Vera Fischer comemora 63 anos. Relembre os trabalhos, os sucessos e as polêmicas da atriz


Vera Fischer em evento no começo deste ano no Rio
William Oda/AgNews
Vera Fischer em evento no começo deste ano no Rio

Com uma carreira que inclui dezenas de filmes, seriados e novelas, além de peças no teatro, Vera Fischer chega, neste 27 de novembro, aos 63 anos como uma estrela apagada.

O furacão loiro que surgiu como um cometa que tinha tudo para manter-se em rota de ascensão, já não brilha.

Cinema

Nascida no sul do Brasil, Vera descobriu os holofotes aos 18 anos, quando foi eleita Miss Brasil, em 1969. Após a exposição e o sucesso no concurso, engatou uma carreira bem-sucedida no cinema estrelando uma série de pornochanchadas entre 1972 e o início dos anos 1990, em que se destacam "A Super Fêmea" (1973), “Perdoa-me Por me Traíres” (1980), “Eu Te Amo” (1981), “Amor, Estranho Amor” (1982), polêmico filme protagonizado por Xuxa , “Amor Voraz” (1984) e “Doida Demais” (1989).

TV

Vera Fischer em 'Brilhante'
Divulgação
Vera Fischer em 'Brilhante'

Não demorou muito para que ela atraísse os olheiros da TV Globo e, paralelamente ao trabalho no cinema, em 1978, viveu a primeira protagonista de sua carreira nas telenovelas, em “Sinal de Alerta”. Ainda fez “Os Gigantes” (1979), “Coração Alado” (1980), “Brilhante” (1981) e “Mandala” (1987).

O auge

Atingiu o ápice aos 40 anos, com as minisséries de sucesso “Riacho Doce” e “Desejo” (1990). Em 1993, dividiu-se entre a peça “Desejo”, de Eugene O'Neill, a minissérie “Agosto”, na TV Globo, e “Forever”, filme de Walter Hugo Khouri. Na mesma época, ainda foi protagonista de “Perigosas Peruas” (1992), “Pátria Minha” (1994), do filme “Navalha na Carne” (1997), e da peça “Gato Em Teto de Zinco Quente” (1998).

O Primeiro Casamento

Seu primeiro marido foi Perry Salles , que a dirigiu em "A Super Fêmea", com quem, em 1979, teve a primeira filha, Rafaella .

Polêmicas

Vera Fischer com Felipe Camargo
Divulgação
Vera Fischer com Felipe Camargo

Mas na segunda metade da mesma década, sua trajetória já estava em declínio. A vida pessoal começou a pesar. O casamento com Felipe Camargo , com quem contracenou em “Mandala” (1987) e teve um filho, Gabriel, acabou se tornando um dos períodos mais conturbados de sua vida. Depois de muitos escândalos e brigas, travou uma longa e desgastante batalha judicial pela guarda do filho, que acabou perdendo, o que a levou a abusar das drogas e do álcool.

Não por acaso, internou-se uma série de vezes em clínicas de reabilitação, sendo o período mais longo em 1997. Junta-se a tudo isso o processo movido por uma ex-babá do filho de Vera, que acusou a atriz de tê-la agredido a tesouradas em 1995.

Helena

Em paz com a vida pessoal, mas já não mais uma das principais estrelas da televisão, realizou seu último trabalho de destaque como a protagonista Helena na novela “Laços de Família” (2000), de Manoel Carlos, um grande sucesso de audiência. Ainda teria um papel de destaque em “O Clone” (2001), de Glória Perez, e em “Agora É Que São Elas” (2003), mas já sem a força dos seus grandes sucessos da década anterior.

Participações especiais

Na segunda metade dos anos 2000, Vera emplacou apenas um trabalho de destaque, na minissérie "Amazônia" (2007). Os outros foram uma série de pontas em novelas, como "América" (2005), "Caminho das Índias" (2009) e "Insensato Coração" (2011). O último papel em uma novela foi a vilã Irina de "Salve Jorge" (2012), personagem que deixou a atriz extremamente insatisfeita.

Afastada da mídia nos últimos anos, nas raras aparições que fez disse não estar mais interessada em TV. A própria TV, por sua vez, já não parece mais ter interesse por ela. Nem os tapetes vermelhos, nem os holofotes. Como um furacão, Vera deixou suas marcas, mas passou.

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