Ele analisou relacionamento com Angela, paixonite por Letícia, brigas, amizades e ainda revelou sonho de trabalhar na TV

Em uma casa com três mulheres, o único homem integrante do grupo é a sobra do negócio. Pois esse problema foi resolvido pelo público do “Big Brother Brasil 14” na noite de domingo (30), quando Marcelo foi eliminado com 55% dos votos contra Vanessa. Com essa decisão, formou-se uma final histórica no programa, 100% feminina. Clara, Angela e Vanessa disputam o R$ 1,5 milhão que será dado na próxima terça-feira (1). Enquanto isso, ainda absorvendo a notícia da eliminação, Marcelo conversou com jornalistas logo após deixar a casa.

"Sejam simpáticos comigo", pediu ele assim que entrou na sala da coletiva. "Sou grato por onde cheguei. Desde quando entrei, vivi lá dentro, não entrei na questão no jogo em si. A questão de ter sido na trave não me desabou nem nada. Estou feliz”, disse ele, que levantou 1001 polêmicas durante sua permanência no reality show. Uma delas foi o drama com as mulheres, principalmente com Angela que, admitiu ele, foi seu alvo antes mesmo da paixão por Letícia .

"No começo do programa eu deixei bem claro que ela era a pessoa que criei afinidade grande, mas como eu vi que ela criou um interesse pelo Junior (isso logo no primeiro, segundo dia), respeitei os dois e fiquei na Letícia um tempão", relembrou. "Sou muito carente, bem carente. Talvez se antes eu estivesse com uma pessoa ou outra lá dentro, eu poderia ter saído antes também, não sei. Talvez as atitudes possam mudar. Ela (Angela) não foi minha válvula de escape. Senti uma atração por ela", afirmou Marcelo.

A relação, que foi tão comentada e difícil, tem chance aqui fora? "Não, acho que não pelas diferenças que eu já vi que a gente tem. A Angela para mim é uma pessoa de personalidade forte", falou.

Sem fugir das questões, mas claramente assustado com a nova posição de entrevistado, Marcelo comentou a fama de chato com as meninas. "Acho que fui insistente, não diria chato. Ali a gente via todo mundo todo dia. É complicado. Se fosse aqui fora e a pessoa falasse ‘não’, eu jamais ficaria atrás dela. Jamais precisei também ficar insistindo. Se a pessoa falou que não, eu deixo lá três, quatro dias… Vai devagarinho. Mas lá é uma coisa fechada, então essa necessidade que tenho de estar junto acaba aflorando, e acabo tentando, tentando, tentando…", disse.

A fatídica briga com Cássio por causa de Angela, é claro, também foi comentada. Marcelo repetiu que não agiu com maldade nenhuma. "A palavra 'abuso' me doeu muito. Ela (Angela) foi até a Sibéria, até o quarto me procurar. Naquele momento eu senti que, talvez - por mais que a gente tivesse conversado, que ela estivesse falando que eu era chato, que ficava insistindo - poderia ser um momento. O fato de ela ter ido me procurar contou muito para eu tentar novamente."

Marcelo, claro, não tem a mínima noção do que as torcidas e o que o público comenta sobre os participantes. Quando ficou sabendo sobre um dos apelidos de Angela, o Cobrangela, falou se está preparado para se decepcionar com alguém após assistir às fitas do programa.

"Estou respirando agora, né? Acho que isso vai ser ruim para a própria pessoa. Não vejo como um incômodo para mim, mas mais como um incômodo para ela. Se ela deixou de ser verdadeira, se quis enganar, se quis ser falsa ou não. Eu sei que as pessoas que eu colocaria minha mão no fogo lá são Poly e Roni . São as duas pessoas que eu digo agora com convicção. As outras pode ser que eu veja as fitas e pense 'nossa, mas por que eu não indiquei, tive oportunidade, ou por que tentei de novo'. Mas vai passar”.

