Direção inventou novas regras para movimentar o jogo, que teve em Daniel e Maria suas grandes estrelas

A final do BBB11 mostrou um programa bem mais interessante do que o que realmente foi. A constatação é de Fernando Oliveira , que assina a coluna Na TV no iG. Assistindo a um dos clipes com melhores cenas da edição, ele twittou: “Desse programa que eles estão mostrando eu gostei”. Realmente, quem assistiu apenas ao epsódio final deve ter ficado com a impressão de que a 11ª edição foi movimentada, divertida, cheia de reviravoltas. Mas não foi. Nas primeiras semanas os brothers eram tão insossos que chegavam a dar nos nervos. Quando Boninho resolveu agir -- Paredões-surpresa, novos integrantes, Casa de Vidro --conseguiu alguma reação, mas é inegável que não havia muito o que salvar de participantes apagados como Janaina e Rodrigão .

Daniel e Maria foram as estrelas desta edição
Divulgação/TV Globo
Daniel e Maria foram as estrelas desta edição
Neste ano, o reality foi de Daniel e Maria . Esqueça os “dramas” dos outros brothers. Como bem observou Pedro Bial em seu discurso, os dois fizeram a história desta edição. Daniel cresceu depois da saída de Lucival , e parecia franco favorito ao prêmio: era simpático, leal e divertido na convivência com os outros, e fornecia uma enormidade de cenas divertidas para a edição. Já Maria iniciou o jogo parecendo que seguiria o destino de outras sisters: muitos closes indiscretos, um romance morno na casa e só, porque “mulher bonita tem como ganhar mais dinheiro lá fora, posando sem roupa, desfilando, essas coisas”, dizia o machista senso comum.

O protagonismo de Maria é fruto do carisma da atriz, sem dúvida. Desligada e fazendo tipo de “lesada”, ela ajudou a criar uma nova gíria: mariar, que tem o sentido de bobear, dizer bobagens. É o típico caso de alguém que usa o que seria um defeito como algo a seu favor. Quem conseguia ficar com raiva de Maria, apesar de todas as suas mancadas?

Maria tinha o carisma, e a volta do ex-ficante Maurício para a casa forneceu o enredo perfeito. Ela mariou como nunca ao correr atrás de Mau Mau, o que rendeu algumas das melhores cenas da edição.
A verdade é que o prêmio estaria em boas mãos se fosse dado tanto para Maria quanto para Daniel. O bom de Maria vencedora é que se quebra o tal paradigma de que mulher bonita não ganha o BBB. Pronto, a partir de agora ganha sim.

E que venha o BBB12, e de preferência com um elenco melhor escolhido, para que não tenhamos que louvar tanto o trabalho dos excelentes editores do programa e a competência do diretor em mexer no jogo.

Veja aqui a cobertura completa do BBB11 .

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