Em entrevista exclusiva ao iG, a ex-BBB falou sobre os primeiros dias fora do confinamento, sexo e polêmicas em que se viu envolvida

Em uma versão moderna da madrasta de Branca de Neve, a ex-BBB Monique , de 23 anos, parecia atormentada pelos espelhos que escondiam as câmeras do programa durante os três meses que viveu na casa. Mesmo tendo curvas invejadas por muitas, a catarinense mostrou que não se sente bem com a imagem do seu corpo e chorava por isso. “Desculpa se as pessoas me veem como linda e maravilhosa e eu estava sempre chorando. Mas essa sou eu. Talvez seja ruim, mesmo, a pessoa ver aquilo. Mas ninguém me deu um script ou um texto para decorar”, diz.

Monique Amin
George Magaraia
Monique Amin


Mas isso não é de hoje. Monique tem autoestima baixa graças a sua adolescência e chegou a sofrer bullying. Aos 15 anos, pesava 95 quilos e teve de mudar de escola devido às piadinhas com o seu peso. “Quando era menor, as pessoas implicavam comigo e me chamavam de ‘Muuuuunique’ (imitando o mujido da vaca). Sei que não sou mais daquele jeito, mas é difícil mudar a cabeça.”, afirma ela, que engordou cinco quilos dentro da casa.

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A insegurança ficou maior ainda quando a participante se viu envolvida numa das maiores polêmicas da história do programa. Logo na primeira semana, Daniel foi expulso do jogo após ser acusado de ter abusado de Monique, que aparentemente dormia sob o efeito do álcool. O caso foi parar na polícia e ela negou que algo tenha acontecido sem o seu consentimento.

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Mesmo com o episódio encerrado, o assunto continua sendo delicado. “Estou tão feliz com tudo que está acontecendo que tenho medo que as pessoas sempre identifiquem Monique a esse caso. Não quero que meu nome esteja sempre atrelado ao do Dani. Eu estava nesse caso, mas não tive nada a ver com isso”, diz.

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Em entrevista exclusiva ao iG Gente , no Vila Spa do Hotel Sheraton Barra, Monique mostrou que está mais segura de si e que não vestiu nenhuma máscara durante o confinamento. “É engraçado porque passei o programa todo falando que eu era a figurante. A saia que era a mais feia, a roupa que era apertada. Quando saio vejo esse carinho e as pessoas falando ‘volta Monique’. Será que estou no mundo real?”, diz, acrescentando: “O BBB foi um tapa na cara para eu confiar mais em mim”.

Monique Amin
George Magaraia
Monique Amin
iG: Durante o BBB, por diversas vezes você chorou por se achar feia e gorda. Tem problema de autoestima?
Monique Amin:
Lá dentro fica tudo mais sensível. Imagine ficar três meses sem usar pinça ou fazer depilação? Isso pega no psicológico. Eu tenho uma insegurança porque já fui gordinha. Quando era menor, as pessoas implicavam comigo e me chamavam de ‘Muuuuunique’ (risos). Posso não ser mais daquele jeito, mas é difícil mudar a cabeça. Antes, um homem não olhava para mim. Hoje, penso: será que ele tá olhando para mim mesmo? O BBB foi um tapa na cara para eu confiar mais em mim.
iG: Está feliz com seu corpo?
Monique Amin:
Engordei cinco quilos lá dentro, mas já não entrei no BBB com o meu corpo ideal. Sempre me cuido para o verão. Faço dieta, drenagem linfática, musculação. Mas me desleixei no Natal e Ano Novo e, logo depois, fui confinada. Lá dentro, chutei o balde porque não tinha muito o que fazer. Estou feliz assim, mas quero emagrecer. Lógico.

Em nenhum momento julguei, condenei ou quis que acontecesse nada com o Dani. Se pudesse escolher, minha opção seria que ele ficasse no programa.”

iG: Já fez alguma loucura para emagrecer?
Monique Amin:
Já fiquei dias sem comer, tomando só água. Fiquei horas na esteira ou ia três vezes por dia na academia. Já tomei remédio, sibutramina. Sempre fui meio neurótica com o meu peso. Eu sou assim. Se não estou me gostando, a roupa não está entrando e estou com vontade de chorar, não vou fazer isso? Vou rir? Não. Me sentia mal, mesmo. Fui vendo que minhas roupas não entravam mais e as meninas lá esbeltas. Tinha vontade de ficar em baixo da coberta. Desculpa se as pessoas me veem como linda e maravilhosa e estava chorando. Talvez seja ruim mesmo a pessoa ver aquilo. Mas ninguém me deu um script ou um texto para decorar.

iG: Aumentou o assédio masculino após o programa?
Monique Amin:
Ainda não, mas tomara (risos). Nunca fiquei sozinha, sempre estive com alguém. Se não estava namorando, estava ficando sério. Com essa coisa de autoestima baixa, a gente sempre tem que estar com alguém. Mas isso vai mudar. Não estou pensando nisso, estou focada na minha carreira.

iG: Você falou ou pretende falar com Daniel?
Monique Amin:
Não, mas também não falei direito com ninguém. Prefiro não falar sobre isso.

