Atriz que vive Danielle na trama das 21h da Globo autografou para amigos livro que reúne crônicas sobre assuntos diversos do universo feminino

O comentário era geral. Há muito tempo não se via um lançamento de livro tão recheado de estrelas na fila dos autógrafos. O fenômeno ganha dimensão quando as estrelas em questão estão no ar no horário nobre da Globo e gravando feito loucas. Por isso, Maria Ribeiro pode se orgulhar. A Danielle de “Império” reuniu quase todos os colegas de trabalho na livraria Argumento, no Leblon, na noite de quarta-feira (14), para a divulgação de “Trinta e Oito e Meio”, seu primeiro livro.

A obra, na verdade, é uma coletânea de crônicas de Maria já publicadas na revista “TPM”. Apenas quatro textos são inéditos. Os assuntos são variados e conversam, principalmente, com o universo feminino. E tudo de peito aberto, dando nome aos bois. Maria fala de colegas de trabalho, do marido (o ator Caio Blat ), dos filhos (João, do casamento com Paulo Betti , e Bento, filho de Blat), de fases da vida, de erros, acertos, apostas e opiniões. Está tudo lá, em deliciosas pílulas.

“Lendo de uma tacada só, é quase uma autobiografia dos últimos cinco anos da minha vida”, diz ela ao iG, antes da bagunça começar. Na fila, além dos nomes de “Império”, não faltaram parceiros do dia a dia, como Carolina Dieckmann , que ganhou um pedido de desculpas em forma de crônica.

Maria explicou: “Eu me sinto mais exposta em dizer minha opinião, as minhas fraquezas, do que exatamente em atos em si. Por exemplo, tem uma crônica em que eu estou pedindo desculpas para a Carolina. A gente teve uma briga e eu escrevi sobre isso. Nesse sentido, eu tenho prazer em expor as fraquezas. Esse é o meu dia a dia. Quando você tem um personagem, você está atrás do personagem, e no livro eu sou totalmente eu”.

A grande amiga
Na fila, Carol relembrou o fato. “Pô, ela me mandou essa crônica no dia do meu aniversário. Eu estava dirigindo e quase bati com o carro. Acho que chorei uns 10 minutos seguidos (risos). Eu já tinha desculpado a Maria, ela só tornou pública a realidade de todos os bons amigos que brigam”, disse Carol sobre a melhor amiga. “Amizade é escolha. Algumas pessoas a gente cultiva, rega como planta para que fortaleça ao longo da vida. Com a Maria é assim. A gente é muito diferente, mas sempre quis ser amiga dela. Sempre procuramos ter uma a outra”, contou a atriz.

De maneira geral, Maria também comentou essa facilidade em arrancar (menina de sorte!) elogios da massa de amigos. “Cara, eu sou boa de fazer amigo. Eu tenho uma capacidade muito grande de ouvir. Eu realmente ouço, e eu tenho interesse pelas pessoas. Eu tenho interesse desde minha colega de cena, até a pessoa que me maquia, passando pela camareira. Eu gosto de gente. Talvez eu seja até mais uma comunicadora do que uma atriz. Eu não gosto de ficar numa situação de alturas diferentes, porque não acho que minha profissão seja melhor que nenhuma outra”, afirmou.

Leandra Leal elogiou a postura da autora da noite, assim como seu senso de humor. “Eu li várias colunas dela já na revista e admiro muito o texto. Ela é uma figura muito bem humorada, inteligente, sagaz, e estou muito feliz de poder estar perto, de conviver com a Maria hoje. Essa é a primeira vez que trabalhamos juntas. E eu sabia que ela era uma pessoa legal, mas não imaginava que era tão engraçada assim”, revelou.

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A grande família
Dos fictícios Medeiros, apenas Andréia Horta , que vive Maria Clara, não quis falar com a imprensa. “Hoje estou à paisana, não estou trabalhando. Tudo bem?”, disse, educada, se desculpando. Sem problemas. Lilia Cabral , intérprete da poderosa Maria Marta, surgiu como um relâmpago. De pé enfaixado, disparou elogios para a estrela da noite, e não comentou o machucado. “Tive um acidente em casa”, contou antes de bater em retirada.

A grande família (desta vez, de sangue) formada pela atriz provou viver muito bem, obrigada. Assim que pegou o autógrafo da ex-mulher, Paulo Betti falou com Caio e combinou tarefas básicas do cotidiano. João, o filho, iria embora com o pai. No dia seguinte, todos pareciam se encontrar para um almoço. “Mas e como a gente faz?”, perguntou Caio. “O peixe eu já vou comprar agora. Na volta do mercado, aque é aqui na frente, já pego o João”, rebateu Paulo. E assim seja.

Ali, não há motivo para bico e desentendimento. “Eu me dou bem com as minhas duas ex-mulheres, Maria e Eliane (Giardini). Nesse caso, é bom quando você se entende bem com pessoa, porque se você viveu um período junto é porque você amou aquela pessoa. É importante que sobreviva alguma coisa daí”, falou Paulo ao iG. Segundo ele, Maria não o consultou antes de escrever sobre o passado juntos. “Tudo faz parte. Pelo que li, não tem nada demais, não. Maria tem uma capacidade incrível de registrar o cotidiano de maneira muito emocionada”, elogiou.

O grande amor
Grudado na mesa onde a amada assinava os livros, Caio era só amor e admiração pela companheira. “Agora eu tenho uma mulher escritora, já viu?”, brincou ele, justo ele, que é tão reservado. “Pois é, isso é muito maluco. Os textos da Maria são tão pessoais, né? Falam da intimidade, das crianças… Mas acho ela tão generosa que nem parece tanta exposição assim. Passa a ser proteção a partir de certo do ponto”, comentou o ator.

“Muita gente faz esforço enorme pra reforçar a maquiagem, enquanto a Maria tira as máscaras, os medos, os erros, fala do que não deu certo, o que quer realizar, e isso é generoso. A intimidade é imediata para quem lê. Eu tenho o privilégio de ser o primeiro leitor, porque sempre estou do lado durante a redação do texto. O limite ela dá. Às vezes ela reduz, corta... Ela sabe”, finalizou.

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