Repórter do "Pânico na Band" diz que não houve uma briga entre elas e entrega que sempre foi fã da ex-panicat


“Foi uma coisa que surgiu e eu abracei”. Assim, Mari Gonzalez , conhecida como a Baianinha, do “Pânico na TV”, resume sua entrada como panicat na atração. A modelo tem 21 anos (“sou um baby”), namora há oito o fisiculturista Cauê Marinho , 22, e até entrar no elenco do “Pânico” cursava Educação Física na Universidade Federal de Salvador.

Mari estava fazendo um trabalho como modelo no aeroporto da capital baiana quando recebeu o convite para participar do programa. “Estavam o Dinho, que é o maquiador lá do ‘Pânico’, e o Carioca. Eles me encontraram e falaram que eu seria a nova panicat. Ele insistiu tanto, que acabei dando meu número. Depois de três dias me ligaram”, relembra a modelo, que mesmo desconfiada embarcou para São Paulo e viu que a história não era nem cantada, nem brincadeira.

“Chegando lá, pronto. Fui toda desconfiada, sozinha, mas com coração aberto. Depois de uma semana, me ligaram, peguei minhas coisas e vim embora. Foi tudo muito rápido, sem explicação. Não é: ‘ah, eu queria ser panicat’. Foi uma coisa que surgiu e eu abracei.”

Não sei se é por inveja, o que é. Mas esse preconceito vem muito mais de mulher do que de homem".

Cauê também pegou suas malas e seguiu com a namorada para a capital paulista. No início, ele foi personal trainer de Mari. Mas depois optou por focar na própria carreira. “Casa de ferreiro, espeto de pau. Sou fisiculturista hoje. Então fico muito focado em mim mesmo, não tenho o tempo para dedicar a ela”, afirmou o atleta, que contou que ficava chateado ao ver que a namorada não seguia sua dieta rigorosa. “Ele botava para eu comer batata doce e frango o dia inteiro. Quem é que aguenta? Ia virar uma galinha. Não estava aguentando mais. Pior é que não suporto batata doce”, diverte-se Mari, que agora conta com uma personal trainer.

Corpo em forma

Mesmo com toda a dedicação na malhação e alimentação regrada, Mari foge daquele perfil de panicat, com o corpo marombado. “Quando entrei, foi a principal coisa que foi dita: ‘não quero que você cresça o seu corpo. Quero que mantenha assim’. Me dediquei mais para manter corpo, fazer dieta, estética. Tem sacrifício? Tem. Mas acho que não tão grande, porque não precisei mudar nada. Só melhorar”, analisa Baianinha.

Para manter a boa forma, Mari tem acompanhamento de especialistas, mas não nega dar suas escapadas. “Eu faço dieta, mas às vezes, como brigadeiro escondido”, confessa Mari, entre risos. Seu namorado relembra uma dessas escapulidas. “Tem um vídeo no Instagram dela que estou preso para fora de casa, porque eu ficava regulando a dieta. Eu gritava por ela e tentava abrir a varanda e nada. Daqui a pouco, ela filmando que estava comendo. Me trancou do lado de fora para eu poder comer”, se diverte Cauê, que ainda relembrou o dia em que encontrou papel de bombom escondido na bolsa de Baianinha.

Cauê não foi o único a “sofrer” com as fugidinhas de Mari da dieta. Sua atual personal também passou pela situação. “Um dia botei uma foto no Instagram e escrevi que o biscoito era uma delícia. Ela mandou uma bronca para mim. E eu falei: ‘não, era só propaganda’. Mentira, tinha comido todo”, se diverte.

Nesse clima de garota espevitada, Mari conta alguns de seus segredos, que mostram um pouco de seu lado menina e, outro, de seu lado mulher. “Tenho medo de espírito. Tenho toque. Toda vez que fecho a porta de casa eu pergunto: ‘eu fechei?’. Sou esquecida demais. Tem também um segredo que não posso contar, mas, de noite, às vezes, eu chupo o dedo. Gente, isso é um segredo, muito segredo”, entrega Mari.

Não peguei o lugar da Nicole. Até porque nós apresentaríamos juntas na bancada. Saiu porque quis."