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iG: Por quê?
Monique Amin:
Estou tão feliz com tudo que está acontecendo que tenho medo que as pessoas sempre identifiquem Monique a esse caso. Não quero que meu nome esteja sempre atrelado ao do Dani. Estava nesse caso, mas não tive nada a ver com isso. Não tenho raiva, motivo e nem quis prejudicar o Dani em nada. É isso.

Monique Amin
George Magaraia
Monique Amin
iG: Você ficou com medo de ser expulsa?
Monique Amin:
Não. Não fiz nada para ser expulsa. Em nenhum momento julguei, condenei e quis que acontecesse isso com ele. Acho que todo mundo já sabe que, se pudesse escolher, minha opção seria que ele ficasse no programa. Não dou as regras no jogo, nem sou dona do programa. Sou apenas uma participante. Se eles acharam que aconteceu alguma coisa, aí são eles. Não posso interferir nisso. Sempre deixei claro que para mim estava tudo bem, para deixar daquele jeito. Então nunca pensei que pudesse sair do programa.

iG: E o Jonas? Achou ele frouxo?
Monique Amin:
Como vou julgar uma pessoa por não estar a fim de ficar comigo? Eu tinha vontade. Não que eu estivesse apaixonada ou o amasse. Mas era carência. Nunca me iludi achando que íamos ficar juntos quando saíssemos. Mas acho que era o jeito dele. Ele entrou muito focado e não quis se envolver para mudar o rumo das coisas. Mas sempre foi um amor comigo.

iG: Você e Renata até insinuaram que ele seria gay. Ainda acha isso?
Monique Amin:
Cara, isso ai só ele pode dizer. Eu não sei, mesmo. A gente estava brincando pelo fato de ter duas mulheres ali, dando mole para ele, e ele não dar bola pra nenhuma. Pô, a Renata é uma menina linda e ele nada (risos). Aí, a gente brincou: “Pô, só pode ser gay”. Mas não foi maldade.

iG: Ficar sem sexo durante três meses foi um problema?
Monique Amin:
É difícil ficar sem sexo por todo esse tempo. Até porque tem homens lá dentro. E bonitos, que também estão em abstinência. Às vezes rolava assunto e vontade. Mas o que ia fazer? Não me masturbei e não sabia que era possível (risos). Mas os primeiros dias são os piores porque está tudo à flor da pele. No final, você já se acostumou e já está com teia de aranha (risos). Tanto que estou aqui fora e não fiz ainda. Viu? Já estou até acostumada (risos). Desde que saí, não fiz.

Monique Amin
George Magaraia
Monique Amin
iG: O que achou de alguns participantes terem feito sexo na casa?
Monique Amin:
Quando soube que aconteceu, fiquei meio assustada e pensando o que iam falar dessas pessoas. Mas pensei direito. A Laisa e o Yuri, por exemplo, estavam tendo relacionamento de casados. Acordavam juntos, dormiam juntos. Tomavam café, banho, tudo juntos. O sexo faz parte. Lá é uma vida real. Eles tiveram vontade, fizeram. Não acho errado. Sexo faz parte de um relacionamento.

É difícil ficar sem sexo por tanto tempo. Até porque tem homens lá dentro. E bonitos, que também estão em abstinência.”

iG: Você falou sobre o seu caso com o jogador de futebol Douglas e surgiram boatos de vários que você teve affair como Ronaldinho Gaúcho e Neymar...
Monique Amin:
Falaram que fiquei com vários jogadores, mas na verdade apenas conheço vários jogadores. No meio que vou, no pagode, um jogador é uma pessoa normal. Não é aquele glamour. Só namorei três vezes: um jogador de futsal, um personal trainer e um fisioterapeuta. Não fico com a pessoa porque ela joga bola. Não é assim. Fico por quem ela é.

iG: Já foi sondada para posar nua?
Monique Amin:
Assim que saí, me perguntaram se eu posaria e eu respondi que posaria com a temática de selva. Mas foi algo de momento. Depois vi que esse não é o meu foco agora. Não falo não nem nunca. Mas agora quero procurar uma diretriz para o meu trabalho.

iG: O que pensa fazer?
Monique Amin:
Essa é a pergunta mais difícil. Eu saí da casa ainda uma pessoa normal, que ninguém conhecia e hoje todos me conhecem. Estou indo aos poucos. Vivendo dia por dia. As portas vão se abrindo e eu estou aberta também para o leque de opções.

Make: Maurício Nazário/ Agradecimentos: Vila Spa e Sheraton Barra Hotel & Suites

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