Mulher de Kaká lança seu primeiro CD e DVD, diz que ama cozinhar e conta que mudou depois de deixar a igreja evangélica

Carol diz que não tem pretensão de seguir a carreira de cantora:
Beto Lima
Carol diz que não tem pretensão de seguir a carreira de cantora: "Meu objetivo é levar a palavra de Deus aos que não frequentam a igreja"

Com direito a superprodução, Carol Celico lançou seu primeiro trabalho de música gospel no hotel Unique, em São Paulo. A alguns dias de completar 24 anos, a mulher do jogador Kaká atraiu dezenas de jornalistas para falar sobre o CD e DVD que levam o seu nome. Durante as entrevistas, ela trocou de roupa. Usou dois looks produzidos por Ian Acciolly , o stylist da cantora Claudia Leitte e da apresentadora Sabrina Sato .

Os vídeoclipes também foram cuidadosamente elaborados, um deles tem a participação de Claudia Leitte e outro é co-estrelado pelo próprio marido. "É um clipe para mostrar para os nossos filhos, nossos netos. É uma joia para a família", diz sobre a parceria com Kaká. Para a produção das 10 músicas, Carol fez aulas de canto e fonoaudióloga durante um mês. Apesar do grande empenho para a estreia no mercado fonográfico, ela avisa: não tem pretensão de seguir a carreira artística ou mesmo ser intitulada de cantora. "Meu objetivo é levar a palavra de Deus aos que não frequentam a igreja", diz ela, que deixou de ir aos cultos da igreja evangélica Renascer em Cristo e se intitula apenas cristã. A renda obtida com a venda dos CD e DVD (que custam R$ 18 e R$ 30, respectivamente) será totalmente revertida a obras sociais.

Depois de nove anos, precisamos manter a chama acesa. Gosto de surpreender"

A mãe de Luca , 3 anos, e Isabella , 2 meses, conversou com iG Gente numa das suítes do Unique após amamentar a caçula. Ela contou sobre sua rotina em Madri, onde Kaká defende a camisa do Real Madrid, e falou da vontade de voltar a morar no Brasil. Carol ainda diz que a relação com a mãe, Rosangela Lyra , diretora da Dior do Brasil e católica praticante, melhorou depois de que saiu da Renascer. Confira o bate-papo:

iG: Acha que seus  fãs irão entender que você não fará shows?
Carol Celico: Essa coisa de se apresentar, de ter um comprometimento com show, eu não posso ter, e acho que meus fãs entendem isso. Acho que faria uma coisa íntima, para um público mais selecionado, para alguns fãs que me acompanham há mais tempo. Seria como um agradecimento, uma forma de gratidão a eles. Acho que as pessoas entenderam que o projeto não foi criado para a Carol lançar um álbum hoje, outro ano que vem.

Minha prioridade é minha família, casa, mas eu amo me realizar fora disso também
Beto Lima
Minha prioridade é minha família, casa, mas eu amo me realizar fora disso também
iG: Como é a sua rotina no exterior?
Carol Celico:  Minha prioridade é minha família, casa, mas eu amo me realizar fora disso também. Tanto é que abri a minha empresa, fui trabalhar num restaurante do (hotel) Hyatt antes de casar, porque tenho necessidade de fazer outras coisas também. Reservo um tempo para responder e-mails, as pessoas me escrevem e pedem conselhos, e eu sempre tento ajudar. Tenho meu tempo para ficar com o Kaká também, que é superimportante. Depois de nove anos de relacionamento, precisamos manter a chama acesa. Para isso, faço coisas diferentes, gosto de surpreender, fazer o inesperado, e não deixar cair na rotina e na obrigação.

iG: Como você é no papel de dona de casa?
Carol Celico:
Amo cozinhar, arrumar a minha casa, sou uma pessoa superorganizada. O meu armário é todo dividido em caixas, remédio de gripe em uma, curativos em outra. Amo fazer o dia-a-dia da minha casa. Tem uma pessoa que me ajuda, mas sou eu que vou ditando a rotina e vou conciliando, agora com as mamadas. Antes era só o Luca. Gosto de ter um período com os meus filhos, acho fundamental para as mães. Hoje em dia as crianças ficam muito com babá, mas eu acho essencial que tenha uma hora do dia para sentar e focar na criança.

iG: Você gosta de cozinhar?
Carol Celico:
O Kaká gosta de comer arroz e feijão, de comida caseira. Mas comer arroz e feijão todo dia é cansativo. Gosto de fazer pratos diferentes, gosto de especiarias, de misturar marroquino com indiano, com um toque francês. Nunca faço uma receita exatamente como está escrito, sempre acrescento alguma coisa. A minha avó me colocou num curso de culinária quando eu tinha 9 anos de idade. Lá aprendi a fazer um linguado que o Kaká adora. Então posso dizer que este é o prato dos meus nove anos de relacionamento. Eu invento. No estrogonofe, gosto de por leite de coco, gosto de fazer umas coisas diferentes.

