Em entrevista reveladora ao The Hollywood Reporter, Renee Zellweger disse não ver como algo negativo o envelhecimento e criticou o fato dessa pergunta continuar sendo feita para as atrizes

“Por que ainda estamos falando sobre o visual das mulheres?”, provoca Renne Zellweger na reportagem de capa da revista The Hollywood Reporter que vai às bancas nesta quarta-feira (24) nos Estados Unidos. Depois de um hiato de seis anos, a estrela está de volta ao cinema com “O Bebê de Bridget Jones” , terceiro filme da série baseada nos romances de Helen Fielding.

A atriz Renee Zellweger é a principal atração da publicação de entretenimento The Hollywood Reporter desta semana
Reprodução/The Hollywood Reporter
A atriz Renee Zellweger é a principal atração da publicação de entretenimento The Hollywood Reporter desta semana

 Na entrevista, Renee Zellweger fala de seu afastamento de Hollywood e do machismo imperioso na indústria do cinema que se enuncia mesmo nas pequenas coisas, como em uma entrevista promocional. “Eu nunca vi o envelhecimento de uma mulher como uma coisa negativa”. “Mas esta conversa perpetua o problema. Por que ainda estamos falando sobre o visual das mulheres? Por que valorizamos mais a beleza do que a competência? Nós não parecemos valorizar mais a beleza do que a competência para os homens. Simplesmente a conversa não é essa!”

Leia mais:  "O Bebê de Bridget Jones": 1º trailer mostra protagonista grávida aos 40 anos

A eterna Bridget Jones observa, ainda, que Hollywood parece não lidar bem também com as mulheres na audiência. “Todas as minhas amigas esperam por filmes que elas possam se relacionar e eu não sei por que não estamos fazendo filmes para elas”. Em parte, a razão de existir um terceiro “Bridget Jones” deriva dessa problemática. Mas não foi fácil tirar o filme do papel. O roteiro passou por diversos tratamentos e o roteiro definitivo só ganhou corpo após Fielding lançar um novo livro e revisar o texto do filme.

Renee Zellweger
Reprodução/The Hollywood Reporter
Renee Zellweger

“Quando eu penso em Bridget Jones, eu penso em Renee; e se eu penso em Renee, eu penso em Bridget Jones. Renee e Bridget são sinônimos. Não é como James Bond ou outra franquia”, observa à revista Eric Fellner , um dos diretores da Working Title, estúdio responsável pela produção. Esse relato ajuda a entender outro ponto central da demora de 12 anos entre “Bridget Jones: No Limite da Razão” e o terceiro filme. Zellweger não estava convencida de que voltar a viver Bridget era a coisa certa a fazer. “Na minha avaliação, o roteiro não era o certo”, observa a atriz.

Sobre o tempo longe de Hollywood,  “Caso 39” e “A Minha Canção de Amor” são de 2009 e 2010, a atriz diz que queria crescer como pessoa. “Se você não explora outras coisas, você acorda 20 anos depois e ainda é aquela mesma pessoa que só aprende algo quando vai pesquisar para um personagem. Você precisa crescer”.

Durante esse exílio auto imposto, a atriz curtiu os 40 acres de sua fazenda em Connecticut. De volta a Hollywood, Renne Zellweger, agora com 47 anos, mantém a postura zen.  “Meu principal objetivo é evitar qualquer negatividade que possa entrar na minha consciência”.

THR cover: Renee Zellweger on aging in Hollywood, gender inequality, politics and her six-year break | Link in profile, photo: @millermobley

Uma foto publicada por Hollywood Reporter (@hollywoodreporter) em


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.