Mente quase parando

Nos últimos dias, logo depois da saída de Tatiele Polyana, sua fiel escudeira, Marcelo jogou a toalha e pediu um atendimento com um psicólogo para reabastecer as forças. "Poly era minha confidente e a gente tinha uma visão parecida sobre as pessoas dentro da casa. Então, no momento em que ela saiu, as pessoas se aproximaram de mim, porque até então eu estava brigado com todo mundo. Eu não ia me aproximar delas, faria o mesmo aqui fora. Mas lá é diferente, você vê todo dia dentro da casa. Eles queriam se aproximar, e isso começou a gerar um conflito. Eu não pensava no mundo aqui fora. Para mim, aquele era meu mundo, e eu não podia me aproximar daquelas pessoas porque elas tinham feito coisas que não gostei, que achei absurdo. Chamei o psicólogo porque pensei: 'e aí, como vou sobreviver aqui dentro?'. Não tinha mais ninguém com quem eu poderia me abrir. Eu estava me sentindo sozinho", revelou.

A saída de Poly, de fato, mexeu com o equilíbrio do administrador. "Eu sabia que ela me fazia bem, mas não sabia que ela me faria tanta falta", disse ele, que afirmou que sentiu mais a eliminação dela do que do amigo Roni.

"Foi diferente. Como ela estava com o Roni, sempre respeitei os dois, só que eu não me aproximava tanto, porque eles sempre estavam juntos. Lógico, a gente brincava e tudo, mas sempre senti... Na verdade, os dois eu senti muito, mas com a Poly eu senti mais porque a gente viveu um período maior juntos", explicou.

Outra coisa que mexeu com a cabeça de Marcelo foi a abstinência sexual. "Eu nunca tinha ficado tanto tempo sem alguém. Acho que meu tempo máximo sozinho foram três dias. Fiquei, realmente, não digo nervoso, mas me incomodava um pouco, porque tinha necessidade. Eu precisava estar com alguém, ou de dar carinho ou receber. Com a Poly, no final, lógico que são situações bem diferentes, mas o fato de estar com ela já me dava um alívio. E você aliviou esse incômodo de alguma forma, Marcelo? "Só no hotel. Na casa, não. De nenhuma forma. Me controlei bem. Mas senti muita falta. Teve uma hora que falei: 'meu Deus do céu, não sei o que é mais' (risos)", brincou.

Clanessa

Marcelo afirmou que sempre acreditou no poder de casais no “BBB”, e achava Vanessa uma forte candidata também por sua relação com Clara . "Agora, até onde vai a veracidade das coisas, eu não sei. Eu comecei a pensar umas coisas… A Clara tem a vida dela aqui fora, né? Tem filho, tem marido…", começou ele, ao ser interrompido pelos jornalistas que avisaram sobre o ponto final que o marido de Clara colocou no relacionamento.

"É mesmo? Caramba! Ela falava que o marido deixava com mulher…Nossa, agora eu fiquei chocado. Mas então, comentei isso com a Poly. A Clara tem filho, marido, e se declara para a Vanessa aqui dentro. Me coloquei na posição do marido e pensei se aquilo tudo era verdadeiro. Mas enfim, se for ou não, o pessoal está vendo em casa, ou elas estão fazendo a cena direito. Sempre confiei muito no público, no que eles estavam enxergando", afirmou.

E agora, o que será de Marcelo? Ele sonha em permanecer em evidência. "Acho que todo mundo sai e diz querer ser ator. Como meu sonho foi entrar aqui (no jogo), não custa a gente sonhar também. Sempre tive vontade de trabalhar com público, encenar, eu gosto muito de novela, eu assisto, às vezes me imagino, choro… Eu quero ser ator, sempre tive vontade. Ou modelo. Mas o foco principal é a TV, alguma coisa assim. Como eu sempre sonhei com o 'BBB', vou sonhar com esse (foco) também", disse.

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