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iG: Tem vontade de criar seus filhos no Brasil?
Carol Celico:
Sou apaixonada pelo Brasil. Nasci e cresci em São Paulo e com 18 anos casei, fui para a minha lua-de-mel e de lá já fui morar fora. Gosto de morar fora pela experiência, sempre fui independente. Com 12 anos, fui morar na Inglaterra por dois meses. Eu lembro que meus pais me ligavam: ‘Filha, liga pra gente, você não está com saudade?’ Eu falava: não! Vocês querem que eu minta, que eu fale que eu estou? Sempre tive essa espontaneidade e fui superdescolada mesmo, me adapto superbem aos lugares. Mas eu amo o Brasil.

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iG: Como vai ser voltar para a Europa depois de passar quatro meses no Brasil?
Carol Celico:
Não sei se é porque tive nenê agora e estou mais sensível, mas vai ser difícil. Também estou muito ligada à minha mãe agora ( Rosangela Lyra ). Vou sentir falta porque não tenho ninguém em Madri. Em Milão, tinha a minha sogra, mas eles voltaram para São Paulo, meu cunhado parou de jogar também. Vai ser complicado, está todo mundo aqui, a gente está sozinho na Europa. A gente quer voltar, o Brasil é onde a gente se sente em casa. Quem sabe o Kaká não volta para jogar no São Paulo?

iG: A relação com a sua mãe melhorou depois que saiu da Renascer?
Carol Celico:
A época que conheci a igreja e mudei de religião foi uma época da adolescência, em que a filha bate muito de frente com a mãe por causa de tudo, quer sair e a mãe não deixa. Então, juntou tudo aquilo e a gente se afastou emocionalmente e fisicamente porque fui morar fora. E como eu não sou de sentir falta, nem quando era pequena, acabei ficando bem ausente da minha família, da minha mãe especialmente. As pessoas que me conhecem desde pequena dizem que eu voltei a ser quem eu era. Acho isso interessante porque eu achava que estava mudando para melhor, mas foi uma fase, um tempo. Um tempo que acabou e outros tempos ainda virão. Vivi um tempo em que eu pude amadurecer. Eu casei muito nova e estar afastada fisicamente dela também cooperou para eu criar a minha identidade.

A gente quer voltar, o Brasil é onde a gente se sente em casa. Quem sabe o Kaká não volta para jogar no São Paulo?
Beto Lima
A gente quer voltar, o Brasil é onde a gente se sente em casa. Quem sabe o Kaká não volta para jogar no São Paulo?

As pessoas que me conhecem desde pequena dizem que eu voltei a ser quem eu era. Acho isso interessante porque eu achava que estava mudando para melhor, mas foi uma fase, um tempo"

iG: Você acabou de dar à luz, como já está em forma?
Carol Celico:
Fiquei morrendo de vergonha com as minhas fotos na praia que saíram na internet, quase morri no coração. Foram tiradas depois de um mês e meio que o Lucas nasceu e agora, depois da Isabella. Eu como de tudo, graças a Deus, nunca tive facilidade para engordar. Mas dar de mamar ajuda, e eu amo dar de mamar. Tenho quatro quilos para perder, mas acho que vou perder depois que parar de amamentar. Aí vou me cuidar, vou comer um pouco menos, evitar doce.

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iG: Você é uma mãe diferente para a Isabella do que foi para o Luca?
Carol Celico:
Agora eu aprendi a insistir na amamentação, por exemplo. A tranquilidade que eu tenho com o segundo filho está me fazendo ter bastante leite, então acho que vou amamentar mais tempo. Estou curtindo bem mais ela do que o Luca, porque o Luca era novidade, eu era apreensiva com tudo, era muito mais nova.

O Kaká nunca me proibiu de tuitar nada, mas eu já causei alguns constrangimentos porque falei alguma coisa da boca pra fora"

iG: O Julio Cesar pediu para a Susana Werner sair do Twitter após um comentário sobre futebol. O Kaká te policia em alguma coisa?
Carol Celico:
Não comento mais de futebol. O Kaká nunca me proibiu de tuitar nada, mas eu já causei alguns constrangimentos porque falei alguma coisa da boca pra fora, algo que eu estava sentindo na emoção, naquela fobia de ter perdido e acabei tuitando errado. Então acho que agora eu sou mais cautelosa porque as pessoas podem não entender o que eu falei. Depois, para explicar que não era bem assim, não adianta mais. O Kaká que fala: 'As pessoas que vêem uma notícia não vêem a continuação. Então é melhor não errar de primeira'.

A época que conheci a igreja e mudei de religião foi uma época da adolescência, em que a filha bate muito de frente com a mãe por causa de tudo
Beto Lima
A época que conheci a igreja e mudei de religião foi uma época da adolescência, em que a filha bate muito de frente com a mãe por causa de tudo

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