Tamanho do texto

Após repercussão de que pode se lançar candidato a presidente, Roberto Justus diz qual a possibilidade disso acontecer e o que a mulher pensa disso

Roberto Justus explicou detalhadamente a declaração da última segunda-feira (21) de que  poderia disputar a presidência em 2018 . Ao comparecer à 5ª edição do "Jantar Ressoar Solidário", na noite de terça-feira (22), em São Paulo, o apresentador não se esquivou do assunto.

Leia mais: Trump brasileiro? Roberto Justus cogita se candidatar à Presidência do Brasil

Roberto Justus no Palácio da Alvorada, em Brasília
Reprodução/Instagram
Roberto Justus no Palácio da Alvorada, em Brasília



"Já tive muitos convites para lançar minha candidatura e nunca cogitei essa hipótese. Sempre disse que nunca me candidataria, agora digo que talvez posso pensar, caso surja a oportunidade e eu achar que é o momento certo. Mas está longe ainda, é uma coisa muito embrionária. Justus não é candidato a 2018!", disse Roberto Justus , explicando suas motivações para a mudança de opinião.

"Não é por causa do ( Donald ) Trump (eleito presidente dos Estados Unidos ou do ( João ) Dória (futuro prefeito de São Paulo), mas me sinto estimulado pelo que eu estou vendo: as pessoas cansaram dos políticos profissionais. O Brasil precisa de um gestor, alguém que tenha uma experiência em gestão e uma visão diferente para tocar o país. Gostaria de ver no Brasil um presidente não-político, um empresário no comando. E não estou falando de mim, tem gente até mais competente que eu para fazer isso", afirmou.

Leia mais: Roberto Justus anuncia segunda temporada do "Power Couple Brasil"

Ele acredita que diferenças provocadas por esse perfil já poderão ser notadas na capital paulista a partir de 2017. "João Dória é incrível, ele vai arrebentar, no bom sentido. A cidade de São Paulo vai ter uma outra cara. Vamos ter alguém lá que vai se doar totalmente sem querer ganhar dinheiro com isso ou se beneficiar do poder", elogia.

Leia mais: Sônia Abrão detona Justus e Xuxa

Ana Paula Siebert não curte a ideia de ser primeira dama, diz ele
Reprodução/Instagram
Ana Paula Siebert não curte a ideia de ser primeira dama, diz ele

Por enquanto, Justus começa a se engajar no atual governo. "Eu aceitei participar do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do presidente Temer pois  acredito que eles estão fazendo um trabalho bacana para recolocar o Brasil nos trilhos, segurando as despesas com a PEC do Teto e com as promessas de reforma da Previdência e Trabalhista. Isso vai trazer o emprego e o equilíbrio econômico de volta e quem sabe já um crescimento, mesmo que modesto, no ano que vem", aposta.

O apresentador faz críticas à gestão anterior, tirada do poder em 31 de agosto deste ano. "O que o PT conseguiu fazer, infelizmente, foi colocar o Brasil para trás. Fizemos alianças com os piores países do mundo, saímos do jogo mundial. Já fomos a quinta maior economia do mundo. O Brasil precisa voltar ao panorama mundial, pensar grande. E para isso precisa de líderes com visão", analisa.

Candidato ou não?

Para por em prática a possível candidatura, será necessário pensar em alguns pontos, como uma legenda. "Não tenho afinidade com partidos políticos, um cara como eu só usaria os partidos porque no Brasil não se pode ser um candidato independente. Alguns partidos me procuraram no passado para a Prefeitura, mas nunca me interessei, sempre disse que não é a minha praia. Tem alguns querendo sondar, mas não é o momento agora. Na hora certa, se eu resolver, decido".

Ele acredita ter o perfil que o país necessita. "O Brasil precisa de um chefão durão mas que tenha a meritocracia como base, que é como eu penso. Tem que fugir dos maus políticos, pois governar não é como dirigir uma empresa. Na empresa você tem autonomia para decidir, mas na democracia suas leis precisam passar pelo Congresso e Senado, não pode fazer nada sozinho. Tenho boas intenções de ajudar meu país, mas isso não quer dizer candidatura de nada ainda", ressalta.

Será que Justus troca o palco pelo palanque?
Divulgação/Record
Será que Justus troca o palco pelo palanque?

O apresentador rechaça semelhanças com Trump, além da apresentação de "O Aprendiz". "Ele é uma figura que temos que respeitar pelo que conseguiu, mas não gosto nem concordo com os pensamentos ideológicos e radicalismos dele. Gosto do estilo verdadeiro, sincero, de falar o que pensa. Já estamos vendo um Trump diferente agora, acho que ele vai surpreender positivamente e não será racista e xenófobo. Estou mais tranquilo depois da postura dele pós- eleições, e o sistema político americano é mais seguro contra arroubos de loucura".

Como ficaria a rotina de Roberto Justus assumindo a presidência? "Isso seria uma mudança de vida radical! Até lá estarei em uma idade boa, já realizei tudo o que queria, estarei quase me aposentando, confortável... Será que é o momento de largar tudo e pegar um pepino desse tamanho?", questiona-se. E a mulher, Ana Paula Siebert , o que acha de vir a ser primeira-dama? "Ela detesta a ideia", confessa.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.