Sobre o medo de espíritos, Mari relembra que a produção do “Pânico” já usou isso para fazer uma pegadinha com ela na Fazendinha Maldita. Outro desafio que ela encarou enquanto panicat foi o de ficar em meio a centenas de abelhas. “Tomei 20 picadas. O sinal, caso eu estivesse sendo picada, era falar ‘acarajé’. Até parece que na hora lembrei da palavra na hora. Gritava que estava picando, estava picando, e quando lembrei da palavra, já estava com 20. Mas tinha ambulância, bombeiro, estava sendo amparada ali de perto”, conta ela. No dia do ensaio para o iG, ela mostrou mais um desafio que encarou pelo programa: ao andar de skate, levou uma queda e ficou com vários roxos na perna.

Ainda assim, ela diz que não tem medo de nenhum tipo de brincadeira que os integrantes da atração possam fazer com ela. “Apesar de nunca ter sido meu sonho ser panicat, eu me encontrei. Então, não tenho medo de nada que eles armarem”.

Ele (namorado) botava para eu comer batata doce e frango o dia inteiro. Quem é que aguenta? Ia virar uma galinha. Não estava aguentando mais."

Confusão entre integrantes

Na temporada de 2015, Mari assumiu o posto de repórter, que já foi ocupado por Nicole Bahls  e Sabrina Sato . Aliás, foi com Nicole que Baianinha teve um atrito na época em que ainda era Panicat. Na verdade, segundo Mari, o atrito nunca aconteceu. E também não foi nada armado pela produção. “Nem chegamos a brigar. Não houve uma discussão. Houve algo de ela não ter gostado de mim por algum motivo. E eu não entendia o por que. Eu chegava em casa e chorava todo dia, porque eu sabia que não tinha feito nada para ela. E o pior é que eu era muito fã da Nicole. Sempre gostei do jeito espontâneo dela. Mas não rolou amizade”, explica Mari.

A modelo ainda explica que não roubou o lugar de Nicole, como foi dito na época. “Não peguei o lugar dela. Até porque nós apresentaríamos juntas na bancada. Já haviam anunciado no ano anterior que seria assim. Ela saiu porque quis”, afirmou. Mari conta que Nicole não deu explicações sobre a saída e que o nome da ex-panicat também não é citado nos bastidores. “Ela nunca falou nada e, nós, também não ficamos falando sobre ela. Pra que?”.

No posto de repórter, Mari foca nos estudos, já que desistiu de vez da faculdade de Educação Física. “Comecei um curso de inglês e vou fazer um curso de apresentadora. Estamos esperando um pouco. Mas agora vou me dedicar a carreira de TV”.

Carreira

Em seu trabalho como modelo, Mari já foi standing de Ivete Sangalo . Quando a cantora precisava posar para alguma marca, Baianinha era uma espécie de dublê na hora dos testes de luz e figurino. “Ivete só ia lá e clicava. Era bem legal. Logo que entrei no ‘Pânico’ fiz uma reportagem com ela. Foi a benção para o programa”, relembra.

Ela também passou por eventos, feiras, clipes e desfiles de moda. Até por isso, Mari declara que não teria problema se tivesse entrado no “Pânico” na época em que as assistentes de palco ganhavam R$ 100 por domingo. “Mulher, eu fazia evento de seis horas em pé, ganhado R$ 150. Porque não toparia? O ‘Pânico’ é uma oportunidade. Depois que você entra, todo mundo te conhece. Não é só o ‘Pânico’. É tudo o que ele envolve”, conta.

Sobre seu salário atual, ela não confirma e nem nega o valor de R$ 5 mil. “É mais ou menos, nada confirmado. Mas realmente em relação a outras panicats... Nenhuma mais ganha isso. Graças a Deus entrei numa época boa”.

Eu chegava em casa e chorava todo dia, porque eu sabia que não tinha feito nada para ela. E o pior é que eu era muito fã da Nicole."

Independente do momento em que entrou na atração, Mari revela que houve um certo preconceito em relação a ela quando contou que deixaria a universidade para assumir o posto. “Rolou preconceito quando falei que largaria a faculdade para ser panicat. As pessoas não acreditavam que eu deixaria uma federal para isso”, conta ela, que ainda afirma que o preconceito contra panicats vem, em sua maioria, por parte do público feminino. “Não sei se é por inveja, o que é. Mas esse preconceito vem muito mais de mulher do que de homem”, declarou.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.