Apresentador do novo "Como Será?", Max Fercondini diz ao iG querer cada vez mais fazer projetos que tenham a sua marca

Max Fercondini
TV Globo/ Divulgação
Max Fercondini

Quem está comemorando o lançamento do programa “Como Será?”, nova aposta da TV Globo para as manhãs do sábado, é Max Fercondini . O ator, que nos últimos quatro anos apresentou o “Globo Ecologia”, será um dos apresentadores da atração comandada por Sandra Annemberg . Ele terá um quadro dentro do programa chamado “Expedição Terra”. “Tem umas viagens mais diferentes. A gente foi para o Sertão do Pajeú no Pernambuco, Fernando de Noronha, também no mesmo estado. A gente foi para Belém, visitou comunidades Ribeirinhas, estive em uma comunidade quilombola, onde aprendi a fazer farinha. No sul tem o ‘Projeto das Toninhas’, que são golfinhos menores. Nesses primeiros treze quadros que a gente já entregou eu pude conhecer uma diversidade bem grande no Brasil, tanto de diversidade dos biomas, quanto da biota (conjunto de seres vivos de um ecossistema) marinha e animal. Então tem umas experiências diferentes e que geralmente as pessoas não veem atores fazendo, só na ficção. E ali eu estou vivendo mesmo essa expedição.”

Profissão

Apesar de nunca ter planejado se tornar um apresentador, nem mesmo ser ator, ele começou cedo na profissão. “Nunca tinha pensado, nunca tinha passado pela minha cabeça. Eu comecei muito cedo como ator então uma coisa foi puxando a outra. No início mesmo, na época dos cursos (de teatro), eu ainda me questionava muito: ‘Será que é isso que eu quero’. Foi em função mesmo do meu desempenho nos cursos, nas primeiras novelas e com o apoio das pessoas que diziam: ‘Não, cara, você tem que seguir, você leva jeito...’. Fui acreditando, fui acreditando cada vez mais em mim também e aí fui melhorando, procurando personagens que tivessem um pouco da minha vontade como profissional.”

Surpresa

E ele explica como se deu a passagem da dramaturgia para a apresentação. “Eu participava de muitos projetos de responsabilidade social da Globo, todas vezes que eles precisavam eles contavam muito comigo para desde ações de síndrome de down, de promoção da igualdade entre os indivíduos até às ações de meio-ambiente, de cidadania. Foi aí que surgiu na época da direção do Luis Erlanger, o convite para eu integrar o Globo Ecologia. Não imaginei que fosse ser tão legal, que eu fosse ter tanto prazer, um prazer diferente de novela e que hoje me faz querer cada vez mais continuar e buscar essa linguagem como comunicador. Não só como um ator de uma obra fechada, uma obra de um terceiro, mas uma obra que eu tenha muita participação também.


Ecologia

E a ecologia, os problemas do meio ambiente? Faziam parte do seu cotidiano ou se manifestou a partir do momento em que ele começou a trabalhar com o tema? “Eu pensava relativamente... Acho que como qualquer jovem que teve educação ambiental na escola. Eu tive educação ambiental na escola, então já era informado, já tinha alguns conceitos que tinham sido apresentados para mim. Mas o que o “Globo Ecologia” me trouxe foi o olhar crítico. Muitas vezes a gente recebe muita informação da televisão e da mídia e só absorve aquilo ali sem se posicionar, sem criticar, sem pensar. Muitas vezes é o que acontece. Às vezes eu encontro pessoas que falam do programa e falam da minha participação e você percebe que a absorção não é crítica. É ‘eu gosto do tema, eu simpatizo com o tema’. Eu simpatizava com o tema. Depois de apresentar o programa comecei a ficar crítico. Não quero mais só saber se o projeto é legal. O projeto que eu for conhecer pode ser um grão de areia no deserto. Mas qual é a real transformação? Quem se beneficia? A sociedade se beneficia, realmente? Então esse senso crítico para mim foi só se apurando.

Reconhecimento

E ele acredita que justamente por isso está passando por uma nova fase da sua vida e comemorando. “Acho que por isso eles vieram a confiar essa nova apresentação no ‘Expedição Terra’, que me deram um voto de confiança, porque antes a gente só tinha os repórteres agora eu vou para campo, eu faço entrevista, faço as matérias. Está muito mais focado em mim. É também uma forma de reconhecimento do meu trabalho pela empresa.”

Tiro certeiro

O novo programa, que substitui o Globo Ecologia e o Globo Cidadania, para Max é um tiro certeiro da TV Globo. “Acho que, como unidade, a gente ganhou muito. Porque o programa ficou mais leve, ficou menos educativo. Eu acho que ele está muito mais como uma revista. O público ganha no entretenimento, porque vai ser um programa gostoso de assistir, o conteúdo continua sendo cidadania, educação, trabalho, meio-ambiente, ecologia. Acho que a Sandra (Annemberg) no Globo Cidadania já tinha entrado como a cara do programa, era gostoso assistir, e agora ela está até mais solta porque ganhou um cenário, onde recebe pessoas, eu participo... No programa de estreia vou estar lá para falar do ‘Expedição Terra’, como será o quadro. Então acho que todos esses fatores vão ser sucesso. Acho que é uma das coisas que a Globo vai acertar em cheio.

Novelas

Quanto à dramaturgia, ele só adianta que está reservado para 2015. “Uma novela das sete”.

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