"Os Dez Mandamentos" estreia no dia 23 de março e emissora pretende consolidar o horário com teledramaturgia própria

Elenco de 'Os dez mandamentos' se reúne em coletiva de imprensa
Divulgação/Record
Elenco de 'Os dez mandamentos' se reúne em coletiva de imprensa


A Record está prestes a estrear mais um projeto de teledramaturgia em sua grade. A novidade virá poucos dias após a chegada de “Babilônia”, nova novela das 21h da Globo. Ainda assim, Anderson Souza , diretor de teledramaturgia da Record, garantiu nesta terça-feira (17), durante a coletiva de imprensa de "Os Dez Mandamentos, no Rio, não temer a concorrência.

“Até porque nosso planejamento independe do planejamento deles. Quando a gente determinou essa data, não tínhamos conhecimento de quando ia acabar ou quando ia estrear (a nova novela na concorrência). A gente está fazendo nosso trabalho, apostando nisso. Uma novela bíblica é novo, é ousado, mas temos feedback positivo das minisséries que foram bem aceitas pelo público", afirmou ele ao iG .

A novela bíblica entra no ar no dia 23 de março e ocupa o horário das 20h30, que a emissora pretende fixar para novelas e produções próprias. "Escrava Mãe", por exemplo, que vai ser gravada em São Paulo e deve entrar no ar em outubro, seguida por "Josué", outro projeto do canal, deve ocupar esse espaço na grade de programação.

"A princípio, hoje, 20h30 é o horário único de novela na casa. Estamos trabalhando para voltar os dois horários, mas na situação atual do país por enquanto é isso", destacou o diretor, que fez um alto investimento para esta produção.

Investimentos

Para cada capítulo de "Os Dez Mandamentos", a Record investiu R$ 700 mil. "É um investimento bem grande da casa. Eu tenho certeza que uma semana depois da estreia, a concorrência estará incomodada. Se o Ibope não for rigoroso como anda sendo nos últimos tempos com a gente, podemos conseguir dezenas. Vai chegar a 10, 20, 30 pontos no Ibope", provocou  Walter Zagary , vice-presidente comercial da Record, que ainda completa: “'Os Dez Mandamentos' é uma mudança de paradigma na história da TV brasileira, eu tenho certeza".

"Esse valor de R$ 700 mil reais por capítulo é todo o projeto, com tudo que precisa ser produzido", pontuou Anderson. Justificando alguns custos, a cidade cenográfica, por exemplo, tem sete mil metros quadrados e demorou cerca de sete meses para ficar pronta. Fora isso, houve muitas gravações no exterior. "Esse elenco foi guerreiro. Gravamos no Deserto do Atacama, no Chile, com temperaturas que variavam de -4ºC até 35ºC em um único dia. É um projeto audacioso, que precisa de 100% do apoio da empresa para sair do papel", falou  Alexandre Avancini , diretor geral da atração.

Para ele, a novela bíblica é mais um passo de ousadia da emissora. "Vejo a Record como a emissora mais ousada do país. Em 2007 lançamos umas novela com uma protagonista que morava em uma comunidade. Gravamos a novela inteira em locação em comunidades. A concorrência veio logo depois atrás. Depois fizemos 'A Lei e o Crime', que abordava bem a relação das policias com traficantes. Em seguida veio a saga 'Mutantes', e agora chegamos com a primeira novela bíblica vindo de seis sucessos de minisséries bíblicas. Eu vejo as produções que realizam fora do país, e digo que fazemos melhor que todo mundo", disparou.

Efeitos especiais e concorrência

Anderson contou ainda que a novela terá com um dedinho gringo. Alguns efeitos especiais, como Moisés abrindo o Mar Vermelho, serão produzidos em Hollywood: "Agora a gente está na fase de storyboard. Eles trabalham a longo prazo, com cinema, mas já fomos para os Estados Unidos mostrar o que precisa ser feito. A conversa já começou há uns quatro, cinco meses. E eles vêm para o Brasil agora acompanhar a gravação, pegar esse material de storyboard, levar para Los Angeles e começar a, de fato, inserir os efeitos no material", afirmou o diretor.

Antes de encerrar o encontro, ele ainda falou sobre o público da Record e a concorrência e mostrou não temer o embate entre as novelas. “Existe uma parcela muito particular que gosta das nossas produções. E existe uma grande parcela que assiste lá e assiste aqui também. Temos nosso público cativo que assiste 'Vitória' batendo de frente com a novela da concorrente e temos o público que flutua. E agora estamos num horário alternativo. Então para quem gosta, é mais uma opção de novela".




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