Programa de Sônia Abrão mostra primeira entrevista com o repórter do programa após liberdade


Rafael Ilha e a mulher, Aline , deixaram a prisão no fim da tarde desta terça-feira (29). Logo após a liberação da penitenciária, o repórter do “A Tarde é Sua” concedeu uma entrevista, que foi ao ar no programa desta quarta-feira (30), enquanto aguardava a liberação da mulher.

Rafael contou que, assim que chegou na penitenciária, formou-se uma rebelião, que na ocasião, foi divulgada pela Secretaria de Justiça do Paraná como um motim. “Ninguém fica feliz de estar lá. É uma penitenciária de segurança máxima. Cheguei em uma situação que estava há uns cinco metros da galeria quando a cadeia virou, houve uma rebelião”, contou Rafael, que disse não ter ficado assustado. “Já presenciei rebeliões bem piores”.

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O repórter reclamou do tratamento dado aos presos do local. “Entrei faz uma semana aqui. Ganhei um rolo de papel higiênico e esse rolo tem que durar 15 dias. Como é possível isso? Como é possível você ter que andar de cueca e meia preta. Nenhum lugar do Brasil tem isso”, desabafou.

Com uma flor em mãos para entregar para a mulher, Rafael disse que ainda tinha muito a falar sobre o caso, mas por enquanto, só queria ficar ao lado da mulher. “Tenho muita coisa para falar, quero abraçar minha esposa, chorar com ela, namorar ela, encher ela de carinho, de amor, mas isso não é bacana. Para mim, é tudo sempre mais difícil”, lamentou ele, que considerou, por exemplo, o valor da pensão da mulher, um desses fatores de dificuldade. “Como falei, para mim as coisas são sempre mais difíceis. O da minha esposa era para ser no Maximo R$5 mil. As pessoas querem sempre dificultar, só não podem esquecer com quem elas estão lidando”, disparou.

Rafael Ilha em entrevista para o 'A Tarde é sua'
Reprodução
Rafael Ilha em entrevista para o 'A Tarde é sua'

Rafael contou que vai conversar com algumas pessoas sobre sua situação. “Fui submetido a pressão psicológica, tanto eu quanto ela. Por isso que não assinei meu depoimento e nem ela o dela. O que as pessoas hoje não podem esquecer que não estão lidando com o Rafael de 20 anos de idade, que era dependente de droga, viciado em craque. Eles falam hoje com o Rafael guerreiro, pai, marido, filho, neto e cuido bem de toda minha família”. Questionado sobre o tipo de pressão psicológica que sofreu, ele preferiu não comentar, mas disse que seus advogados, José Beraldo e Willian Almanajas , vão levar as queixas até a corregedoria. “Não foi só pressão psicológica. Não foi só uma violência psicológica. Foi usada com ela tortura psicológica”, disparou Rafael, que garantiu não ter sofrido maus tratos. “Mas, abuso de autoridade, com certeza”.

Rafael contou que esteve no Paraguai, pois está abrindo uma loja para sua mulher em São Paulo e ainda fez um depoimento emocionado sobre Sônia Abrão. “A Sônia faz por mim o que ninguém da minha família faz. A Sônia foi a única que na hora que eu estava com meu pescoço cortado em uma tentativa de suicídio, foi lá sem ninguém saber e me ofereceu um trabalho. Eu tinha prometido p gente que eu nunca ia pisar na bola com ela”. Questionado se estava arrependido, ele não hesitou em responder: “Não estou arrependido, porque não cometi nenhum erro”.

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