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Em anúncio de retorno aos palcos, cantor falou sobre sua passagem pela clínica de reabilitação e mostrou que está focado em uma nova vida


Um mês após deixar a clínica de reabilitação, Hudson e o irmão, Edson , se reuniram com a imprensa para falar sobre diversos assuntos. Entre eles, o período em que Hudson passou internado e seu atual estado de saúde. “Estou muito feliz. O Hudson, além de ser um grande artistas, é um grande vencedor. Me fez enxergar as coisas boas da vida e a ver de um modo diferente”, afirmou Edson, durante o encontro, que aconteceu nesta terça-feira (21), no Villa Country, em São Paulo.

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Se preparando para o show de retorno aos palcos, no dia 4 de novembro, Hudson comentou que está ansioso para sua reestreia, após ficar sete meses internado. “Estou apreensivo. Parece que é a primeira vez que vou subir aos palcos. Mas estou muito confiante. Quero levar o melhor da nossa dupla e a história dela”, afirmou o cantor.

Hudson ainda relembrou a fase que ficou internado e o que levou de lição desta fase. “Estar em uma clínica não é fácil. Você fica isolado do mundo, da família. Mas como eu estava doente, foi necessário para dar valor às coisas que realmente importam, como a família. Quando eu estava na lama, não dava valor. Me sinto um novo homem. Antes, anestesiava os problemas na bebida. Agora, eu encaro”, comentou ele, que por diversas vezes na entrevista usou o lema que os pacientes de clínicas de recuperação costumam usar: “Só por hoje vou viver minha vida”.

Estrada

O cantor não escondeu que tem medo de voltar à estrada, onde é muito fácil encontrar seus vícios novamente. Ainda sim, decidiu encarar e reverter esse temor em vitória. “Tenho medo, porque sou ser humano e, todo ser humano é apto de falhas. Mas o medo é o que vai me deixar afastado de tudo isso. Passei pela morte várias vezes. Só por hoje não quero mais isso na minha vida. Oro bastante, quero ter uma vida melhor. O exemplo do que não se deve fazer, eu já dei. Agora, quero ser um bom exemplo de que existe vida após as drogas”, comentou o cantor.

Aliás, o cantor já se viu como um bom exemplo neste mês fora da clínica. Um funcionário viciado pediu para a família o internar na reabilitação ao ver que o tratamento deu resultado no patrão.

Hudson também se disse aliviado ao perceber que aquele vício, que foi agravado com a morte de sua ex-mulher, era doença. “Porque tem gente que acha que isso é sem-vergonhice ou coisa de vagabundo”.

Livro

A história de Hudson, assim como a da dupla, deve virar um Livro em breve. Hudson falou sobre esse desejo durante a coletiva e contou que o projeto deve se chamar “Pastinha Amarela”, em referência ao objeto usado pelo para guardar contratos e trabalhos da dupla quando Edson e Hudson iniciaram a carreira.

“Sempre tive vontade de fazer um livro sobre a dupla, até porque, temos mais de 30 anos de carreira. Mas tinha vontade de escrever depois que me livrasse de todas essas maldições de minha vida”, afirmou se referindo ao vício de álcool e drogas. “Na lama, você não consegue fazer um filme ou um livro com final feliz. Agora, tenho condições de fazer isso”.

Gian e Giovani

Assim como Gian e Giovani, Edson e Hudson já passaram por uma crise familiar que antecedeu a internação do sertanejo. Uma briga entre os irmãos culminou na separação. Mas, dois anos depois, eles acertaram os ponteiros e retomaram os trabalhos.

Experientes no assunto, eles deram um conselho para Gian e Giovani, que anunciaram a separação nas últimas semanas . “O conselho que deixaria é o que eu e o Hudson aprendemos: não deixar que ninguém entre na vida pessoal da gente. Várias vezes deixamos pessoas darem palpites sobre nossas vidas, nossa carreira. Agora, somo um ferro fundido por Deus. Esse nosso novo show retrata isso, a nossa união”.

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