Conrad Murray, que era médico do astro, é acusado de homicídio involuntário

Katherine Jackson, mãe de Michael, e Jackie Jackson, irmão do astro pop ao chegarem na audiência nesta terça-feira (04)
Getty Images
Katherine Jackson, mãe de Michael, e Jackie Jackson, irmão do astro pop ao chegarem na audiência nesta terça-feira (04)
O caso da morte de Michael Jackson retornou nesta terça-feira aos tribunais de Los Angeles com uma audiência preliminar para determinar se o médico do "rei do pop", Conrad Murray , será julgado acusado do homicídio involuntário do artista.A primeira sessão do processo, que durará pelo menos uma semana, serviu para que a promotoria expusesse sua versão do ocorrido em 25 de junho de 2009, data da morte do cantor, enquanto o advogado de Murray preferiu poupar sua alegação inicial. Durante os dias prévios à audiência se especulou que a defesa do médico se apoiaria na teoria de que Michael se suicidou.

Em sua argumentação, David Walgren , ajudante do promotor do distrito, responsabilizou Murray por abandonar o paciente, realizar incorretamente a reanimação cardiorrespiratória, não avisar a tempo os serviços de emergência e esconder que havia fornecido o anestésico propofol.

Walgren explicou ao juiz Michael Pastor , da Corte Superior de Los Angeles, que o "rei do pop" se encontrava em bom estado físico em 24 de junho, dia em que realizou seu último ensaio para preparar seus shows em Londres e no qual se mostrou "energético e fabuloso". A intenção da promotoria é provar que a morte de Jackson ocorreu exclusivamente por efeito das substâncias administradas na noite do dia 24 e na manhã do dia 25 de junho sob supervisão de Conrad Murray, entre eles lorazepam, valium e propofol, um potente anestésico hospitalar.

A promotoria considera que quando Murray descobriu a falta de sinais vitais em Jackson se preocupou primeiro em esconder as provas da medicação que o artista tomou e depois avisou a uma ambulância. "Houve um número de ações realizadas pelo doutor Murray que mostraram um desvio extremo dos cuidados médicos padrão", disse Walgren.

A autópsia do "rei do pop" determinou que o cantor morreu vítima de uma intoxicação aguda de anestésicos, principalmente propofol. A mãe de Michael Jackson, Katherine, assim como seus irmãos Latoya e Jackie, foram ao tribunal para participar da audiência, na qual também esteve o acusado, Conrad Murray .

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.