Blocos politizados, brigas na Justiça e prévia de resultados dos desfiles de escolas de samba são os destaques da coluna Bastidores desta terça (13)

Quem disse que política e carnaval não se misturam? Colocar um bloco na rua nem sempre é só pela folia – às vezes a intenção é ir além disso! Diversas cidades espalhadas pelo país receberam este ano, seja pela primeira vez ou não,  blocos pra lá de politizados cujo intuito era, além de fazer uma boa festa, também passar uma mensagem para a sociedade.

Política se faz presente no Damas Cortejam durante carnaval
Reprodução/Facebook
Política se faz presente no Damas Cortejam durante carnaval

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Em Recife, capital pernambucana, o bloco Eu Acho É Caro é um dos exemplos. Protestando contra o aumento das passagens de ônibus na região Metropolitana de Recife no último sábado (10), entidades da sociedade civil se juntaram para fazer uma folia política em cima de um ônibus. Já em Olinda, foi a vez do Eu Acho é Pouco trazendo a tona o descontentamento dos foliões com o cenário nacional.

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Na capital cearense foi a vez das mulheres chamarem a atenção com o grupo percursivo Damas Cortejam, uma das atrações da última segunda-feira (12) de carnaval. O grupo faz a festa, mas exaltando composições que falem do universo feminino trazendo à tona nomes como Elza Soares. A ideia também chegou em São Paulo, com o Bloco Pagu que desfila nesta terça-feira (13) com trilha sonora dominada por elas, as mulheres da música.

Ainda em São Paulo, outro bloco feminista chamou atenção: Bloco Não Me Serve Mestre, na última segunda-feira (12). Realizado na Avenida Faria Lima, na Zona Oeste da cidade, diversas mulheres se juntaram para chamar atenção sobre como a amamentação em público é vista no país. No Rio de Janeiro, a política também veio a tona no final de semana. O bloco Simpatia É Quase Amor arrastou uma multidão no último domingo (11) ironizando o atual prefeito da cidade, Marcelo Crivella, protestando contra sua postura em relação à folia, que recebeu menos verbas este ano em relação às edições anteriores.

Xiii...

Beija-flor vai recorrer à Justiça
Reprodução/Facebook
Beija-flor vai recorrer à Justiça

Parece que nem todas as escolas de samba estão conseguindo colocar o samba no pé sem preocupações. A Beija-Flor de Nilópolis, tradicional escola de samba do carnaval carioca vai recorrer à Justiça para cassar liminar que autorizou a interdição da quadra da agremiação na sexta-feira (09).  De acordo com ação civil pública, a escola de samba descumpriu as normas do  4º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar (4º GMAR), que interditou os camarotes do segundo e terceiro mezaninos da quadra. Se até a próxima quarta (14) não liberarem o local, a escola já afirmou que fará a festa de uma possível vitória na rua.

Retorno de grandes?

Os desfiles do grupo de acesso do carnaval de São Paulo ainda estão rolando na Anhembi e parece que há boas notícias para duas escolas de samba de elite. A segunda maior vencedora do carnaval, Nenê de Vila Matilde, que possui 11 títulos e a Camisa Verde e Branco, que conquistou nove títulos, foram os grandes destaques do último domingo (11). A Nenê trouxe para o Anhembi o enredo “A Epopeia de Uma Deusa Africana”, cantando a história de Iemanjá e sua influência na fé brasileira. Já a Camisa Verde e Branco trouxe uma fusão da própria história, já que é uma das mais tradicionais da capital paulista, com a de Mário de Andrade – ambos nascidos na Barra Funda. O resultado sai na tarde desta terça-feira (13).

De volta

O ator Victor Fasano em noite catarinense
Adriel Douglas
O ator Victor Fasano em noite catarinense

Há um tempo dos holofotes, o ator Victor Fasano retornou para as câmeras neste carnaval, no Jurerê Internacional, em Florianópolis curtindo a folia catarinense ao som do DJ Alesso, no P12, reduto de famosos. Parece que vê-lo roubar os holofotes vai ficar mais frequente este ano, já que em dezembro o ator anunciou que deve interpretar em 2018 o Rei Herodes na encenação Paixão de Cristo em Pernambuco na Cidade Teatro ao lado de Renato Góes e de Nicole Bahls.

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