Para a atriz, a polarização dos eleitores não é boa e se deu de forma brusca na votação presidencial deste ano

Andrea Beltrão recebe o carinho de Fernanda Torres na estreia de 'Nômades', no Rio
Alex Palarea / AgNews
Andrea Beltrão recebe o carinho de Fernanda Torres na estreia de 'Nômades', no Rio

Na noite de sexta-feira (17), antes da estreia da peça "Nômades", no Rio, que tem no elenco sua parceira de TV Andréa Beltrão , Fernanda Torres comentou com o iG o que acha que os próximos quatro anos reservam para o país logo após o segundo turno das eleições.

"Todo mundo fala que teremos dois anos difíceis. Eu acho que vai ser meio difícil. Tivemos uma seca sem precedentes, crise na energia... Eu acho que serão anos duros, ao que parece. E como a gente tem vindo de anos de ter acertado o real e depois ter toda uma bonança financeira... Eu acho que vou lembrar de quando eu era jovem (risos). Vou lembrar daquele tempo que caçava boi no pasto no laço para botar no mercado (risos). Mas já enfrentamos coisas tão duras que, não sei, eu rezo pra gente passar, né? Eu não estou nem pessimista e nem otimista. Você vive, né!", disse.

Sem tomar publicamente um partido, a filha de Fernanda Montenegro comentou a reação extrema dos grupos pró-Dilma Rousseff e pró-Aécio Neves: "Deu uma dividida grande, e quem tem certeza do seu voto está defendo muito, como se for o outro candidato o vencedor é uma desgraça. Eu não sei quem vai vencer, não tenho ideia. Tenho visto debates e, meu Deus, são impressionantes (risos). Eu assisto e fico pensando: 'caramba, eles vão de novo um pra cara pro outro dizer as últimas e o outro vai ter que aguentar'... Eu estou tentando evitar entrar em qualquer lado como se se o outro lado ganhar vai ser o fim da picada. Os dois extremos estão muito extremados. E isso não acho bom".

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