Atriz francesa, conhecida por "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", divulga seu novo filme no Festival Varilux de Cinema Francês

Audrey Tautou veio ao Brasil para participar do Festival Varilux de Cinema Francês
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Audrey Tautou veio ao Brasil para participar do Festival Varilux de Cinema Francês
Audrey Tautou se sentiu em casa em São Paulo. Na capital paulista desde a segunda-feira (6), a atriz francesa caminhou pelas ruas da cidade tranquilamente, assim como faz em Paris, onde mora. “Em Paris, eu ando a pé, de metrô, de bicicleta”, disse ela em entrevista ao iG Gente , nesta quarta-feira (8). Mas num dos passeios paulistanos no entorno do hotel, ela foi acompanhada de seis seguranças.

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Audrey está no País para participar do Festival Varilux de Cinema Francês, que começa hoje em 22 cidades brasileiras e conta também com a presença de Catherine Deneuve . Quem esperava por uma Audrey divertida, como aparece em seu novo filme, “Uma Doce Mentira”, e em seu grande sucesso “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001), ou sedutora, como na campanha do perfume “Chanel Coco Mademoiselle”, surpreende-se com a chegada da atriz para a entrevista.

A indústria americana é uma grande máquina, foi formidável trabalhar com Tom Hanks. Mas não tenho um desejo de seguir uma carreira em Hollywood"

Usando sapatilhas baixas, jeans e camiseta, Audrey é muito mais magra do que aparenta nas telas, e nem mesmo o casaquinho Chanel que vestia lhe proporcionava o glamour de uma estrela, que já atuou em filmes de Hollywood, como “O Código Da Vinci” (2006). Parecia uma garota comum, daquelas que passam quase despercebidas pelos metrôs de Paris ou pelas ruas de São Paulo.

 Confira o bate-papo com Audrey Tautou, que fica no Brasil até domingo (12)...

iG: Você passeou por São Paulo. Gostou? Foi reconhecida na rua?
Audrey Tautou:
Fui até o Masp e vi a exposição permanente do museu. Ninguém me reconheceu. Só alguns estudantes que estavam em um grupo escolar, que ficaram felizes em me encontrar. Conheci os dois andares do museu e gostei de conhecer alguns artistas contemporâneos brasileiros.

iG: Conhece algum artista brasileiro?
Audrey Tautou:
Não conheço nenhum artista nem cantor brasileiro, mas estou descobrindo. Admiro o trabalho do arquiteto Oscar Niemeyer.

iG: Você já declarou que nunca moraria em Los Angeles, atitude normal para atores estrangeiros que fazem filmes em Hollywood. É verdade?
Audrey Tautou:
Não é que não gostaria de morar lá, mas em Paris eu tenho minha família, tenho amigos, tenho uma vida culturalmente mais rica. Não tenho nada contra Los Angeles, mas não tenho nenhum elo que me liga à cidade. E só de pensar que teria que fazer tudo de carro é deprimente pra mim. Em Paris, eu ando a pé, de metrô, de bicicleta.

Em Paris, eu ando a pé, de metrô, de bicicleta"

iG: Como foi fazer “O Código da Vinci”?
Audrey Tautou:
Eu adorei. Foi uma experiência muito exótica. A indústria americana é uma grande máquina, foi formidável trabalhar com Tom Hanks . Pontualmente sim, gostaria de fazer outros filmes, mas não tenho um desejo de seguir uma carreira em Hollywood.

iG: Em “Uma Doce Mentira”, você recebe uma carta de amor anônima. Já recebeu ou escreveu alguma?
Audrey Tautou:
Não, nunca escrevi uma carta anônima. Sempre assino as que eu escrevo. Nem recebi.

Os colegas de Audrey em
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Os colegas de Audrey em "Uma Doce Mentira": Nathalie Baye e Sami Bouajila

iG: Você mora hoje em Paris, mas “Uma Doce Mentira” se passa no litoral da França, em Sète? Como foi filmar lá?
Audrey Tautou:
Sète é uma cidade muito simpática, bem diferente da atmosfera de Paris. Apesar de gostar de Paris, eu gostaria de passar uma semana por lá todos os anos. Me apaixonei pela cidade.

iG: Aconteceu algo durante as filmagens que tenha te marcado?
Audrey Tautou:
Foi um prazer fazer esse filme, de encenar, foi um filme muito bem concebido. O mais gostoso é que no fim do dia a gente ia para a praia fazer piquenique e tomar banho de mar.

iG: Você interpreta a cabeleireira Emilie, que quer ajudar a mãe de todas as maneiras a ser feliz. Mas se atrapalha toda. Tem algo da personagem?
Audrey Tautou:
Não tenho uma relação tão estreita com a minha mãe como Emilie. Mas às vezes me sinto insegura e frágil como ela.

Fui até o Masp e ninguém me reconheceu. Só alguns estudantes que ficaram felizes em me encontrar"

iG: Existe alguma relação entre as personagens Emilie e Amélie, do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”? As duas querem fazer o bem...
Audrey Tautou:
A diferença é que a Emilie quer fazer o bem, mas entra em um monte de confusões. Ela tem boas intenções, mas não vai por um bom caminho. Os métodos dela são menos eficazes que os métodos de Amélie (risos).

iG: Sente alguma dificuldade em fazer drama, como em “Coco Antes de Chanel”?
Audrey Tautou:
Tive que estudar claro, me preparar bem porque o personagem era uma pessoa que existiu. Mas não tenho nenhuma dificuldade em mudar de gêneros, fazer comédia ou drama. É tudo o mesmo desafio pra mim.

iG: Como é seu cuidado com a aparência?
Audrey Tautou:
Não ligo muito para essa coisa da aparência, da moda. Só fiz a campanha da Chanel, foi a única vez. Sou atriz, então tenho que cuidar da minha imagem.

iG: Um de seus filmes mais conhecidos aqui no Brasil é “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”. O que esse filme significou na sua carreira?
Audrey Tautou:
Me marcou muito porque é um filme bom, que fez um sucesso singular. Se tornou um filme extremamente célebre. E me mudou muito também, me permitindo ver outras possibilidades de trabalho, outras oportunidades surgiram. Foi formidável.

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