Aline deixou o reality show com 80% dos votos e brincou que nem trabalho vai conseguir após tanta rejeição

Aline bem que tentou nadar para algum canto e não morrer na praia, mas não conseguiu. A atriz deixou a casa do “Big Brother Brasil 14” nessa terça-feira (11) com 80% dos votos , recorde desta edição. “Nossa, é muito. É rejeição isso. Vou mudar de planeta. Só de país não vai adiantar”, brincou na coletiva realizada no Projac logo após sua saída pela porta amarela da casa.

O iG admite: se nas aparições ao vivo com Pedro Bial e em várias situação cotidianas no confinamento a faceta teatral de Aline se destacou muito mais, ao vivo os movimentos ficam maiores, mais desenhados - e também mais naturais. “Muita gente, antes de me conhecer, não vai com a minha cara. Mas eu sou exatamente isso. Sou praticamente um travesti. Tem gente que é cantora e fica cantando o dia inteiro. Eu sou assim, gosto de falar assim, sou expansiva. Mas não é fake, sou chata assim mesmo, sou pentelha assim mesmo”, disse.

Aline continuou sua defesa: “Foi esse excesso de verdade que eu acredito, pelo menos eu tento ser assim, que as pessoas estranharam. Todo mundo é muito político, e eu não acho que isso seja defeito, mas o pessoal é cheio de regras, dedinhos e tal. A minha mãe me dá uma ajuda financeira, mas eu moro sozinha há muito tempo e sou homem e mulher da casa. Acaba que isso, além de me embrutecer um pouco, me tira todo ‘nhénhénhé’. Para mim, se é, é. Não é, não é”.

Com Marcelo e Angela , no caso, “não é”. A discussão que teve com a sister e a briga feia, com direito a copo na cara, com o brother colaboraram para sua eliminação. Mas Aline está com a consciência tranquila. “Ninguém estava lá na minha pele. O Marcelo, até então, era um cara bacana. Bobo, bobo a dar com pau, mas gente boa. A Letícia não quis ficar com ele, usou o menino para tentar permanecer no jogo, e a Angela não gosta do Marcelo. Aquilo ali é um jogo, um game para ganhar, e acredito que ela ganhe, porque ela é muito boa nas palavras. Gosto dela, é uma menina legal, mas eu falava para ela... Ela tava fazendo igual a Leticia”, comentou.

“A Angela, inclusive, falava que era ridículo o jeito do Marcelo dançar. Aí ele resolveu dançar e eu só pensava na Angela ali, né? Eu já estava achando ele tão babaca, mas tão babaca, e todo mundo falou sobre a dança, inclusive eu. Até falei que o Roni fazendo a dança era óh (faz sinal de positivo), já ele fazendo era óh (sinal de negativo). Enquanto o Roni estava lá ele era uma pessoa. Depois que o Roni saiu, a bicha se transformou. Olha, a falta que o Roni faz naquela casa... Em todos os sentidos. Falei que ele era uma cópia barata do Roni, e daí ele veio para cima de mim. Eu, como não levo desaforo para casa e estava por aqui com a bicha, quando ele veio… Não sei se ele ia me bater. Eu deveria ter ficado parada, porque se ele me batesse, ele iria expulso. Mas é instinto de autodefesa. Joguei não só o líquido, mas o copo, e se tivesse uma vassoura, jogaria uma vassoura, se tivesse um quadro solto, jogaria um quadro solto. Foi para me defender de uma agressão. E posso dizer uma coisa para vocês? Nunca fiz isso na minha vida e morria de vontade”, relatou com detalhes.

Beijos, namoros, rótulos e sexualidade

Durante o confinamento, quando a carência apertou, Aline tascou beijos em Vanessa e Clara. Sobre o episódio, ela diz que, até o momento, se considera heterossexual. “Mas essa definição, o rótulo me incomoda. Gosto de gente. De repente posso conhecer uma mulher e achar ela incrível e maravilhosa e casar, ter um relacionamento, adotar filho”, disse. Questionada se, anteriormente, já se relacionou com outras mulheres, Aline deixa a resposta no ar…: “Então... Três pontinhos... Vamos pular para a próxima pergunta?”. É praticamente uma confissão, Aline?

