagens são uma criação da cabeça deles e é bom não atrapalhar, nem criar expectativas, mantendo o personagem em aberto para realizar o texto deles.

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