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“Isso não quer dizer nada. É que não quero levantar uma bandeira a favor ou contra. Os meus melhores amigos são gays. Até falei na entrevista antes de entrar na casa que não gosto de mulher no sentido de amizade. Tenho pouquíssimas amigas mulheres. Não me dou bem com mulher, não tenho paciência. Os meus amigos são homens gays. Voltando à pergunta, não é que não queira dizer 'ai, eu sou lésbica' ou 'sou heterossexual'. Até então me considero heterossexual, dei beijinhos nas meninas porque deu vontade, mas acho que tudo é possível”.

Por falar em passado (ou futuro, quem sabe), Aline confirmou que já foi namorada do apresentador Otávio Mesquita . “Foi namoro mesmo. O Otávio é um querido. Não vou dizer que sou apaixonada por ele até hoje porque não sou e pega mal. Mas se eu o visse, ia correndo. Ele é um querido, um fofo. Ele é tudo de bom, não tenho nada para falar dele. Ele está super bem casado, tem um filhinho lindo. Nem mencionei o Otávio na casa porque não tem nada a ver. Ele tem a vida dele, está com a família dele. Desejo muito sucesso para ele”, relembrou.

Lendas de Dona Ledi

O papo foi tão amplo que teve espaço até para higiene. Uma lenda de Dona Ledi tomou conta das rodinhas de bate-papo da casa do “BBB 14”. Afinal, limão tira mesmo o cecê? E, Aline, você tem cecê? ”Gente, vocês ouviram isso? (Risos) Eu brinquei com isso. Digo que tenho o pé na cozinha (num bom sentido, pelo amor de Deus), tenho sangue negro sem dúvida. Pelo jeito de dançar, pela bunda, que é maior que a da minha mãe... E a suvaqueira, meu amor, se não cuidar, vem! Como qualquer ser humano. Não tenho suvaqueira, mas cuido para não ter. Só que sou brincalhona, e minha mãe falava, quando eu era mocinha, para passar limão antes de dormir", contou.

Por falar nela, a presença de Dona Ledi no jogo era uma espécie de possível salvação para Aline, segundo a própria. “Sabe que achei que eu fosse, de repente, não digo ficar, porque foi um paredão que nem chorei durante a semana. Eu já esperava. Mas pensei que poderia dar uma amenizada pela minha mãe. Pensei: ‘talvez eles (público) acabem me aceitando mais ou gostando mais de mim por causa da minha mãe’".

E agora, quem é o maior jogador da edição? “São muitos. Gosto da pessoa, de verdade, mas acho que a maior jogadora ali é a Angela, sem dúvida. Ela é bacana, mas está jogando. Mas é um jogo, tem que ser jogado. Acho que ela está jogando muito bem”, opinou a atriz, que ainda não sabe o que vai fazer para voltar ao trabalho e conseguir quitar as dívidas. “Se o povo está me odiando, alguém vai querer me dar trabalho, gente? Se alguém quiser me dar, eu aceito”, disse.

Enquanto o trabalho grande não surge, o que vai fazer nas próximas horas de liberdade? “Bom, primeiro (vou para) terapia, né? Depois vou pintar o cabelo, fazer uma plástica radical, vou mudar de nome… Estou brincando. É um jogo, e corri o risco. Eu podia ser amada, podia ganhar R$ 1 milhão, podia ser rejeitada… Não ganhei nem um carrinho. Ôh, Polyana (risos)! A gente sempre deve melhorar. Já sou véia, né, gente? Já tenho certa idade no lombo, então não é fácil assim. Mas sou inteligente, eu acho. Se vejo que a coisa está ruim, e alguém sentar e conversar comigo, eu vou ouvir. Não vou deixar de ser eu mesma não, mas se eu conseguir, vou deixar de ser menos contestadora ou menos agressiva", finalizou.

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